Em sentido tramático, as conexões efetivas e epistolares deste belo curta-metragem assemelham-se ao percurso rizomático de PASSOU, trabalho anterior do cineasta. Acostumamo-nos à vocalidade daqueles falantes e amantes (envoltos num breve interstício de incomunicabilidade rancorosa), enquanto esforçamo-nos para completar as lacunas factuais e emocionais, para entender o que causou aquele desentendimento. De repente, uma grata surpresa: a voz mui reconhecível de Luciana Paes, graciosa ao extremo, antes da reaparição sublime de Thalles Cabral, agora comungando sua voz ao rosto, que canta versos egrégios, ansiados desde a primeira menção nostálgica, numa das cartas. Que rimas belíssimas, que integração magistral entre frases em inglês e português, que portal para a beatitude! As paisagens alagoanas e estadunidenses são ressignificadas nesta geografia cinematográfica repleta de poesia. Dormi aconchegado após este objeto de amor. Obrigado, Felipe! (WPC>)
Em sentido tramático, as conexões efetivas e epistolares deste belo curta-metragem assemelham-se ao percurso rizomático de PASSOU, trabalho anterior do cineasta. Acostumamo-nos à vocalidade daqueles falantes e amantes (envoltos num breve interstício de incomunicabilidade rancorosa), enquanto esforçamo-nos para completar as lacunas factuais e emocionais, para entender o que causou aquele desentendimento. De repente, uma grata surpresa: a voz mui reconhecível de Luciana Paes, graciosa ao extremo, antes da reaparição sublime de Thalles Cabral, agora comungando sua voz ao rosto, que canta versos egrégios, ansiados desde a primeira menção nostálgica, numa das cartas. Que rimas belíssimas, que integração magistral entre frases em inglês e português, que portal para a beatitude! As paisagens alagoanas e estadunidenses são ressignificadas nesta geografia cinematográfica repleta de poesia. Dormi aconchegado após este objeto de amor. Obrigado, Felipe! (WPC>)