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Em Peppermint Frappé, Carlos Saura contorna a censura puritana da Espanha de Franco, em um thriller psicológico em homenagem ao mestre espanhol Luís Buñuel. A história é inspirada nas obsessões e fetiches de Julián (José Luis Lopez Vasquez), homem de meia idade, médico conservador, que é auxiliado pela tímida enfermeira, Ana (Geraldine Chaplin).
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Tenho por mim que o Saura é um diretor limitado, até tem boas ideias mas suas execuções são muito truncadas para o meu gosto. Aqui um filme sobre obsessão em que em geral senti falta da obsessão mesmo. Boa ideia esta do personagem duplo de Geraldine que culmina em um final intrigante já que é difícil compreender o que é real e alucinação todavia também oco, por mais que se procure uma metáfora está com toda a cara de artifício para enganar o espectador.
- talarico master, careca e baixinho, esses são os mais perigosos
- geraldine chaplin está maravilhosa nos papéis
- a obsessão bizarra do cara já é creep o suficiente, ai ele resolve transformar a outra e ela ainda aceita
Geraldine Chaplin rouba o filme todo ao interpretar as duas personagens femininas, totalmente diferentes uma da outra.
Nada demais, apenas um bom filme
Um filme que escancara a perversão em cada um de nós...
Homenageando Buñuel e Hitchcock, Carlos Saura mergulha a então esposa Geraldine num 'tour de force' supremo, com planos longos e magistrais, uso inteligentíssimo da trilha musical, ângulos perturbadores, roteiro de imersão na perfídia humana. Em mais de um aspecto, uma genial obra psicanalítica. Fiquei estatelado, em nível alobiográfico (risos): maravilhoso! (WPC>)