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Além da carreira de renome, a vida do cineasta Roman Polanski é marcada também por grandes tragédias. A mãe morreu no Holocausto, a esposa foi assassinada pela seita de Charles Manson e, em 1977, o cineasta foi condenado em Los Angeles por ter relações sexuais com uma menor de idade, fugindo para a Europa para nunca mais pôr os pés nos EUA. Trinta anos depois do escândalo, Marina Zenovich investiga o caso, entrevistando uma série de peças-chave e revelando a maquinação do sistema judiciário americano por trás da condenação.
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Não é um documentário completo sobre o próprio processo, com ele retirando as informações e declarações mais pesadas sobre o caso para focar no ponto em que todos os envolvidos concordam: o juiz extrapolou seus limites, não estava preocupado em fazer justiça ou sequer em preservar os direitos da vítima, sendo inadmissível que alguém cumpra uma pena sem sequer ter noção de quando esta possa terminar. Tal enfoque, ao menos no que parece, é uma tentativa de demonstrar que Polanski seria inocente. Acontece que todos esses pontos não tornam de Polanski um homem inocente ou fazem com que o fato não tenha existido. O fato existiu, ele confessa e a própria vítima o perdoou, e todos estes pontos são muito mais relevantes para absolver Polanski perante a sociedade do cancelamento do que unicamente transferir a culpa ao juiz (e, sendo sincero, 42 dias de detenção é muito pouco).
Vale muito pelas imagens de arquivo, principalmente as matérias feitas à época, as quais são de difícil acesso atualmente.
Com alguns tropeços em matéria de estrutura, sobretudo na primeira metade, revela a figura trágica de Roman Polanski sem, contudo, vitimizá-lo ou demonizá-lo (esta é a sua maior qualidade). Ao mesmo tempo, elege o nefasto juiz do caso Rittenband como vilão para discutir um pouco sobre o conceito de justiça em solo norte-americano e como, nas circunstâncias apresentadas, a única saída de Polanski seria mesmo fugir.
O cinema agradece, mesmo que, ocasionalmente, o nosso senso de justiça não.
Esse recado foi MODERADO.
Motivo: Infração dos Termos de Uso.
Equipe Filmow.comDocumentário interessantíssimo sobre um dos episódios polêmicos que marcaram a vida do diretor Roman Polanski. Marina Zenovich e os co-roteiristas do filme trazem fatos, através de imagens de arquivos e depoimentos, exaltando não só a complexabilidade do caso, mas também a sujeira que permeia qualquer backstage judicial. É fundamental a maneira com que percebemos o papel da mídia nesse tipo de situação, e é aí que nos identificamos com Polanski: não importa se ele era culpado ou não; a injustiça da lei e da mídia depõe contra qualquer tipo de acusação.
Polanski é uma figura fascinante, sem dúvida. Vitima direta ou indireta de dois eventos que marcaram o mundo (o Holocausto e o culto de Charles Manson), seu charme, sua personalidade marcada e marcante, sua obra cinematográfica interessantíssima - mas tudo fica em segundo plano, pois este documentário é sobre seu julgamento por um crime sexual.
Para os que trabalham com o direito feito eu é um documentário, de fato, maravilhoso, e mostra que o judiciário, ao final das contas, é bem parecido, seja no lugar que for e que é só a mídia surgir para justiça se tornar desbaratada.
Recomendado para aqueles que querem entender um evento específico da vida de Roman, para os que querem um documentário mais abrangente sobre sua vida e obra, este documentário desapontará.