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Data de lançamento
7 Dez. 2020Duração
Esta minissérie documental acompanha o caso de violência sexual envolvendo o político Dominique Strauss-Kahn em 2011, no auge de sua carreira.
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Começou muito BEM... o cara sendo preso e tudo (não é spoiler porque está na sinopse)... mas aí descambou pro inacreditável!!
1 estrêla prá filha da "imigrante pobre e negra"... por TUDO o que deve ter passado!!!!
É óbvio que o rico branco europeu ia levar a melhor contra a imigrante negra pobre, né? E ia sair pela porta da frente do tribunal inocentado, rindo de mãos dadas com a esposa branca rica europeia que apoia o marido abusador.
Nojo dele e dos que apoiam.
que nojo desse cara
Existe alguma frustração em assistir a esta minissérie documental e constatar que, talvez, contribua para o que deseja combater. Isto porque ao ouvir o lado contrário e proporcionar um ângulo diferente ao estupro da camareira imigrante Nafissatou Diallo pelo ex-presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn, a narrativa namora a ideia de que tudo poderia ser uma armação de Nicolas Sarkozy para arruinar a reputação de Dominique e evitar que o presidenciável do partido socialista assumisse a presidência da França.
A sensação que tive não era apenas de que a narrativa estava ouvindo o lado contrário - o que é louvável até para informar o espectador, em vez de deixá-lo com metade do caso, e também para evidenciar quem é a turma que defende esta "teoria" -, mas de que, à medida que o tempo avançava, estava se convencendo de que era possível que Diallo houvesse forjado o estupro para incriminar Dominique. Ora, se o documentário critica os (in)justos julgamentos de estupros (judiciais e midiáticos) em que a vida íntima da vítima é devassada, e esta é atacada e humilhada, por que realizar algo similar em forma de cinema?
Entretanto, é inegável a eficiência narrativa em explorar, depois deste lapso indesculpável, como é podre o sistema judicial onde quer que seja, conferindo o caminho livre para quem tem os meios (dinheiro e poder) para arcar com os enormes custos. Além do mais, a narrativa acerta em tentar discernir alhos de bugalhos, criticando o moralismo asqueroso de quem utiliza a vida sexual deste ou daquele político para atacá-lo, DESDE QUE o sexo seja consentido e mantido dentro da vida privada do sujeito, não na instituição que presidia.
Como podem perceber, a minissérie em 4-episódios caminhas sobre uma fina superfície: de um lado, a critica à concentração de poder e como este interfere na justiça; do outro, certo compadrio ou leniência masculina do diretor Jalil Lespert que, se não é intencional, ao menos é prova de como o machismo é enraizado sem que nem percebemos no nosso cotidiano.
Bom documentário !