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Data de lançamento
23 Fev. 2016Duração
Um antropologista adentra a Amazônia para investigar se o aparecimento de uma tribo isolada pode ser um sinal do fim das sociedades sem contato com o resto do mundo.
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achei negativo demais eles tratarem os indigenas como exóticos e como já era de se esperar, todo o documentário é em uma visão etnocentrica. no entanto, diante do contexto político que vivemos e com os ataques à funai, as filmagens das interações podem nos levar a reflexão aceca do nosso papel enquanto sociedade em assegurar a autonomia dos povos, não achando que eles têm que se adaptar a sociedade civil sob pena de extinguir-se da natureza.
Vi este filme por acaso, em razão de ser curto, e logo percebi-me diante de um objeto fílmico que requer válidas discussões com meus amigos antropólogos. O tempo inteiro, a narração transita entre a curiosidade respeitosa e a delicadeza no rompimento de "regras antropológicas elementares". A cena em que um médico é chamado para ajudar uma mulher com um ferimento infeccionado numa margem repleta de pedras é mostrada com recursos do gênero suspense, levados a cabo noutros momentos, inclusive. Não sei se a abordagem é respeitosa em relação aos indígenas - que são mostrados num contexto de aculturação redentora, conforme se verifica num impactante depoimento de um atuante e imponente antropólogo, que auxilia a Funai nos contatos com as tribos inóspitas - mas o documentário consegue fisgar a nossa atenção e incita uma curiosidade inegável em relação ao seu objeto de estudo. Mas o problema maior é este: são bem mais objetos que sujeitos. Etnocêntrico, como foi dito abaixo. Mas recomendável enquanto filme. Nem que seja para debatê-lo enfaticamente! (WPC>)
Vale pela discussão que levanta.
Dizer que esse documentário é Etnocêntrico é meio preto-no-branco na minha opinião.
Ótima produção. A fala do antropólogo no final do documentário transparece o obscurantismo contido no pensamento que vê a 'sujeição' de um povo ao outro como algo natural, sem com isso considerar outras implicações decorrentes das mudanças políticas e sociais que vem acontecendo nos últimos anos. Bem colonialista. Os índios falam, e não são ouvidos.
O doc é bem feito e bem montado. Mostra os dois locais onde as tribos são encontradas: aqui no Brasil e no Peru.
Leiam o comentário do Adriano Carlos Tardoque aqui embaixo. Perfeito.