Últimas opiniões enviadas
Certos filmes nascem para se tornarem clássicos do cinema, e, certamente, "I Married a Witch" se encaixa nessa categoria.
Esta deliciosa comédia de René Clair abraça de vez as situações absurdas, construindo um roteiro que, embora previsível, dispõe de um elenco competentíssimo e de inovações técnicas para a época, que ainda hoje divertem. O resultado? Não há como como passar indiferente a essa história - diverti-me à beça com as artimanhas da bruxa Jennifer e as atuações de Veronica Lake e Fredric March, que brilham em tela (apesar de ficar triste ao descobrir, terminada a sessão, sobre os motivos da rivalidade existente entre os dois). A personagem da noiva é relegada a mera coadjuvante, sem muito destaque para as interações com Jennifer - o que, se tivesse acontecido, seria interessante de acompanhar -, fora que os noivos sequer pareciam apaixonados rsrs, mas isso não tira o mérito do filme.
Pois bem, "I Married a Witch" é um marco das comédias românticas fantasiosas e que me seduziu de primeira!
Este não é o tipo de filme que eu geralmente escolheria para assistir. Isso porque a trama remete muito bem às genéricas produções disneyanas que consagraram o famoso estúdio: estética de contos de fada, personagens superficiais e roteiro barato. Não fosse o nível levemente mais "dark" do filme, poderíamos até confundi-lo com uma produção da Disney...
Mas, como estava a fim de assistir a um filme com Emma Roberts, resolvi embarcar na viagem e ver no que daria. Pois bem, deparei-me com uma história caótica, sem rumo nem prumo, que deixa várias pontas soltas - vide as problemáticas relações familiares de Uma, que não são desenvolvidas (a coitada é simplesmente jogada no instituto, mas só recebemos alguns flashbacks); a existência de magia, elemento que foi introduzido de forma aleatória, sem nenhuma lógica roteirística; a falta de interação do Princípe com Uma (supostamente o fio condutor da trama), entre outras aberrações.
Quanto às atuações, o cenário também desagrada. As intérpretes do quarteto principal até que atuam bem, considerando seus papéis, mas Milla Jojovich não convence muito no papel de vilã, em certos momentos é caricata.
Aliás, um filme que se aproxima de "Paradise Hills", pela estética e tema de empoderamento feminino seria "Barbie" (2023). Mas, ao contrário do outro, este soube muito bem cumprir o seu propósito.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Oi, João, obrigado de novo, mas só que pela curtida da minha lista de filmes sobre História do Brasil e espero que tenha gostado dela. Abraços.
Oi, João, obrigado pela curtida da minha lista de filmes sobre o Oriente Médio e espero que tenha gostado dela. Abraços.
Como muitos, ao finalizar a primeira temporada, que me impressionou bastante, estava ávido para começar a segunda.
Iniciei com um misto de estranheza e curiosidade. Afinal, a primeira nos acostumou ao ódio e a violência física, que representavam, até então, sob a ótica de um Thorfinn adolescente, o único caminho possível para um guerreiro viking. A segunda muda drasticamente de tom, ao nos apresentar um Thorfinn mais velho, agora um prisioneiro escravizado que trabalha numa propriedade rural, buscando um novo sentido para a sua existência marcada pela dor e a culpa reprimidas.
Thorfinn vive uma tristeza depressiva, que, aos poucos, vai minando o seu interesse pela vida, até que conhece Einar, outro homem escravizado, com uma história igualmente desoladora - aqui, nasce uma amizade fraternal que é uma das melhores construídas nos animes, em minha opinião. Em sua nova vivência, Thorfinn e Einar, sobretudo nosso protagonista, vão compreendendo outras formas de lidar com o luto, a ganância dos poderosos e a crueldade de outrem.
A dinâmica do enredo é magnífica, pois inverte a lógica vingativa, motivada pelas mais diversas razões, para apresentar um novo caminho, tão negligenciado pelos personagens (e por nós): o amor. Thors, pai de Thorfinn, na primeira temporada do anime já havia declarado para seu filho que o ser humano não deve ter inimigos. Uma afirmação profunda, que envolve o duro aprendizado de acolhimento e respeito ao próximo, seja quem for. Como cristão, fiquei maravilhado que um anime, produto da cultura pop, exponha os ensinamentos de Jesus com tanta clareza! Aliás, uma das parábolas bíblicas que mais gosto, a do filho pródigo, é muito bem referenciada na história.
Enfim, foi uma jornada emocionante, e, de verdade, repleta de lições práticas, acompanhar essa segunda temporada de Vinland Saga. Não está fácil encontrar novos animes realmente bons como esse, e espero com ânimo o desfecho da história.