Inicialmente,o filme parece ser só mais um na multidão envolvendo traição,romance proibido e tudo mais. No decorrer,temos bons argumentos e principalmente rumos que fogem daquilo que já vimos em algum outro filme. A manipulação é um dos pontos fortes do roteiro e a partir dessa ideia o filme entrega atuações acima da média. O drama ganha muito mais força que o romance e do segundo ato em diante temos situações tensas que melhora bastante o andamento. No mais,temos uma protagonista que é a cara de Helen Mirren.
Manipulação emocional em seu mais alto nível! [Spoilers] Como essa mulher teve coragem de arrumar as malas e fazer todo aquele drama, sabendo que estava mentindo em cada palavra? Medo de gente assim. Ela ignorou qualquer traço de humanidade que restava, tudo isso pra proteger o próprio ego das consequências das escolhas que tomou. Fora, claro, o crime do abuso da relação de confiança e autoridade, vindo da responsável legal. Abuso de vulnerabilidade emocional e familiar, assédio sexual hierárquico. Um marido machista que foi baixando a guarda no decorrer da trama para se adaptar às necessidades dela e do filho. Muito omisso e frio, que não entregava um pingo de afeto, mas mesmo com todos os defeitos, consegue a empatia do espectador, por estar sendo duplamente traído. Magnus Krepper não entrega a melhor atuação quando comparado com a Trine Dyrholm que engole todo mundo nas sequências. Você sabe que a atuação foi boa quando sente repulsa e vontade de esganar o personagem. Gustav Lindh entrega o que o roteiro pede, personagem muito frágil que vive cometendo uma série de idiotices para chamar a atenção porque no fundo se sente incompreendido e consumido pela depressão (pais divorciados e ausentes, drogas, não se situa em lugar nenhum). Quando você é esse tipo de pessoa problemática, mesmo quando você fala a verdade, infelizmente ninguém acredita. Uma coisa que me pega é isso dos casarões dos ricos, essas pessoas têm uma casa enorme, mas sempre vazia, monótona, sem vida, é um loop de: trabalho em troca de uma grana que não compra nada que os faça felizes, cigarro, bebidas (whisky e espumantes), falta de diálogo, festas artificiais para receber amigos artificiais, e no outro dia a mesma coisa. A paleta de cores e a ambientação é muito boa, essa frieza estética combina com a sensação de terror e impunidade que o filme deixa na gente (de propósito). Vi a sugestão na tela inicial da minha tv entre os filmes mais vendidos da semana, fui assistir com zero expectativa, até porque não conhecia a diretora dinamarquesa May el-Toukhy, foi uma surpresa boa.
Inicialmente,o filme parece ser só mais um na multidão envolvendo traição,romance proibido e tudo mais. No decorrer,temos bons argumentos e principalmente rumos que fogem daquilo que já vimos em algum outro filme. A manipulação é um dos pontos fortes do roteiro e a partir dessa ideia o filme entrega atuações acima da média. O drama ganha muito mais força que o romance e do segundo ato em diante temos situações tensas que melhora bastante o andamento. No mais,temos uma protagonista que é a cara de Helen Mirren.
>Assistido em 20 de Julho de 2026
Manipulação emocional em seu mais alto nível! [Spoilers] Como essa mulher teve coragem de arrumar as malas e fazer todo aquele drama, sabendo que estava mentindo em cada palavra? Medo de gente assim. Ela ignorou qualquer traço de humanidade que restava, tudo isso pra proteger o próprio ego das consequências das escolhas que tomou. Fora, claro, o crime do abuso da relação de confiança e autoridade, vindo da responsável legal. Abuso de vulnerabilidade emocional e familiar, assédio sexual hierárquico. Um marido machista que foi baixando a guarda no decorrer da trama para se adaptar às necessidades dela e do filho. Muito omisso e frio, que não entregava um pingo de afeto, mas mesmo com todos os defeitos, consegue a empatia do espectador, por estar sendo duplamente traído. Magnus Krepper não entrega a melhor atuação quando comparado com a Trine Dyrholm que engole todo mundo nas sequências. Você sabe que a atuação foi boa quando sente repulsa e vontade de esganar o personagem. Gustav Lindh entrega o que o roteiro pede, personagem muito frágil que vive cometendo uma série de idiotices para chamar a atenção porque no fundo se sente incompreendido e consumido pela depressão (pais divorciados e ausentes, drogas, não se situa em lugar nenhum). Quando você é esse tipo de pessoa problemática, mesmo quando você fala a verdade, infelizmente ninguém acredita. Uma coisa que me pega é isso dos casarões dos ricos, essas pessoas têm uma casa enorme, mas sempre vazia, monótona, sem vida, é um loop de: trabalho em troca de uma grana que não compra nada que os faça felizes, cigarro, bebidas (whisky e espumantes), falta de diálogo, festas artificiais para receber amigos artificiais, e no outro dia a mesma coisa. A paleta de cores e a ambientação é muito boa, essa frieza estética combina com a sensação de terror e impunidade que o filme deixa na gente (de propósito). Vi a sugestão na tela inicial da minha tv entre os filmes mais vendidos da semana, fui assistir com zero expectativa, até porque não conhecia a diretora dinamarquesa May el-Toukhy, foi uma surpresa boa.
Uma mulher manipuladora necessitando atenção, um marido que só pensa no trabalho, um aborrecente problemático e irresponsável....
Onde todo mundo é culpado, ainda pode haver uma vítima.
Roteiro muito bom! A história é instigante e te prende, mas faltou mais putaria.