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Data de lançamento
2 Fev. 2010Duração
Ele era um monstro, impossível de controlar, demasiado perigoso para ser ignorado. Assim, os heróis mais poderosos da Terra o exilaram no espaço. Mas agora O Incrível Hulk está em Sakaar, um planeta distante, governado pelo tirano Rei Vermelho. Vendido como escravo, Hulk se torna o mais poderoso gladiador do planeta, mas seus novos donos recebem mais do que esperava quando ele forja um vínculo de fraternidade com outros lutadores. Ao contrário da Terra, as pessoas desesperadas de Sakaar acreditam que Hulk é tudo o que eles precisam.
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Revisto em 23-01-2026
As batalhas até que são boas e o começo da animação é de certa forma promissor, porém o desenvolvimento é extremamente simplista e em momento algum empolga devido ao roteiro fraco.
Planeta Hulk é um dos arcos mais icônicos da história do Gigante Esmeralda, ele é tão grande que transcendeu ao seu protagonista e passou a ser um dos maiores clássicos da Marvel. Mesmo tendo essa fama, duvido que ela funcionaria com outro personagem da Casa das Idéias. Ela é pautada desde o princípio na ação e por isso é tão perfeita para o Hulk.
Era certo que a Marvel não perderia a oportunidade de tornar esse arco uma animação, além de dar uma sobrevida à história, essa atitude também é tida como dinheiro certo, já que o material fonte é muito querido. Assim surgiu a animação Planeta Hulk, dirigido por Sam Liu e com o roteiro do trio Greg Johnson, Craig Kyle e Joshua Fine.
Logo no início somos apresentados à duas razões principais de toda a trama, vemos Hulk despertando em uma nave que está a caminho de seu exílio, esse que foi planejado pelos seus companheiros de grupo. Essa situação serve para mostrar um personagem sem esperança, que perdeu tudo que tinha e não confia mais em ninguém, já que foi despejado de seu planeta natal pelos Vingadores e Illuminati.
Hulk não se deixa vencer pelas correntes que o prendem, logo que ele acorda já o vemos tentando, e conseguindo, quebrar todas as suas amarras. Quando ele se vê livre, começa a quebrar o seu veículo. Os Illuminati planejavam que o Gigante Esmeralda fosse exilado em um planeta calmo e cheio de florestas. Mas não é isso que acontece, Hulk se liberta e cai no planeta desértico liderado por um rei tirano, esse planeta é Sakaar.
A segunda razão vem dentro desse planeta, lá vemos um alienígena fazendo um ritual, em que é declarado que o libertador virá dos céus e lutará por todos aqueles que são oprimidos pelo Imperador de Sakaar. Durante a sua oração ele vê uma nave caindo do céu, esse é a nave de Hulk. Assim que o verdão chega ao planeta é capturado e levado para uma prisão. Na prisão ele conhece Hiroim, Korg, Miek e Elloe Kaifi.
Não demora muito para vermos por quê o Rei Vermelho é o tirano de Sakaar, ele pega todos aqueles que o desobedecem e os manda para a arena de batalha. Hulk é inserido no meio dos rebeldes e é posto para lutar como um gladiador, quando o herói começa a lutar, todos vêm que ele é uma máquina de combate. Porém, esse sistema criado pelo imperador precisa que aqueles que lutam contra as bestas percam, isso faz de Hulk uma ameaça para todo o império do Rei Vermelho.
Ameaça para alguns, escolhido para outros, as lendas da Sakaar apontam diretamente para Hulk, um ser que é poderoso e está pronto para liderá-los em uma investida contra o Rei Vermelho. Tudo fica ainda mais claro para alguns quando eles percebem que o sangue do Gigante faz com que a terra de Sakaar seja fértil de novo.
O roteiro de Greg Johnson, Craig Kyle e Joshua Fine é simples até demais, o primeiro arco é completamente utilizado para que conheçamos todos os personagens da trama, chega até a ser preguiçosa a forma que o trio apresenta os companheiros de Hulk. A narrativa para em um determinado momento a fim de explicar a história por trás dos que o ajudam na arena e até mesmo dos antagonistas da história.
Até as viradas na narrativa são completamente previsíveis, já que o roteiro estabelece com muita firmeza tudo aquilo que os personagens são. Deixar tudo preto e branco às vezes fere a narrativa e Planeta Hulk é um ótimo exemplo de trama que acabou ficando simples demais. Deve-se levar em consideração que a animação possui apenas 80 minutos e por isso deve focar muito no que é apresentado. Mas acredito que o tempo não seja uma desculpa correta para esse tipo de crítica, já que vemos por várias vezes a trama focar em momentos que não levam a história para lugar nenhum.
A animação também deixa muito a desejar, o quadrinho possui uma arte muito interessante e competente. Já o longa parece precisar de mais dinheiro para ter tempo de construir cenários mais elaborados e movimentos mais orgânicos. Toda a ação de Planeta Hulk fica contida no primeiro plano, não se vê nada que se mecha durante a luta, apenas os personagens que estão em foco. Até nos momentos em que a arena é mostrada o fundo é estático e muito mal representado, com apenas poucos personagens, algo que vai completamente contra o roteiro da história, que faz questão de mostrar aquele momento como algo sagrado para o planeta e seu rei.
As lutas que deveriam ser a parte que mais se destaca ficam completamente jogadas de lado. Os movimentos são contidos e principalmente repetitivos, para piorar, o que deveria ser mostrado com planos gerais é feito em closes e focos de ação. Isso só contribui para que pensemos que a animação não teve tanto dinheiro quanto merecia, o que fez com que o diretor Sam Liu optasse por planos rápidos e contidos, que não animam em nenhum momento o espectador.
Planeta Hulk é um clássico da Marvel, que foi porcamente adaptado para outra mídia, é muito pouco inteligente da parte da casa das idéias não fazer igual a sua maior concorrente e investir pesado nesse mundo das animações. A DC tem diversos exemplos de histórias que ganharam muito quando foram transferidas para a telinha, já a Marvel se sai muito bem nas grandes telas, mas quando o assunto são as menores ela deixa muito a desejar.
Nostálgico, e um ótimo trabalho da marvel, dos quadrinhos para a tv.
Comentando como alguém que não leu a HQ e nem é fã do Hulk, achei um filme ok. Faltou carisma, mas tem umas lutas que dá pra passar o tempo.
Adaptação e inclusão dessa animação no filme Thor: Ragnarok ficou bem interessante.