Nos créditos finais, lemos a referência direta a um trabalho do escritor J. G. Ballard. E, obviamente, a associação em relação a CRASH - ESTRANHOS PRAZERES é imediata. A diretora, entretanto, prefere uma abordagem mais lynchiana (a atmosfera de pesadelo) a fim de despejar o seu grito de revolta contra a fetichização de uma mercadoria imediatamente associada a status, o automóvel. A execução de "Carro de Boy", de Novíssimo Edgar, é mui percuciente, e permite a certeira concatenação entre os três segmentos deste filme, que é muito menos violento do que aquilo que denuncia, e que está brilhantemente resumido na sinopse pichada ao final. Muito pitoresco que este curta-metragem venha somar-se a uma filmografia contemporânea centrada na erotização questionadora das estruturas automobilísticas - vide CARRO REI, TITANE e outros que virão. Gostei muito: fiquei ouriçado! (WPC>)
Nos créditos finais, lemos a referência direta a um trabalho do escritor J. G. Ballard. E, obviamente, a associação em relação a CRASH - ESTRANHOS PRAZERES é imediata. A diretora, entretanto, prefere uma abordagem mais lynchiana (a atmosfera de pesadelo) a fim de despejar o seu grito de revolta contra a fetichização de uma mercadoria imediatamente associada a status, o automóvel. A execução de "Carro de Boy", de Novíssimo Edgar, é mui percuciente, e permite a certeira concatenação entre os três segmentos deste filme, que é muito menos violento do que aquilo que denuncia, e que está brilhantemente resumido na sinopse pichada ao final. Muito pitoresco que este curta-metragem venha somar-se a uma filmografia contemporânea centrada na erotização questionadora das estruturas automobilísticas - vide CARRO REI, TITANE e outros que virão. Gostei muito: fiquei ouriçado! (WPC>)