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Sinopse
As sequelas emocionais de um casal e seu filho, que têm suas vidas abaladas pela tragédia de Mariana, Minas Gerais, e o descaso do governo com a situação.
Fiquei surpreso com a falta de divulgação deste filme, que estreou repentinamente no Canal Brasil e, somente a partir daí, percebi que se trata de um projeto coletivo, efetivado em 2017. Da maneira como foi exibido na TV, isoladamente, gostei muito. Apreciei a típica verve melodramática do diretor. Um tanto deslumbrada, admitamos, mas não inverossímil ou desagradável. Muito pelo contrário: os dilemas sentimentais enfrentado pelo garotinho são tocantes em sua simplicidade. Infelizmente, o ator infantil não foi preparado o suficiente para a extrema carga de emoção que careceu demonstrar e há algo de oportunista na forçação de barra narrativa entre a situação retratada no roteiro de Gabriela Amaral Almeida e o desaparecimento verdadeiro de um morador de Minas Gerais na tragédia que deu origem ao curta-metragem. Este último ponto, inclusive, possui implicações negativas em termos 'pornomiseráveis' (para utilizar uma expressão novamente em moda), mas o que interessa ao diretor é a condução de sentimentos, num viés assumidamente manipulatório. E, neste caso, funciona: parabéns! (WPC>)
Não encontrei.
Toda a agonia da tragédia de Mariana em meia horinha de filme.
Fiquei surpreso com a falta de divulgação deste filme, que estreou repentinamente no Canal Brasil e, somente a partir daí, percebi que se trata de um projeto coletivo, efetivado em 2017. Da maneira como foi exibido na TV, isoladamente, gostei muito. Apreciei a típica verve melodramática do diretor. Um tanto deslumbrada, admitamos, mas não inverossímil ou desagradável. Muito pelo contrário: os dilemas sentimentais enfrentado pelo garotinho são tocantes em sua simplicidade. Infelizmente, o ator infantil não foi preparado o suficiente para a extrema carga de emoção que careceu demonstrar e há algo de oportunista na forçação de barra narrativa entre a situação retratada no roteiro de Gabriela Amaral Almeida e o desaparecimento verdadeiro de um morador de Minas Gerais na tragédia que deu origem ao curta-metragem. Este último ponto, inclusive, possui implicações negativas em termos 'pornomiseráveis' (para utilizar uma expressão novamente em moda), mas o que interessa ao diretor é a condução de sentimentos, num viés assumidamente manipulatório. E, neste caso, funciona: parabéns! (WPC>)