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Três inglesas em férias no Brasil abalam as estruturas morais de uma família burguesa brasileira, mas enquanto uma delas encontra o amor, as outras duas se desiludem das paqueras.
Na gênese da pornochanchada, a direção de Victor di Mello -- roteiro da atriz Dilma Lóes, sua mulher -- acertou em tudo, e não parece exagero dizermos que, ao lado de "Os Paqueras", esta foi a melhor comédia erótica realizada no país. Inicialmente chamado "Assim Nem a Cama Aguenta", exibido em festivais internacionais com esse título, angariou grande simpatia pelo lindo e jovem casal diretor-roteirista. Voltando ao Brasil a censura implicou, e a liberação terminou vinculada à troca de nome.
"Quando as Mulheres Paqueram" estreou no Rio em fevereiro de 1972. Carlos Imperial, em sua coluna, o definiu mais ou menos assim: "Conta a história de três garotas super da pesada que ficam abatendo os grandes abatedores de lebres que existem por aí" (sic). Traduzindo para o português de hoje, o filme pretende avançar na questão feminista -- grande pauta daquele ano que se iniciava -- mostrando duas primas, Ângela (Eva Christian) e Patrícia (Sandra Barsotti), além de uma amiga esquisitona, Meg (a própria Dilma Lóes), invertendo papéis e transformando em caça dúzias de garanhões caçadores.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
- digam o que quiserem, é um filme bastante feminista e surpreendente a pouca repercussão de um filme assim saído na década de 70
- até hoje temos centenas de filmes de homem correndo atrás de mulheres, naquela época então.. esse aqui inverte isso
- mulheres livres que vão atrás do que querem e arrumam bastante confusão no caminho
- parece feito na correria, sem muito roteiro ou orçamento, mas diverte e empodera
Gostei.
(A sinopse está errada - risos)
Mais um filme-chave de meu Mestrado, que só encontrei recentemente, porém, no tempo certo: é incrível como o roteiro do Victor Di Mello, apesar de focar mais nas 'gags' que na trama em si, não se rende á Censura: o filme desafia as determinações moralistas e machistas o tempo inteiro, ainda que precise se render ao "sexploitation" para transmitir as suas mensagens... As atrizes são ótimas, as participações especiais são muito boas e a trilha musical específica para o filme (coisa rara, mas característica da filmografia do diretor nesta fase) é primorosa! Ri muito e apreciei a validade feminista do título (risos). Tudo bem, admito que há problemas de conformação de época, mas, para a década de 1970, este filme é um tapa: muito melhor que as pornochanchadas dominantes, um filme que enfrente, que tem algo a dizer. O retrato da sexualidade feminina liberada é deveras aburguesado, admitamos, mas... Merece discussão, debate e sobretudo repercussão - principalmente nesses tempos sombrios que voltamos a viver... (WPC>)
Onde encontro?
Boa comédia sensual.