Uma garota se apresenta como filha de um casal: ela dona de casa, ele um misterioso cientista. A suposta filha terminará por seduzir o alegado pai. Antes disso, o cientista será perseguido por vários grupos de extrema esquerda, que atuam talvez para que o Japão sucumbisse ao comunismo. Mas o próprio governo encarcera, prende e tortura o pesquisador, acusando-o de promover a revolução, fato que ele nega.
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Rengoku Eroica aborda de uma forma muito confusa e pouco conclusiva, a morte dos movimentos radicais no Japão na época de 60. O que chama atenção no filme não é seu roteiro, que por sinal, mal formulado, mas sim os maravilhosos enquadramentos experimentais utilizados por Yoshishige Yoshida.
Cinema maldito, amaldiçoado, onde não há tempo e espaço, não há lógica quanto menos compreensão definitiva. Ao meu ver Yoshida busca identificar o processo da morte dos movimentos revolucionários de esquerda dos anos 60 e o purgatório eterno que passarão nação e indivíduos. No fundo se trata de um filme de fantasmas que parecem nunca co-existir nem em termos políticos quanto menos em racionalidade.
Um filmes de beleza simples, um pouco pesada.
Desde o primeiro quadro o destaque sem duvida fica por conta da cinematografia em especial a composição dos visuais. Cada quadro é uma obra de arte de vanguarda.Sem precisar de som simplesmente assistindo as cenas em modo "Mudo" os visuais são tão bons que se entende o que cada personagem quer transmitir. O enredo é complexo e enigmático. Intencionalmente ambíguo, trata do amor, da verdade, da realidade e da validade da ação política. Embora seja enigmático, não é aborrecido. Este é um "filme de arte" trazendo em parte uma trilogia de filmes "sexuais e políticos".
Demorei encontra-lo mas valeu, muito bom.
Quem sabe a onde achar?? tá difícil.