Visualmente impecável, essa estética delicada em contraste com o desenvolvimento nada delicado da protagonista, a maneira como nem isso alivia toda a tensão e o desconforto gerado no decorrer da história.
Que desconforto assistir esse filme. Um retrato de como o abuso combinado a vulnerabilidade destrói as mais singelas dinâmicas. Eu como apreciadora de tudo que expõe o lado doentio das relações humanas estou encantada e traumatizada com o que acabei de ver...
ALMOFADA DE ALFINETES #PinCushion de #DeborahHaywood Reino Unido, 2018.
Histórias de relações entre mãe e filha tem aos baldes, mas Almofada de Alfinetes tem um trunfo poderoso: Joanna Scanlan. A atriz faz a mãe que dedica a vida inteira a filha. Faz uma personagem rodeada pela solidão e a dor dessa solidão cresce, junto com o filme que tem um desfecho sério sobre a depressão. É triste e belíssimo.
Deborah Haywood está repleta de boas intenções em Almofada de Alfinetes, porém a execução se mostra bastante problemática com o desenrolar da história.
A princípio, o design e a fotografia delicados e coloridos chamam a atenção, um filtro meio que Amélie Poulain mas que vai deixando de fazer sentido com os rumos da história, que ganha tons pesados com o crescente bullying que sofrem tanto a jovem e inocente Iona quanto sua mãe.
Ambas são isoladas na escola e na comunidade, sem receber o apoio de ninguém (quando recebem é apenas com intenções sádicas), e passam a mentir para si mesmas com medo da verdade tão dura que as cerca, é um isolamento cruel que soa até forçado, já que não moram em nenhuma vila distante do mundo moderno.
Enquanto acerta no fantástico das cenas em que Iona cria uma fantasiosa realidade em sua mente (que mesmo assim, são bem bobildas), Haywood erra a mão quando tem que abordar os dilemas pelos quais elas passam, são diversas as cenas em que há a ausência de um diálogo construtivo que poderia tirar o filme do mero "ensaio", para mim soa covarde.
Parece uma mistura do pesado Depois de Lucia com o terror Carrie - A Estranha, apenas por mostrar o mau-estar que o bullying causa em jovens, é um feel bad movie que quer apenas causar incômodo ao espectador. E consegue. Culminando na cena da escada ao final, irresponsável e desnecessária.
Visualmente impecável, essa estética delicada em contraste com o desenvolvimento nada delicado da protagonista, a maneira como nem isso alivia toda a tensão e o desconforto gerado no decorrer da história.
Que desconforto assistir esse filme. Um retrato de como o abuso combinado a vulnerabilidade destrói as mais singelas dinâmicas. Eu como apreciadora de tudo que expõe o lado doentio das relações humanas estou encantada e traumatizada com o que acabei de ver...
"Vocês vão se lembrar disso por muito tempo."
ALMOFADA DE ALFINETES #PinCushion de #DeborahHaywood Reino Unido, 2018.
Histórias de relações entre mãe e filha tem aos baldes, mas Almofada de Alfinetes tem um trunfo poderoso: Joanna Scanlan. A atriz faz a mãe que dedica a vida inteira a filha. Faz uma personagem rodeada pela solidão e a dor dessa solidão cresce, junto com o filme que tem um desfecho sério sobre a depressão. É triste e belíssimo.
#JoannaScanlan #LillyNewmark #ChanelCresswell #CinemaBritânico #42MostraInternacionaldeCinema
Deborah Haywood está repleta de boas intenções em Almofada de Alfinetes, porém a execução se mostra bastante problemática com o desenrolar da história.
A princípio, o design e a fotografia delicados e coloridos chamam a atenção, um filtro meio que Amélie Poulain mas que vai deixando de fazer sentido com os rumos da história, que ganha tons pesados com o crescente bullying que sofrem tanto a jovem e inocente Iona quanto sua mãe.
Ambas são isoladas na escola e na comunidade, sem receber o apoio de ninguém (quando recebem é apenas com intenções sádicas), e passam a mentir para si mesmas com medo da verdade tão dura que as cerca, é um isolamento cruel que soa até forçado, já que não moram em nenhuma vila distante do mundo moderno.
Enquanto acerta no fantástico das cenas em que Iona cria uma fantasiosa realidade em sua mente (que mesmo assim, são bem bobildas), Haywood erra a mão quando tem que abordar os dilemas pelos quais elas passam, são diversas as cenas em que há a ausência de um diálogo construtivo que poderia tirar o filme do mero "ensaio", para mim soa covarde.
Parece uma mistura do pesado Depois de Lucia com o terror Carrie - A Estranha, apenas por mostrar o mau-estar que o bullying causa em jovens, é um feel bad movie que quer apenas causar incômodo ao espectador. E consegue. Culminando na cena da escada ao final, irresponsável e desnecessária.