Port Authority é uma história de amor ambientada na cena do salão de baile Kiki, de Nova York, e segue Paul (Fionn Whitehead), um rapaz de 20 anos, que chega à estação central de ônibus e rapidamente chama a atenção de Wye (Leyna Bloom), uma garota de 22 anos na calçada. Depois que Paul a procura em segredo, um intenso amor entre eles floresce. Mas quando Paul descobre que Wye é trans, ele é forçado a confrontar sua própria identidade e o significado de pertencer.
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Creio que o maior problema deste indie norte-americano nem seja colocar o hétero-cis-branco no protagonismo - e entendo quem problematize isso -, o que mais me incomoda é como a narrativa é regida por essa heteronormatividade e não se aprofunda com a devida atenção nos personagens da cena trans, todos ali vivem às margens da sociedade, de maneira quase refugiada, apenas servindo para expor seus corpos e suas danças - que até são bem interessantes -, mas isso acaba dando superficialidade a eles, enquanto o protagonista
vivido por Fionn Whitehead é mais desenvolvido.
Entre frustrações e coisas boas - como a escalação da atriz trans Leyna Bloom - Port Authority revela as boas intenções da diretora Danielle Lessovitz, mas delas o inferno está cheio, e alguns pecados aqui, com certeza, não serão perdoados pelos LGBTQIA+.
Assisti em 14.11.20 no 27º Festival Mix Brasil em SP. (De graça no Cinesesc)