Uma jovem acorda uma manhã em Paradise Hills, uma instalação de tratamento de alta classe em uma ilha tropical isolada, onde famílias bem-sucedidas enviam suas filhas para se tornar versões perfeitas de si mesmas.
Este não é o tipo de filme que eu geralmente escolheria para assistir. Isso porque a trama remete muito bem às genéricas produções disneyanas que consagraram o famoso estúdio: estética de contos de fada, personagens superficiais e roteiro barato. Não fosse o nível levemente mais "dark" do filme, poderíamos até confundi-lo com uma produção da Disney...
Mas, como estava a fim de assistir a um filme com Emma Roberts, resolvi embarcar na viagem e ver no que daria. Pois bem, deparei-me com uma história caótica, sem rumo nem prumo, que deixa várias pontas soltas - vide as problemáticas relações familiares de Uma, que não são desenvolvidas (a coitada é simplesmente jogada no instituto, mas só recebemos alguns flashbacks); a existência de magia, elemento que foi introduzido de forma aleatória, sem nenhuma lógica roteirística; a falta de interação do Princípe com Uma (supostamente o fio condutor da trama), entre outras aberrações.
Quanto às atuações, o cenário também desagrada. As intérpretes do quarteto principal até que atuam bem, considerando seus papéis, mas Milla Jojovich não convence muito no papel de vilã, em certos momentos é caricata.
Aliás, um filme que se aproxima de "Paradise Hills", pela estética e tema de empoderamento feminino seria "Barbie" (2023). Mas, ao contrário do outro, este soube muito bem cumprir o seu propósito.
7.4 - Uma espécie de ficção-científica retro-futurista, realizada por Alice Waddington, onde raparigas rebeldes são "institucionalizadas" à força, numa ilha paradisíaca, para se tornarem jovens submissas e obedientes, a seus pais e/ou futuros maridos, numa sociedade dividida entre "Superiores" e "Inferiores". Apesar da premissa promissora, de análise e crítica social implícita (e relevante) na referida divisão social, e apesar da qualidade cénica da película, esta perde-se numa junção de vários estilos (ora ficção científica, ora romance, ora terror ou thriller) e temas (sociedade, géneros sexuais ou identitários e até outros temas mais esotéricos, estranhos ou fantasiosos ( - N.R. - Se visionarem até ao fim da película irão perceber!), que aliada à fraqueza psicológica dos personagens e à falta de originalidade ( N.R. - Muitas vezes acaba-se a pensar: "Onde é que já vi isto?", embora se diga ou considere, que se tratam de homenagens aos filmes dos anos 80), tornam o filme um verdadeiro "flop"! Vale pelas "babes" (Emma Roberts, Eiza González, Awkwafina e Milla Jovovich) e pela cenografia toda... e pouco mais!
Um filme que traz um visual bacana, mas não rende, tudo aqui foi uma loucura criativa do diretor e de quem concebeu, poderia render algo bom, mas não sustenta em suas próprias doideiras
Este não é o tipo de filme que eu geralmente escolheria para assistir. Isso porque a trama remete muito bem às genéricas produções disneyanas que consagraram o famoso estúdio: estética de contos de fada, personagens superficiais e roteiro barato. Não fosse o nível levemente mais "dark" do filme, poderíamos até confundi-lo com uma produção da Disney...
Mas, como estava a fim de assistir a um filme com Emma Roberts, resolvi embarcar na viagem e ver no que daria. Pois bem, deparei-me com uma história caótica, sem rumo nem prumo, que deixa várias pontas soltas - vide as problemáticas relações familiares de Uma, que não são desenvolvidas (a coitada é simplesmente jogada no instituto, mas só recebemos alguns flashbacks); a existência de magia, elemento que foi introduzido de forma aleatória, sem nenhuma lógica roteirística; a falta de interação do Princípe com Uma (supostamente o fio condutor da trama), entre outras aberrações.
Quanto às atuações, o cenário também desagrada. As intérpretes do quarteto principal até que atuam bem, considerando seus papéis, mas Milla Jojovich não convence muito no papel de vilã, em certos momentos é caricata.
Aliás, um filme que se aproxima de "Paradise Hills", pela estética e tema de empoderamento feminino seria "Barbie" (2023). Mas, ao contrário do outro, este soube muito bem cumprir o seu propósito.
Uma estrela para a Milla Jovovich dividir com a Emma Roberts.
Boaa produção, visualmente interessante. Mas o enrendo é puro suco de tédio, a ideia em si é muito boa, mas nesse filme nesse foi mal executada.
7.4 - Uma espécie de ficção-científica retro-futurista, realizada por Alice Waddington, onde raparigas rebeldes são "institucionalizadas" à força, numa ilha paradisíaca, para se tornarem jovens submissas e obedientes, a seus pais e/ou futuros maridos, numa sociedade dividida entre "Superiores" e "Inferiores". Apesar da premissa promissora, de análise e crítica social implícita (e relevante) na referida divisão social, e apesar da qualidade cénica da película, esta perde-se numa junção de vários estilos (ora ficção científica, ora romance, ora terror ou thriller) e temas (sociedade, géneros sexuais ou identitários e até outros temas mais esotéricos, estranhos ou fantasiosos ( - N.R. - Se visionarem até ao fim da película irão perceber!), que aliada à fraqueza psicológica dos personagens e à falta de originalidade ( N.R. - Muitas vezes acaba-se a pensar: "Onde é que já vi isto?", embora se diga ou considere, que se tratam de homenagens aos filmes dos anos 80), tornam o filme um verdadeiro "flop"! Vale pelas "babes" (Emma Roberts, Eiza González, Awkwafina e Milla Jovovich) e pela cenografia toda... e pouco mais!
Um filme que traz um visual bacana, mas não rende, tudo aqui foi uma loucura criativa do diretor e de quem concebeu, poderia render algo bom, mas não sustenta em suas próprias doideiras