Pink Floyd: P. U. L. S. E. Live at Earls Court - Estados Unidos da América
Sinopse
Versão restaurada e re-editada do imperdível concerto do Pink Floyd, gravado durante a turnê do álbum Division Bell em 1994, incluindo a apresentação ao vivo (e integral) do clássico The Dark Side Of The Moon.
No dia 20 de outubro de 1994, a banda Pink Floyd se apresentou no Earls Court Exhibition Centre, Londres, durante a turnê do disco The Division Bell, lançado nesse mesmo ano. Todavia, foi filmado e dirigido pelo renomado diretor David Mallet e foi lançado em VHS e Laserdisc. Em 2006, foi lançado em DVD, com muitos extras.
O show, que durou mais de 2 horas, tem os clássicos como Shine On You Crazy Diamond, Learning to Fly, Another Brick In The Wall e High Hopes. Mas o melhor estava por vir.
Na segunda parte, a banda, ao lados dos músicos de apoio, tocaram, na íntegra, o disco The Dark Side Of The Moon, sem esquecer nenhuma faixa, numa performance sublime, como em todo o show do Pink Floyd.
No bis, tocaram Wish You Were Here e Confortably Numb, no qual David Gilmour encanta a todos com sua técnica ímpar da sua guitarra. Aliás, ele estava impecável com Time e High Hopes.
Uma pena que a banda nunca tenha tocado no Brasil, pois seria divino apreciar a boa música de qualidade, como a feita pela banda inglesa.
Não é só música, não senhor! (Pulse, de Pink Floyd, é uma despedida de luxo, mas também um evento único, desses que dificilmente se repete na vida)
Eu e as minhas viagens interiores que só a música é capaz de proporcionar...
Podem me chamar de louco quem quiser, mas eu sempre imaginei a banda Pink Floyd como uma grande experiência sensorial. Dizer que eles são só rock é não entender (a meu ver, pelo menos) o que é realmente a banda.
Detalhe: toda vez que eu reassisto filmes de ficção-científica antigos, como Laranja mecânica, THX 1138, Fahrenheit 451, Blade Runner: o caçador de androides, dentre outros, eu fico pensando que eles seriam o grupo ideal para realizar a trilha sonora da película. Ouvir Pink Floyd, para mim, é como ouvir um grande cântico, com viés reflexivo.
Pois bem: em tempos de quarentena (e esse vem virando um mantra que acompanha meus últimos tempos), me deparo com a presença do show Pulse -de 1995 - dando sopa 0800 no youtube e decido, é claro!, me sentar para apreciar a apresentação.
E que apresentação!
Pulse é a despedida do Pink Floyd dos palcos e está chegando à sua bodas de prata, sem envelhecer um ano sequer. Trata-se de uma das experiências sonoras mais inebriantes que eu (re)assisti nos últimos anos.
E isso graças a uma conjunção de fatores: para começar, a guitarra mágica e sempre bem-vinda de David Gilmour, afiadíssimo em todos os sentidos. O trio de backing vocals, Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga McBroom, me deixou imaginando o que eu poderia esperar de um álbum solo das três, caso este álbum um dia existisse. Que vozes! Como complemento de luxo aos solos de Gilmour os teclados não menos magistrais de Jon Carin. O resultado dessa tríade, mais baixista, saxofonista, etc? Uma viagem pelo mundo mágico de uma das bandas mais originais que já passaram pelo mercado fonográfico até hoje.
E olha que quase me esqueço de falar da puxada de orelha que os caras deram na classe política com "brain damage" - sim, os caras alfinetam o errado também quando querem e do final apoteótico, deixando o público enlouquecido, com a dobradinha "wish you were here" e "confortably numb"!
Eu lembro de, décadas atrás, me deparar com esse álbum moscando num saldão das Lojas Americanas no centro da cidade e esnobá-lo, acreditando: "se ninguém quer isso, não deve ser grande coisa!". Queimei a língua. Também eu tinha meus 19 anos... E como todo adolescente que se preze, minha formação (ainda deficitária) incluía péssimos julgamentos e escolhas.
Valeu a pena dar uma segunda chance ao show cinco anos depois e agora, de novo.
Vivendo num mundo tão carente de boas ideias como esse contemporâneo, qualquer experiência válida merece ser vista, revista e comentada. Pois bem: vi, revi e agora comentei. Agora é com vocês. Dêem uma chance! E se você já conhece, está esperando o quê para ver de novo?
Quer saber mais sobre música? Procure no facebook: grupo Hit parade
As capas de Pulse e The Division Bell são das mais icônicas da história da música, ao menos para mim. Nos final dos anos 1990 era das coisas mais fáceis ver essas capaz por aí e foi a partir disso que despertei meu interesse pelo Pink Floyd. Não à toa, The Division Bell é o meu disco favorito deles, assim como também tenho maior preferência pela banda na parte que o Gilmour assumiu as rédeas. Sim, meu gosto por eles é contrário ao de praticamente 99,9% dos seus fãs. E Pulse, para mim, foi uma coroação de todo o esforço que o Gilmour fez para manter a banda no mais alto nível até essa época. Um show de uma fineza incrível, os efeitos no palco são sensacionais e aliados a esse set list, nem se fala. Não cheguei a procurar, mas não vejo a hora de ver esse show remasterizado em HD, porque o DVD tem imagem de VHS e isso é um crime para tamanho capricho de uma performance dessas.
Uma menção honrosa as backing vocals, (Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga Mcbroom) que deram um show a parte, em especial na faixa "The Great Gig in The Sky", que arrepia até os pelos da alma. E ao baixista Guy Pratt na faixa "Run Like to Hell", o cara rasga a goela!!!!
No dia 20 de outubro de 1994, a banda Pink Floyd se apresentou no Earls Court Exhibition Centre, Londres, durante a turnê do disco The Division Bell, lançado nesse mesmo ano. Todavia, foi filmado e dirigido pelo renomado diretor David Mallet e foi lançado em VHS e Laserdisc. Em 2006, foi lançado em DVD, com muitos extras.
O show, que durou mais de 2 horas, tem os clássicos como Shine On You Crazy Diamond, Learning to Fly, Another Brick In The Wall e High Hopes. Mas o melhor estava por vir.
Na segunda parte, a banda, ao lados dos músicos de apoio, tocaram, na íntegra, o disco The Dark Side Of The Moon, sem esquecer nenhuma faixa, numa performance sublime, como em todo o show do Pink Floyd.
No bis, tocaram Wish You Were Here e Confortably Numb, no qual David Gilmour encanta a todos com sua técnica ímpar da sua guitarra. Aliás, ele estava impecável com Time e High Hopes.
Uma pena que a banda nunca tenha tocado no Brasil, pois seria divino apreciar a boa música de qualidade, como a feita pela banda inglesa.
Uma das melhores execuções de The great gig in the sky!
Não é só música, não senhor!
(Pulse, de Pink Floyd, é uma despedida de luxo, mas também um evento único, desses que dificilmente se repete na vida)
Eu e as minhas viagens interiores que só a música é capaz de proporcionar...
Podem me chamar de louco quem quiser, mas eu sempre imaginei a banda Pink Floyd como uma grande experiência sensorial. Dizer que eles são só rock é não entender (a meu ver, pelo menos) o que é realmente a banda.
Detalhe: toda vez que eu reassisto filmes de ficção-científica antigos, como Laranja mecânica, THX 1138, Fahrenheit 451, Blade Runner: o caçador de androides, dentre outros, eu fico pensando que eles seriam o grupo ideal para realizar a trilha sonora da película. Ouvir Pink Floyd, para mim, é como ouvir um grande cântico, com viés reflexivo.
Pois bem: em tempos de quarentena (e esse vem virando um mantra que acompanha meus últimos tempos), me deparo com a presença do show Pulse -de 1995 - dando sopa 0800 no youtube e decido, é claro!, me sentar para apreciar a apresentação.
E que apresentação!
Pulse é a despedida do Pink Floyd dos palcos e está chegando à sua bodas de prata, sem envelhecer um ano sequer. Trata-se de uma das experiências sonoras mais inebriantes que eu (re)assisti nos últimos anos.
E isso graças a uma conjunção de fatores: para começar, a guitarra mágica e sempre bem-vinda de David Gilmour, afiadíssimo em todos os sentidos. O trio de backing vocals, Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga McBroom, me deixou imaginando o que eu poderia esperar de um álbum solo das três, caso este álbum um dia existisse. Que vozes! Como complemento de luxo aos solos de Gilmour os teclados não menos magistrais de Jon Carin. O resultado dessa tríade, mais baixista, saxofonista, etc? Uma viagem pelo mundo mágico de uma das bandas mais originais que já passaram pelo mercado fonográfico até hoje.
E olha que quase me esqueço de falar da puxada de orelha que os caras deram na classe política com "brain damage" - sim, os caras alfinetam o errado também quando querem e do final apoteótico, deixando o público enlouquecido, com a dobradinha "wish you were here" e "confortably numb"!
Eu lembro de, décadas atrás, me deparar com esse álbum moscando num saldão das Lojas Americanas no centro da cidade e esnobá-lo, acreditando: "se ninguém quer isso, não deve ser grande coisa!". Queimei a língua. Também eu tinha meus 19 anos... E como todo adolescente que se preze, minha formação (ainda deficitária) incluía péssimos julgamentos e escolhas.
Valeu a pena dar uma segunda chance ao show cinco anos depois e agora, de novo.
Vivendo num mundo tão carente de boas ideias como esse contemporâneo, qualquer experiência válida merece ser vista, revista e comentada. Pois bem: vi, revi e agora comentei. Agora é com vocês. Dêem uma chance! E se você já conhece, está esperando o quê para ver de novo?
Quer saber mais sobre música?
Procure no facebook:
grupo Hit parade
As capas de Pulse e The Division Bell são das mais icônicas da história da música, ao menos para mim. Nos final dos anos 1990 era das coisas mais fáceis ver essas capaz por aí e foi a partir disso que despertei meu interesse pelo Pink Floyd. Não à toa, The Division Bell é o meu disco favorito deles, assim como também tenho maior preferência pela banda na parte que o Gilmour assumiu as rédeas. Sim, meu gosto por eles é contrário ao de praticamente 99,9% dos seus fãs. E Pulse, para mim, foi uma coroação de todo o esforço que o Gilmour fez para manter a banda no mais alto nível até essa época. Um show de uma fineza incrível, os efeitos no palco são sensacionais e aliados a esse set list, nem se fala. Não cheguei a procurar, mas não vejo a hora de ver esse show remasterizado em HD, porque o DVD tem imagem de VHS e isso é um crime para tamanho capricho de uma performance dessas.
Uma menção honrosa as backing vocals, (Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga Mcbroom) que deram um show a parte, em especial na faixa "The Great Gig in The Sky",
que arrepia até os pelos da alma. E ao baixista Guy Pratt na faixa "Run Like to Hell", o cara rasga a goela!!!!