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Inverno de 1979. Na pequena cidade de Fenyang, na distante província de Shanxi, na China, o jovem Minliang e um grupo de amigos ganham a vida apresentando peças teatrais que glorificam os feitos de Mao Tsé-Tung. Quando não está com seu grupo, Minliang procura a companhia da bela Ruijuan, com quem mantém um relacionamento instável. Um dia, no entanto, ele descobre que sua amada está sendo prometida o filho de um médico local. Algo terá que mudar.
Primavera de 1980. Os ventos das transformações políticas começam a soprar sobre Fenyang. O grupo já pode incluir músicas ocidentais e hábitos até então proibidos, como fumar cigarros, em suas apresentações. "Plataforma" é o nome de uma canção de sucesso na China nos anos 80.
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Jia Zhangke é a prova viva de que a censura na China não impede que filmes críticos e de alta qualidade técnica sejam feitos por lá. Ignorante é quem pensa que cinema chinês consiste só em filmes de Kung Fu, Wuxia etc.
A história da China numa extensa narrativa funcional.Em muitos momentos dramático,mas sem ser exagerado.Alguns alívios aparecem durante a jornada pra não deixar a sessão amarrada.Jia Zhang faz lembrar muito o cinema de Yimou,especialmente "Tempo de Viver".
>Assistido em 24 de Abril de 2022
-Dou nota 8/10
Filme é bem extenso, porém isso não me entediou. De fato nesse filme vemos o mundo do Zhangke na sua essência retratando o cotidiano, sem pretensão. Jia consegue por meio se suas imagens mostrar uma tristeza infinita MANOOOOOOO. Em algumas cenas esplêndidas eu esperava aquele dialogo dilacerante para compor tamanha imensidão, mas encontro o vazio, silêncio; e toda essa ausência me desmonta. Seu plano de fundo histórico se situa na abertura econômica da China após a revolução cultural, Jia filma essas mudanças na trupe de jovens de um teatro e tudo em sua volta, num vilarejo pobre, ambiente em ruínas que mesmo longe das grandes cidades sobre em seu cerne o efeito transgressor dessa nova etapa. Os jovens com perspectiva de novos rumos se embebedam de ilusões e abandonos daquela época por anseios de uma vida mais livre.
Talvez sua proximidade temática com Um Dia Quente de Verão e alguns títulos de Hou acabaram por me gerar algum desinteresse, ou vai ver foi a cadência das ações cotidianas mas o fato é que não tive facilidade de conexão e o resultado me pareceu apenas morno.
um pouco de Tempo de Viver do Zhang Yimou, um Pouco de Um dia quente de verão do edward yang, soma-se os dois e se constrói plataforma! um bom filme, mas particularmente, achei um pouco abaixo de Um toque de pecado, do mesmo diretor.