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Segredos, imaginação e pseudônimos são o ponto de partida para uma garota reconstruir sua vida com a família, militantes ativos da guerrilha venezuelana nos anos 60. A menina evoca essas memórias fragmentadas por um período de 10 anos de ocultamento. Desafiada pela óbvia incompreensão dos fatos, ela começa a transformá-los, mas mesmo então o medo se alastra por seu mundo reinventado.
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Durante os movimentos armados, de esquerda, nos anos de 1960, na Venezuela, uma jovem guerrilha deve dar à luz escondida. Para sua surpresa, sua filha é a primeira a nascer no "Dia das Mães" e suas fotos aparecem na imprensa. Desde então, ambas tiveram que fugir. Fantasias, esconderijos e nomes falsos são o cotidiano da garota, narradora desta história. Junto com seu primo, Teo, eles reinventam as aventuras de seus pais guerrilheiros, construindo um labirinto fantástico de super-heróis e estratégias em torno da luta armada, na qual você nunca sabe onde a realidade começa, ou a imaginação impera. Mas a brincadeira das crianças não esconde a morte, tortura, denúncias e traições que são vividas pelos, e por meio, dos guerrilheiros. As crianças querem se tornar o Homem Invisível, estar seguras e não estar em perigo. No entanto, mesmo que consigam escapar do medo às vezes, sabem que seus pais podem nunca mais voltar e, em troca, só receber "Cartões Postais de Leningrado". Como não me lembrar da canção "Aos Nossos Filhos" de Ivan Lins:
Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim
Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim
Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim
E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim
Quando largarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim
Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim
Viva os guerrilheiros que lutaram por uma Venezuela soberana!
Comédia dramática venezuelana que conheci através da TV Brasil. História muito interessante, ainda que não tenha me agradado totalmente.
Imaginação é preciso. Viver também.
Vou falar a verdade, não gostei, não sei se sou eu que sou burro ou o filme é mal montado. A idéia do filme é ótima, muito boa mesmo, mas o roteiro do filme é muito confuso, terminou o filme e eu continuei sem entender quase nada