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A história narra a vida de João Ricardo Velasco, um executivo que, após perder o emprego em um banco, inicia um negócio informal nas praias do Rio de Janeiro, sem revelar para a família sua real situação.
Vivendo na praia, João passa a testemunhar a rotina de seus frequentadores e as situações que eles protagonizam. Entre elas, a perseguição aos gays, o tráfico e a prostituição.
A trama, entre uma cena e outra, mostra o caráter democrático das areias do Rio: a mistura de classes sociais dá o tom da série, criada pelo diretor Estevão Ciavatta, pela roteirista Patricia Andrade e por William Vorhees, ex-atleta e local da área, cheio de propriedade sobre as sutilezas das relações sob o sol de Ipanema. Estréia dia 06 de maio na HBO.
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Assisto pela primeira vez em 2012 quando estreou na HBO e revi agora, quase 13 anos depois, continua sendo uma das melhores séries nacionais que eu já vi. A qualidade é recorrente em todos os episódios, com ótimos atores, trilha sonora, fotografia e roteiro. Uma série leve, divertida e com a dose dramática correta. Uma pena não terem feito a segunda temporada, embora o último episódio tenha deixado brecha pra isso. Mantenho as 5 estrelas, um retrato do Brasil.
Gostei!! Ótima trilha sonora e belíssima fotografia...história envolvente e bons personagens...e sou fã do ator Roberto Bonfim!
Ótima série. Fui assistir só agora e queria outra temporada.
Em síntese, é uma novela bem feita. O plot e os subplots são interessantes, faltando apenas desenvolver melhor o elenco de apoio com seus próprios dramas. Como os excelentes Rai e Walace (e porteiro) que são de longe os melhores personagens, com ótimos diálogos e interação.
Algumas viradas são sem sentido como a Manu e a Maria Isabel que surtam ao saber da falência, dando a impressão que algumas coisas no seriado foram sendo mudadas na medida que tudo foi sendo gravado.
Destaque para a trilha sonora e alguns ótimos trabalhos de fotografia, principalmente envolvendo a orla. O que é naturalmente lindo é fácil de captar, mas nem sempre de retratar.
Também é interessante comentar sobre as ideias que a série passa, de subalternação e mistura. Que acabam acontecendo, chegando até a se misturarem mas nunca sem um grau de afastamento. A cena final com a família olhando a praia da sacada do seu super apartamento de luxo com a empregada junto a eles é completamente fantasiosa. Tem diversos outros pontos para ressaltar, são bons e servem a obra, apesar de não serem tão notáveis.
Pena que é de 2012, fiquei aguardando uma segunda temporada.
O Rio explica muito do Brasil e a praia explica muito do Rio.
É mais ou menos com essa premissa, com a qual concordo, que entendi essa série que se destaca pela direção, elenco quase todo bem afiado (aí incluído o elenco de apoio que sempre destoa nas produções brasileiras) e produção de arte e cenografia (sobretudo pela grande quantidade de externas).
Tudo acontece na praia e mesmo que seja uma estratégia do roteiro, me pareceu verossímil e quem vive no Rio sabe que as coisas acontecem um pouco assim mesmo, sobretudo para pessoas brancas e um pouco influentes com suas redes de contato.
Nesse sentido, o roteiro também merece destaque pelas reviravoltas dos personagens e pela maior parte dos diálogos, mas também recorre a alguns clichês. Por vezes senti estar vendo uma novela com a distribuição dos núcleos, inclusive o cômico. Toda a sequência em torno do jogo de futebol na areia me pareceu muito dispensável, por exemplo.
A questão racial e a forma como é abordada de maneira explícita sem ser panfletária é também para ser mencionada positivamente, especialmente porque é uma série de quase 10 anos atrás, quando a produção audiovisual brasileira para TV corria um pouco à largo dessa temática e abordagem.
A cena da volta do Fred e o pedido para a empregada servir um suco mesmo depois de um caloroso abraço na Da Guia não está no final do episódio à toa
Série não cansativa, enredo meio clichê, mas com bons personagens.