Dividido em quatro episódios, Raíces nos narra o conflito entre o México moderno e o resistente México índigena. No episódio Las vacas, um jovem casal otomí luta contra a opressão da seca; em Nuestra señora vemos o confronto entre uma antropóloga americana com visão eurocêntrica e os habitantes de uma aldeia indígena que foram o “objeto” de sua tese de doutorado; El tuerto narra a vida de um menino aleijado que sofre com as provocações dos meninos brancos e mestiços e em La potranca um antropólogo pretende comprar uma jovem indígena como se fosse uma mercadoria.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O jovem crítico Glauber Rocha, então com 19 anos, escreveu uma resenha sobre o filme em 1958, onde afirmou que o longa de Alazraki seria o modelo ideal para a construção de um novo cinema latino-americano. Ao promover o choque estético entre duas tendências a princípio antagônicas, o “anti-formalismo seco do neorrealismo italiano” e a “ultra-expressão eisensteiniana”, Raíces, segundo Glauber, indica o caminho para as novas gerações de cineastas latino-americanos. Filme genial. Recomendo!