No final do século 19, um jornalista esforçado consegue abrir seu próprio jornal, que logo se transforma num grande sucesso. A herdeira de um dos maiores jornais da cidade começa uma forte oposição contra ele. Apesar de desenvolver um interesse romântico pela adversária, o jornalista decide continuar na luta.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Primeiro, o inevitável comentário sobre este título brasileiro esdrúxulo, que retira o foco da rua titular original e o direciona para o interesse romântico, que nem usa preto o tempo inteiro... Para que isso, gente?
Segundo, a reverberação de que este era o filme favorito dentre todos os que Samuel Fuller realizou: fica evidente em cada instante, trabalho de entrega e suma paixão, em que o protagonista é um indisfarçado alter-ego, que labuta numa redação (improvisada) de jornal como se estivesse a batalhar numa guerra - o que chega a ser literal, nalguns momentos. O grau de violência é o mesmo do vindouro TERRA PROMETIDA, de Andrzej Wajda. Pesadíssimo! Discursivamente, cumpre aquilo que o Steven Spielberg almeja em THE POST - A GUERRA SECRETA, sem sucesso.
Terceiro, que filme extremo, supremo, imersivo, fascinante, de primeira grandeza técnica e primoroso em cada variação de gênero que surge entre uma seqüência e outra: tem ação, romance, suspense, trama policial, verve política (um tanto direitista - risos), reconstituição épica, tudo a que Hollywood nos acostumou e se especializou. Obra-prima! (WPC>)
"A Dama de Preto" era o filme favorito de Samuel Fuller, de seus próprios filmes, já que ele era um jornalista. Trata-se de uma história bastante movimentada e interessante. Gene Evans numa boa performance. Como senão, a 'história de amor' realmente não funcionou para mim.
Uma declaração de amor à imprensa! Samuel Fuller gastou os US$ 200.000 que tinha em sua conta bancária para realizar este filme e o finalizou em 14 dias. Ele começou como jornalista ainda na adolescência sempre exibiu algo de jornalístico em seus filmes. Seu habitual parceiro Gene Evans encarna um repórter integro mas que não hesita em entregar um homem à polícia para escrever uma matéria e libertá-lo. Não há como ignorar os complicados travellings que são ainda mais admiráveis por estar em uma produção B.
O olhar romântico é louvável mas de certa forma até bastante maniqueísta. Tem bom ritmo e tudo está no seu devido lugar além do que muito curiosa a historieta sobre as origens da Estátua da Liberdade.
O Samuel Fuller tem vários trabalhos bacanas, esse mesmo sendo bem simples, é um bom filme, mas ainda prefiro os outros filmes dele que assisti.