Últimas opiniões enviadas
Admito que "Sudden Fear" tem lá os seus aspectos positivos: a estética visual em preto e branco, o ótimo trabalho de enquadramento - os close-ups em Myra Hudson são marcantes -, a trilha sonora que ajuda a experimentar o suspense, as cenas de perseguição.
Por outro lado, a única das atuações que realmente apreciei foi a de Joan Crawford, que, inclusive, vem a melhorar só a partir da segunda metade do filme - sim, o papel de boba apaixonada na primeira metade não me convenceu, chega a ser piegas. A performance de Jack Palance é insossa; não entendo como foi indicada ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em '53. E Gloria Grahame não atua muito bem, gostei mais de seu papel em "In a Lonely Place" (1950). Para completar, sequer funciona a química entre Crawford e Palance...
Bem, pelo menos a trama de assassinato e vingança é interessante, com um desfecho convincente.
O filme ganhou minha atenção ao saber que havia levado oito estatuetas do Oscar - sobretudo a de melhor filme. Já durante a sessão, impressionei-me com a performance dos atores, e a química entre os casais funciona muito bem, principalmente entre Burt Lancaster e Deborah Kerr - a famosa cena do beijo na praia, por exemplo, é de tirar o fôlego.
Nem tudo são flores, porém. Chega um momento em que, acompanhar a narrativa dos dois romances em meio aos dissabores da vida no Exército se torna maçante, sendo desnecessárias as quase duras horas de duração. Ademais, a cena final em que Prewitt toma sua decisão me pareceu um tanto despropositada - optou-se por exagerar no sentimentalismo e, assim, o potencial desse personagem foi esvaziado.
De toda forma, vale a pena acompanhar a película, nem que seja como um simples passatempo num final de semana...
Últimos recados
Oi, João, obrigado de novo, mas só que pela curtida da minha lista de filmes sobre História do Brasil e espero que tenha gostado dela. Abraços.
Oi, João, obrigado pela curtida da minha lista de filmes sobre o Oriente Médio e espero que tenha gostado dela. Abraços.
Foi uma agradável surpresa assistir a esta película de Hitchcock. O que se inicia como uma luta entre a defesa pela justiça social - o direito à propriedade de uma família campestre e a preservação ambiental - versus a ganância desenfreada de um empresário, desemboca, inesperadamente, num delicado conflito pessoal, onde os limites éticos dos envolvidos são postos à prova - daí o título "Jogo Sujo", em acertada tradução brasileira. A proposta do filme é simples, mas funciona, porque em muitos aspectos sua mensagem é atual.
Contudo, senti falta de mais desenvolvimento de certos personagens (Jill, p. ex., pareceu-me deslocada na trama, sem muito propósito) e maior vivacidade no elenco, com as devidas ressalvas para C.V. France e Edmund Gwenn, ótimos em seus papéis de chefes de família. E, é claro, Phyllis Konstam, esta que roubou a atenção no longa com a sua magnífica performance. A vulnerabilidade da atriz me fez torcer por Chloe até o desfecho da história.