Dirigido por
Duração
Apesar de administrar com sucesso os negócios da família, a protagonista estabelece uma rotina ascética, galvanizada por mecanismos de isolamento e proteção. Esse cotidiano limita não apenas sua vida social, como também o relacionamento evasivo que mantém com a mãe (Lucélia Santos). Quando uma importante decisão empresarial se apresenta subitamente, Paula é obrigada a encarar os fantasmas de seu passado, revisitando cicatrizes que nunca realmente cicatrizaram.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
A sinopse pareceu-me muito interessante e oportuna, no sentido de que esta fobia de toque já foi sofrida por mim. Entretanto, a opção pela descrição da rotina de rica da protagonista desvia-nos do âmbito psicológico (que é necessário e benfazejo) e transfere-nos para a constatação dos equívocos sociológicos, que ficam ainda mais piorados na insistência da abordagem troncha do mau relacionamento entre a protagonista e seus pais. A vingança "justificada" que acontece no desfecho é um dos pontos mais baixos do filme, que rende-se a uma precipitada corruptela terapêutica, mui problemática naquilo que estimula. Trata-se de um enredo classistamente condescendente, que imiscui-se por vários trajetos (como a violência conjugal, por exemplo), mas sem o devido aprofundamento (única exceção: o relacionamento entre Paula e o músico, que não é muito interessante). Vale enquanto tentativa independente, ao menos. (WPC>)