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Data de lançamento
11 Nov. 1957Duração
Enquanto Constance e os outros pais da arrumadinha e perfeita cidade de New Hampshire lutam para manter seus filhos adolescentes na linha, escândalos acontecem ao seu redor, resultando na revelação de que nada nesta pequena cidade realmente é o que parece ser.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Peyton Place 1957 no Brasil, A Caldeira do Diabo é um filme muito bom, pesado, triste e bastante dramático. Funciona como um microcosmo social: há os ricos da cidade, os que se acham ricos, os que pagam de coisas que não são, pessoas com reputações negativas, jovens com problemas com os pais e famílias marcadas por segredos e tragédias, tudo coexistindo dentro de um mesmo ecossistema fechado, onde as vidas se entrelaçam e os julgamentos são constantes.
O filme se destaca pela boa atuação e pela construção sólida de seus personagens, não apenas dos principais, mas também de excelentes coadjuvantes, todos bem desenvolvidos, cada um com seu tempo de tela e com histórias próprias que enriquecem a narrativa. Lana Turner chama atenção como Constance MacKenzie,
uma mulher rígida, controladora e emocionalmente distante, marcada por escolhas difíceis do passado e por uma relação problemática com a filha,
algo evidente na forma respeitosa como se relaciona com Elsie Thornton (Mildred Dunnock), reconhecendo sua história, sua posição e sua importância na escola, apesar de seu cargo ser superior, e também na relação direta e honesta que mantém com a própria Constance (Lana Turner)
em seu discurso final.
Entre os personagens centrais, Allison MacKenzie (Diane Varsi) representa a juventude sensível e inquieta, presa entre o desejo de escapar daquela cidade e a relação opressiva com a mãe. Selena Cross (Hope Lange) é o retrato mais
doloroso do filme, simbolizando as consequências extremas da negligência, da violência doméstica e da indiferença coletiva.
O filme se sustenta não apenas no drama, mas também em diálogos, discursos, frases e monólogos memoráveis, carregados de mensagens e reflexões. Um deles é o discurso do Diretor Michael Rossi (Lee Philips), logo no início do filme:
“Para gente como você, educação é um mal necessário. Como não pode enxergá-la, não vale nada. As coisas que não enxergamos são as mais importantes neste mundo. Elas se chamam ideias. Numa cidade destas, se não pode pagar ao diretor da escola um salário decente, não pode gerenciar a escola nem mandar seus filhos para ela.”
Já o discurso final
do Dr. Swain (Lloyd Nolan)
Somos todos prisioneiros das fofocas uns dos outros, mortos pelos sussurros, e está na hora de isso acabar. Nossos jovens vão embora assim que aprendem o preço de uma passagem. Contribuem com suas melhores características em outras cidades porque se sentem sufocados em Peyton Place. Somos uma cidade pequena, mas próspera, mas permitimos que barracos de papel fiquem de pé. Temos meia dúzia de igrejas, que a maioria de vocês frequenta, e aí não pratica o que prega assim que desce os degraus da igreja. Temos uma boa escola, mas vocês a negligenciam. Temos um jornal com um editorial inteligentíssimo, que vocês usam para embrulhar lixo. Está na hora de vocês acordarem. Talvez hoje acordem, porque algo muito maior que a tragédia de Selena Cross está em julgamento aqui: nossa indiferença, nossa falha enquanto comunidade em cuidarmos uns dos outros, de saber quem precisa de ajuda e dar essa ajuda. Selena tem morado numa prisão que nós ajudamos a construir.
Assistido em 28/01/2026
Um filme chatinho típico dos anos 40/50 bem arrastado com tantos outros do período. Mas dê repente por volta dos 30 minutos tudo muda, e começa um filme incrível, com histórias pra lá de tabus, se na época representada (1941), seja na época filmada (1957). E aí seguem mais duas horas que passam voando num show de tragédias e hipocrisias tão tradicionais daqueles tempos, e dos nossos. Nota 8,5.
Adoro como esse filme mostra todos os personagens, dando atenção a cada um deles, sendo extremamente necessário pra entendermos o lado de cada um.
Caprichado e eficiente dramalhão dos anos de ouro de Hollywood baseado em best seller homônimo de Grace Metalious, com tudo para prender a atenção dos espectador daqueles tempos (anos 1950-1960) e mesmo décadas depois. Uma crítica que encontrei na internet: apesar de a história se passar no tempo da II Guerra Mundial, muitas coisas lembram mais 1957 (ano da produção) do que propriamente 1941 em diante. Verdade. Fora isso, o filme vale a pena uma visita. .
Mais de duas horas que passam voando.Tudo por conta de vários acontecimentos interessantes ao longo e que encaixam bem a vida dos personagens.Os lugares percorridos são belíssimos.
>Assistido em 14 de Fevereiro de 2023