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Data de lançamento
6 Maio 1964Duração
Karla Zahanassian (Bergman), uma mulher rica retorna para a aldeia decadente da qual tinha sido forçada a abandonar anos mais cedo. Ela havia tido um filho com Serge Miller (Quinn) que negou a paternidade. Seu objetivo com esta "visita"é fazer um acordo com os moradores - em troca de uma grande soma de dinheiro, ela quer realizar um desejo.
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"A Visita" é um daqueles filmes antigos que, surpreendentemente, consegue manter a sua crítica principal ainda fresca nos dias que correm (SEM SPOILERS neste texto).
Resolvi assisti-lo sem conhecimento da história - Ingrid Bergman que me trouxe até aqui -, então, de início, fui levado a acreditar que o longa-metragem contaria somente a história de um reencontro romântico entre velhos amantes, mas eu não poderia estar mais enganado.
Esta motivação serve para elaborar um cenário onde o ideal de justiça é posto em cheque diante da hipocrisia e do egoísmo coletivos, sendo que a produção se utiliza, muito bem, da comédia dramática para desenvolver essa crítica social. Há cenas que me provocaram riso sincero, tamanho o absurdo das situações (p. ex., o momento da "caçada"), e outras trouxeram bons momentos de tensão.
Todos os atores fizeram um excelente trabalho, a exemplo de Irina Demick (Anya) e Ernst Schröder (o prefeito), mas o destaque vai, inevitavelmente, para Ingrid Bergman e Anthony Quinn. Os protagonistas tem uma química entre si que é irresistível não acompanhar.
A presença de Bergman, por sua vez, é imponente em tela: sua naturalidade em atuar e beleza magnífica (na época com irreconhecíveis 49 anos) tornam a moralmente ambígua Karla Zahanassian, personagem atípica em sua carreira, como "um ímã" que atrai nossa atenção. Pena que Bergman sequer foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1965!
Pois bem, o filme é incrível, merecendo uma "visita" (perdão pelo trocadilho, não resisti) de quem aprecia uma boa obra sem se importar com o ano de produção.
Um trabalho de roteiro impactante, um trabalho de atuações não menos fantásticos entregue por ambos protagonistas. Se poderia dizer que faltou algo, foi aquele tiquinho de tensão gerada pelo abandono de Serge que por exemplo a gente encontra em um Matar ou Morrer. E neste sentido culpo o diretor que poderia ter trabalhado melhor esta tensão mas ainda é um filme impactante e que grande sacada alocá-lo na URSS socialista uma vez que não há sistema político que supere a ganância da humanidade.
The Visit é um filme razoável que explora como as pessoas podem ser facilmente influenciadas pelo dinheiro e como se sentem mais fortes quando estão em maior numero. Irina Demick lembra um pouco a grande Sophia Loren, e Ingrid Bergman está em um de seus papéis mais diferentes de sua carreira, mostrando que pode transcender o tempo.
Revisto.
Não é o tipo de filme que vai agradar a todos, mas é muito bem executado, não chega a ser impecável mas vale a pena da uma chance.
Narrativa parece ser sem sentido de inicio, depois faz muito sentido..
A Cena final x gostei muito.
Anthony Quinn e Ingrid Bergman foram dois grandes Atores e Elevam esse filme.
Ingrid está Sublime merecia mais o personagem dela.
Infelizmente, sem querer da muito [spoiler] A Maioria das pessoas são fáceis de serem manipuladas e compradas. Algumas cenas ou uma ou duas não sei achei convincente com a narrativa. "Moderno" até o filme para a época.
Enfim Vejam.
Essa história de vingança e obsessão para mim lembrou muito a de "Tieta do Agreste", obra literária de Jorge Amado que seria lançada anos depois. Coincidências ou não à parte esse filme traz uma história cuja trama é muito bem arquitetada e bem desenvolvida pelo roteiro. A direção fez um trabalho notável e Ingrid Bergman e Anthony Quinn entregaram grandes performances. Fiquei surpreso de só agora saber da existência desse filme e lamento muito que mais pessoas não o conheçam ainda.