Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa.
A narrativa nos guia por sua rotina solitária, mostrando o apoio dos filhos e sua determinação em seguir em frente ao escrever um livro e se apaixonar por uma nova mulher.
O filme celebra a vida, a resiliência e o poder do amor em meio às complexidades do processo de envelhecimento.
Eu adoro filmes com esse tipo de escolha fotográfica porque engrandece, instantaneamente, sua áurea como cinema. Por isso, sei da necessidade cautelar sobre uma provável empolgação prévia. Aqui nem sempre o ritmo é bom e o som, acho que propositalmente, não foi filtrado por ser bem cru. Mas dentro do currículo duvidoso do Régis Faria vejo o resultado como interessante. Na verdade, o filme cresce muito com a entrada da Vanessa Gerbelli que, pelo tom maduro de sua interpretação, me fez acreditar muito no romance. De fato, o filme se perde um pouco na reta final, por abrir um debate raso sobre as dificuldades de comunicação contemporâneas, e isso me pareceu usado só para justificar qualquer destrato. Algo que gera também umas encenações precipitadas, que quase desfazem o brilho que estava alcançando. Mesmo assim, é um trabalho familiar com muita sobriedade.
- gosto demais de filmes dessa temática, ainda mais que colocam esses atores velhos pra trabalhar, eles merecem todo nosso respeito e admiração e o reginaldo é sensacional - família toda reunida no filme, bem legal - a trama tem alguns clichês e digamos que os perrengues que o protagonista passa são bem de boa, mas é um filme que da gosto de ver e a atuação está ótima
"Seu cabelo tem cor de tempo."
Perto do Sol é Mais Claro (Brasil, 2025)
Direção: Régis Faria.
Com: Reginaldo Faria, Marcelo Faria, Vanessa Gerbelli.
Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa.
A narrativa nos guia por sua rotina solitária, mostrando o apoio dos filhos e sua determinação em seguir em frente ao escrever um livro e se apaixonar por uma nova mulher.
O filme celebra a vida, a resiliência e o poder do amor em meio às complexidades do processo de envelhecimento.
Nos cinemas.
IMPRIMATUR - visto no cinema:
Eu adoro filmes com esse tipo de escolha fotográfica porque engrandece, instantaneamente, sua áurea como cinema. Por isso, sei da necessidade cautelar sobre uma provável empolgação prévia. Aqui nem sempre o ritmo é bom e o som, acho que propositalmente, não foi filtrado por ser bem cru. Mas dentro do currículo duvidoso do Régis Faria vejo o resultado como interessante. Na verdade, o filme cresce muito com a entrada da Vanessa Gerbelli que, pelo tom maduro de sua interpretação, me fez acreditar muito no romance. De fato, o filme se perde um pouco na reta final, por abrir um debate raso sobre as dificuldades de comunicação contemporâneas, e isso me pareceu usado só para justificar qualquer destrato. Algo que gera também umas encenações precipitadas, que quase desfazem o brilho que estava alcançando. Mesmo assim, é um trabalho familiar com muita sobriedade.
Avaliação em nota: 6.8
- gosto demais de filmes dessa temática, ainda mais que colocam esses atores velhos pra trabalhar, eles merecem todo nosso respeito e admiração e o reginaldo é sensacional
- família toda reunida no filme, bem legal
- a trama tem alguns clichês e digamos que os perrengues que o protagonista passa são bem de boa, mas é um filme que da gosto de ver e a atuação está ótima