Dirigido por
Duração
Depois de revolucionar a edição cinematográfica com as montagens de Potenkin e A Greve, o diretor soviético Sergei Eisenstein, foi para Hollywood testar sua capacidade na Indústria Cinematográfica. Ignorado pelos produtores de filmes americanos, Eisenstein, Grigory Alexandrov e o Dir. de Fotografia Eduard Tisse, maravilhados com a etnia, geografia e a diversidade cultural mexicana, começaram a filmar um documentário altamente estilizado do povo e da sociedade volátil do México. Infelizmente, por problemas financeiros o diretor não conseguiu editar o filme.
Em 1979, com longas anotações, desenhos (story board) de próprio punho, e rigorosa orientação do mestre Eisenstein, Alexandrov conseguiu finalizar a melhor e definitiva versão e a mais próxima possível do projeto inicial. Que Viva México!, é uma combinação brilhante: etnográfica, política, dramática e surrealista; que influenciou fortemente diretores como: O. Welles - `It´s all true´, Jodorowsky - `El Topo´, Kolotazov - `Yo soy Cuba´ e os trabalhos de Sergio Leone. Com seqüências nos desertos exóticos de Tehuantepec, as majestosas e selvagens touradas, a `Guerra dos Peões´ e o inimaginável e hipnótico `Dia dos Mortos´, as soldadeiras; esta é mais uma obra-prima que se torna indispensável aos que apreciam o gênial e inigualável Eisenstein.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Os momentos ficcionais acabam por diluir um bocado o belo trabalho documental realizado por Eisentein. AInda sim um documento muito relevante tanto para o cinema como na questão cultural e social mexicana.
Filme lendário, apresentado como uma série de vinhetas e repleto de visuais deslumbrantes, oferecendo uma visão íntima (e altamente política) do passado e do presente do México e da diversidade de seu povo, paisagem e cultura. A maior parte do material é representado por fatias metafóricas da vida, mas uma, envolvendo uma revolta camponesa, apresenta uma história dramatizada completa. Filmado por Sergei Eisenstein com os colegas Grigori Alexandrov e Eduard Tisse no início dos anos 30, mas concluído somente em 1979 por Alexandrov, com base nas anotações e desenhos de Eisenstein. Obra poderosa, provavelmente o melhor documentário já feito sobre aquele país.
Documentário dramático inacabado que foi iniciado no começo dos anos 30 e retomado somente em 1979, onde foi finalizado. Este projeto procurou retratar a cultura e a política do México pré-hispânico ao período revolucionário. No entanto, a produção foi marcada por várias dificuldades e foi finalmente abandonada por quase 5 décadas.
Vista exótica e dramática do México, que é visto através dos olhos (surpreendentemente) antropológicos de Sergei M. Eisenstein (1898-1948). Um filme em 4 episódios, além de um prólogo e um epílogo, com lindas imagens, roteiro poético e boa trilha sonora. Uma das melhores sequências poderia ser a parte que eles não filmaram, infelizmente. Eu daria muito para ver o segmento não-filmado das mulheres-soldados da Revolução Mexicana.
Os rifles que Sebastian e seus amigos tiram da galeria são de design de ação de alavanca; na luta armada, a seguir, nos campos de cactos eles, sem dúvida, usam rifles de ação única. Só não gostei muito das atrocidades mostradas da toureada, outra tradição de baixo nível que deveria ser proibida definitivamente.
O prólogo apresenta imagens alegóricas do México pré-hispânico. O episódio "Sandunga" recria os preparativos para um casamento indígena em Tehuantepec. "Fiesta" desenvolve o ritual da 'fiesta brava', enquanto "Maguey" encena a tragédia de um camponês vitimado por se rebelar contra seu chefe. "Soldadera" mostra o sacrifício de uma mulher revolucionária. O epílogo, também conhecido como "Dia dos Mortos", refere-se ao sincretismo das diferentes visões que coexistem no México em torno do tema da morte.
Quando estava começando a conhecer o cinema, jamais poderia imaginar que existiria um filme com a montagem soviética que se passasse em solo latino, mas não é que Eisenstein fez uma desgraça dessas?! Assisti ontem 'Que Viva México!', e foi uma experiência deleitante. Conhecer um pouco mais do México, ver lugares nos quais eu estive, a visão de soviéticos bem intencionados sobre nosso povo. Infelizmente algumas coisas me incomodaram, como a visão muito exótica, e o largo espaço dado às touradas (que apesar de realmente estarem na cultura, são muito mais uma herança dos colonizadores). Grande documento histórico.
Imagens preciosas do México captadas por um dos cineastas mais importantes de todos os tempos, o soviético Sergei Eisenstein. Se a montagem de Aleksandrov se aproxima do que Eisenstein pretendia fazer não é possível dizer ao certo. Mas que é um deleite para os olhos, isso é.