Um hospital psiquiátrico em algum lugar na Toscana durante a década de trinta. Longe de fascismo, este mundo fechado, com regras ditadas pelo Dr. Bonaccorsi, psiquiatra apaixonada benevolente, cujo sonho é isolar o germe da loucura. Ele também é um mulherengo muito ativo e faz três mulheres beneficiarem de sua coceira sexual: a mulher Francesca do gerente do hospital, Bianca, sua enfermeira dedicada e Carla, esposa do médico uma ninfomaníaca. Bem ordenada do universo começa a ser desafiado com a vinda de Anna, uma psiquiatra estagiária, que desaprova sua teoria sobre a origem da loucura. Pior, ela resiste a seus avanços. Como Bonaccorsi é mais inseguro do que parece, o que será dele?
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No universo de uma instituição de internamento para pessoas com problemas mentais na Itália de Mussolini, a comunidade de médicos, enfermeiras, assistentes, administradores, religiosas e pacientes se relacionam em uma sinergia de resultados diversos. Residindo todos no mesmo complexo, situações do cotidiano se confundem com as de âmbito profissional. A interdependência entre os componentes deste agrupamento de aspecto muito particular é muitas vezes vital para a sua sobrevivência. Gerando questionamentos sobre o estado da loucura, leva o espectador a duvidar quem realmente detém o dom da sanidade. Esta produção italiana dirigida por Mauro Bolognini (roteirista de um estilo italiano mais autoral com ligações ao neorrealismo e diretor de produções como A Veneziana, A Burguesia), impõe uma reflexão do que seria, de fato, o 'ser normal' aceito em sociedade. A fotografia usa tantos planos abertos quanto fechados, praticando o zoom de aproximação para realçar a importância de um personagem na cena. Diferente do que se poderia imaginar. a paleta de cores descarta os tons escuros e o uso de sombra - que, para muitos, seria o primeiro recurso a ser disposto para retratar o manicômio na tradicional perspectiva de ambiente lúgubre e decadente - ao invés disso reitera-se as cores quentes como laranja e amarelo em ambientes claros, abertos e escapando de qualquer cenário claustrofóbico. Marcelo Mastroianni, como o médico psiquiatra, é o protagonista do filme, integrando os demais personagens numa pluralidade de debates de intensa complexidade psicológica.