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No Chile, em 1973, durante os últimos dias da presidência de Salvador Allende, um funcionário do necrotério se apaixona por uma dançarina burlesca, que desaparece misteriosamente. Loucamente apaixonado e pertubado pela perda de sua potencial amante, Mario começa a sua busca frenética por Nancy.
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Primeira parte enfadonha, mas depois o filme engrena em uma revisão histórica dos primeiros dias da ditadura Pinochet, sob o ponto de vista de um protagonista egocêntrico, completamente alienado da realidade. Uma crítica à parte ao povo chileno, que ignorou o massacre, fechado nos interesses do mundinho de cada indivíduo? Se fosse só lá...
Passando em retrospecto as minhas reações aos filmes deste ótimo realizador, percebi que ainda não havia visto este título, cuja sinopse sempre me intrigou e fascinou. Era presumido que eu assustar-me-ia com as conduções da trama, o que confirmou-se na interminável e desalentadora seqüência final, mas os clímaces emocionais são intensificados, como quando se descobre a identidade ilustre de um dos cadáveres dissecados. Antonia Zegers está maravilhosa, como de praxe, e a composição ostensivamente esquisita de Alfredo Castro não é gratuita: seu olhar de perene deslocamento frente aos protestos e eventos do cotidiano revelam que a sua compleição física espelha o seu desnorteamento enquanto cidadão. Muito denso mas marcado por instantes de beleza e acolhimento (vide as situações envolvendo a cachorrinha ferida). Muito bonito e duro, como o cineasta acostumou-nos a esperar de suas películas! (WPC>)
É valido mas...
Um filme metafórico e potencialmente perturbador!! Mais uma vez a combinação de Alfredo Arturo + Pablo Larraín = filme incrível!!
Rapaz, que grata surpresa. Faz parte da trilogia de Pichonet, juntamente com No, um dos meus filmes favoritos...Gostei do filme, mas achei que o personagem principal podia ser melhor explorado.