danylleao

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Estes são os meus filmes e séries favoritos

O Conto da Aia (3ª Temporada) (The Handmaid's Tale (Season 3)) 603 4.3

O Conto da Aia (3ª Temporada)

Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens) 676 4.1

Nosferatu

Vai Trabalhar, Vagabundo (Vai Trabalhar, Vagabundo) 28 3.4

Vai Trabalhar, Vagabundo

Viagem à Lua (Le Voyage Dans La Lune) 876 4.4

Viagem à Lua

O Poderoso Chefão (The Godfather) 3,0K 4.7

O Poderoso Chefão

O Poderoso Chefão: Parte II (The Godfather: Part II) 1,2K 4.6

O Poderoso Chefão: Parte II

Parasita (기생충) 3,7K 4.5

Parasita

Clube da Luta (Fight Club) 4,9K 4.5

Clube da Luta


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O Conto da Aia (4ª Temporada) (The Handmaid's Tale (Season 4)) 438 4.3

O Conto da Aia (4ª Temporada)

O Conto da Aia (3ª Temporada) (The Handmaid's Tale (Season 3)) 603 4.3

O Conto da Aia (3ª Temporada)

Steve (Steve) 44 3.0

Steve

Saudosa Maloca (Saudosa Maloca) 46 3.3

Saudosa Maloca

Últimas opiniões enviadas

1984 (Nineteen Eighty-Four) 560 3.7

1984

  • danylleao
    1 dia atrás

    ​"Até que se conscientizem, não se rebelarão; e até que se rebelem, não poderão se conscientizar."
    "Nada era seu, exceto os poucos centímetros cúbicos dentro do seu crânio"
    George Orwell sempre vai ter meu coração. Um século depois e esse livro escancara nossa realidade social tão perfeitamente. Nada mudou, as pessoas continuam sendo oprimidas e desinformadas, mas com ferramentas diferentes e modernas. Esse excesso de telas, mutação de informações acontecendo o tempo todo, a privacidade se tornou um artigo de luxo. Esse monitoramento era imposto, era forçado, hoje em dia é quase sempre voluntário. As bolhas sociais fortaleceram o extremismo, para reforçar algo que a pessoa pense, um pensamento em formação logo toma um caminho de radicalismo, ou para combater, o entorno daquele cidadão vai atropelar o pensamento que está se formando de todas as formas possíveis, até que ele pense de acordo com o conformismo social, impossibilitando a conclusão de um raciocínio autoral. Surge tanta coisa tão rápido que as pessoas não conseguem amadurecer ideias e pensamentos sobre nenhum fato, as pessoas não pensam profundamente. Outro ponto é que o autoritarismo está mais vivo do que nunca, mas em 1984 era caótico, barulhento, estrondoso. Hoje em dia é silencioso, sutil, o algoritmo define o que você vai ver, o que vai ler, o que vai fazer parte do seu dia a dia. É um controle muito eficaz, as pessoas sequer percebem. Quantas vezes as plataformas silenciaram pessoas e suas opiniões? Isso é poder autoritário. Quando alguém deixa de postar o que pensa por medo da repressão também está sendo vítima do sistema, mesmo que indiretamente. Cada acesso nosso online e localização recolhidos são formas de abusos autoritários, até porque, se não aceitarmos essas diretrizes não conseguimos acessar aplicativo algum em nossos aparelhos. Os dados são coletados a todo segundo, e me pergunto quem de nós sabe para onde vão? Ninguém sabe. É muito mais fácil controlar as massas sabendo que querem, o que fazem e onde estão. Cada opção que temos já foi decidida por alguém que conhece nossos gostos e fraquezas. É assustador! O objetivo principal hoje em dia é o mesmo de 100 anos atrás. Tornar-nos pessoas não pensantes, conformistas e cegas. Eu sempre digo: o terror dos autoritários é lidar com a revolução dos que pensam. Quem pensa, não consegue prosseguir conformado! Nasce um sentimento de revolta, uma inquietude, vontade de lutar. Admito que surge, junto a isso, um sentimento de incapacidade. É que é tão difícil conversar com pessoas conformadas. Mesmo sabendo que a nossa verdade é a verdade no meio de 1 milhão de mentiras, é difícil ser ouvido, ter voz. A gente faz o que pode. Sinto falta da liberdade de discordar sem ser punido socialmente. Na nossa sociedade é quase um crime duvidar das coisas. Outra coisa que notei de semelhança com os dias atuais é que há sempre embates, os governos estão sempre providenciando conflitos para distrair o povo do que realmente está sendo feito por trás dos panos. As pessoas também gostavam de gritar com o Goldstein, e hoje em dia parece que as redes sociais sempre nos apresentam ódios em comum, é como se isso engajasse muito mais do que a paz. O algoritmo lota o feed de conteúdo onde as pessoas possam se juntar para tacar hate em algo ou alguém. O Winston de hoje em dia é todo cidadão que vive esgotado e já não aguenta mais o cansaço mental diário. Ele tentava esconder seu diário e hoje as pessoas tentam apagar seus históricos, suas vidas online, mas é impossível. Mesmo se alguém deletasse todos os arquivos e redes referentes à vida, ainda assim estaria tudo salvo em algum servidor e por último "deletou todas as redes e histórico no dia xx/xx". É creepy, você pode criptografar, trocar de e-mail regularmente, usar VPN, mas isso não muda nada, no fundo a gente sabe que tudo é armazenado. A gente vive a mesma coisa que ele. O Winston de hoje é o cara que tenta viver uma vida garimpando coisas físicas e reais, tentando algum contato com o mundo de verdade, conexões verdadeiras, algo que a inteligência artificial ainda não tenha moldado. O 2+2=5 de hoje em dia aparece de forma mais sutil, o Winston foi torturado fisicamente e psicologicamente, como as pessoas não passam por isso hoje em dia (a maioria), algumas nem percebem que estão condicionadas. Aparece quando uma pessoa aceita uma ideia porque todo mundo aceitou, porque essa mentira se tornou conveniente, o grupo decidiu que é assim e pronto. Essa falta de contraponto é o medo mais comum dos dias de hoje. Até em lugares básicos como grupo de família, amigos ou colegas de trabalho as pessoas têm medo de se posicionar. Outro ponto é que se alguma mentira é dita por uma figura política ou famosa, ela se prolifera rapidamente como uma verdade através dos impulsionamentos midiáticos. Se o pensamento pode ser moldado por sistemas políticos, a raiz desse mesmo pensamento se enfraquece rapidamente e o emburrecimento da população se torna mais fácil de ser gerenciado. E uma das partes mais tristes do livro e do filme que reflete nos tempos atuais, a destruição total dos laços entre as pessoas. Eles queriam criar pessoas que amassem apenas o Grande Irmão, elas não podiam cultivar amizades e nem amores, assim como em Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley, é algo que fugiria do controle deles. Hoje em dia não é diferente, o Bauman fala muito sobre essa modernidade líquida, amores líquidos, onde nada é feito para durar. As conexões são artificiais e se dissolvem rápido. As pessoas são solitárias, e isso é ótimo para quem está no controle, é mais fácil manipular essas pessoas isoladamente. "A pior coisa do mundo" que o livro cita no quarto 101 pode ser qualquer coisa pra qualquer um, mas quem coleta nossos dados conhece melhor que nós mesmos quais são nossos medos, erros e inseguranças. E já é usado contra a gente de forma indireta, para manter-nos conformados. A pergunta é: Onde a tecnologia e o monitoramento ainda não chegou? Sobrou algum lugar seguro? Fica aí o questionamento. Não é à toa que Black Mirror é minha série favorita. Aquilo tudo já é real. A gente já vive na sociedade Black Mirror. Ainda prefiro o livro, mas amo muito esse filme. Pena que não fizeram uma adaptação boa de Admirável Mundo Novo ainda. Quem sabe um dia...

  • O Conto da Aia (3ª Temporada) (The Handmaid's Tale (Season 3)) 603 4.3

    O Conto da Aia (3ª Temporada)

  • danylleao
    1 dia atrás

    Uma das melhores temporadas até aqui! Essa série é muito pesada. É um soco no estômago. Eu valorizo muito a minha liberdade, reclamo porque a mulher ainda sofre muito, há muito a conquistar, mas ainda assim somos livres. Sempre lembro da regra de Gilead de que a mulher que for encontrada lendo perde a mão ou o dedo, eu gosto tanto de ler, minha vida sem leitura seria tão sem graça. Sem música e arte então... nem se fala. Valorizo muito o meu direito de ir e vir, ler, ver, falar, ouvir, ser. Gosto muito dessa série, ela é visceral!

  • Steve (Steve) 44 3.0

    Steve

  • danylleao
    1 dia atrás

    É um filme pesado, o ambiente é caótico, quase sufocante. Boa direção do belga Tim Mielants. A carga emocional desse filme me lembrou de "Preciosa". [Spoilers] Ótima direção de fotografia do Robrecht Heyvaert. Os ângulos abordando diferentes perspectivas, ora por trás das câmeras, ora através delas, ora pela tela, em alguns momentos estamos espiando, em outros nos sentimos na própria situação. A câmera não ser estável é um acerto enorme, tudo em constante movimento. "Tá no topo da lista, eu prometo", e no final não sobra tempo pra nada, é uma correria. Gosto muito do horário passando na tela, é um lugar tão atípico que acontece tanta coisa em um único dia, chega a ser desconfortável, comparando com a nossa vida, sem eventos. A sequência silenciosa deles na mesa, cortando para ele na entrevista lacrimejando, voltando para a mesa e a cena do "Cala a boca" é muito boa. A atuação do Cillian brilhou muito ali. Essa cena e a do Shy no final são as duas melhores pra mim. Não li Shy, do Max Porter, vi apenas o filme. Acho muito amoroso da parte do Steve estar sempre tentando proteger os meninos do julgamento da sociedade, impedindo os câmeras de filmarem momentos ruins. A jornalista, inclusive, em alguns momentos representa essa voz social mais preconceituosa. A cena dos meninos na janela parecendo animais selvagens é tão forte, é lamentável. Detalhes como o Shy rabiscando o caderno, uma alegoria à mente dele. Anotações na mão do Steve, representando a correria do dia dele. O Tyrone esvaziando pauta racial dizendo que estava sendo tratado injustamente por ser preto, quando na verdade, a psicóloga confirma que ele estava ali sim por importunação sexual. O filme foi corajoso de colocar essa cena. Quando ele começa a falar isso, a gente já cria uma empatia pela situação social dele, achando super injusto julgarem ele pela cor, aí quando ela confirma que ele realmente fez, que não é injustiça, fica um gosto amargo, ele engana a gente. Injusto mesmo é ele usar um problema estrutural real pra se esconder dos crimes. Em seguida a briga dele com o Jamie, que é uma sequência muito boa, sem muitos cortes. A entrevista do Steve é muito comovente, ele dizendo que eles são extraordinariamente complexos, a da Amanda também é sincera, apesar de gostar deles, tenho certeza que muitos professores se sentiram representados por ela. Ela cita o trabalho que eles dão, a falta de recursos do sistema, salários baixos, tudo isso é tão real no mundo. A entrevista dos meninos traz um lado mais humano de alguns deles, uma fala do Jamie que me marcou foi "não confia em ninguém, não dá pra confiar nem na polícia, cara", não mentiu. Ao serem entrevistados, eles não têm tabu, nem medo de se expor ou falar sobre as maiores atrocidades que já cometeram, sobre seus erros. O que poderia acontecer de pior do que estar ali? Outra fala que me marcou é quando o Deputado está lá na escola e fala sobre os votos, sobre proteger os bens do cidadão, perguntando "Quem vai proteger os seus bens, sua liberdade?". Meu irmão, os meninos não têm mais nada, não têm família que se importe, não têm apoio do sistema, não têm dinheiro, bens, liberdade. Isso é um luxo inacessível pra eles. Fiquei com dó deles nessa hora. Os quartos são bem pessoais e a ambientação é ótima, mesmo os meninos sendo delinquentes, dá um incômodo ver a jornalista invadindo a privacidade deles. Nada justifica. Outra cena boa é a que começa calma com a bolinha no chão, o Steve tapa os ouvidos, então os meninos chegam quando toca o sinal, é um caos. O filme alimenta uma certa ansiedade em quem está assistindo, mas puxada pra um lado crítico, você fica agitado assistindo, mas reflexivo também. O Shy é o personagem mais cativante e real de todos os alunos. Começa com ele dançando chateado e termina com ele desmoronando completamente, e o caminho de um extremo ao outro é muito bem desenvolvido. O ator Jay Lycurgo entregou muito, só não mais que o Cillian. É só um menino em busca de afeto, mas quando recebe alguma dose, não consegue administrar. Quando ele se abriga na música, eu me identifico muito, eu amo música e quando tudo vai mal, eu coloco o meu fone e fico ali no meu mundo. A cena do futebol com certa coloração nas camisetas e a dele preta se destacando, andando triste no meio deles, a chuva caindo, bem dramática e sombria, a câmera em rotação, a edição e montagem, o take acelerado, o zoom, o campinho de ponta-cabeça, a bateria da música engatando cada vez mais alto na trilha sonora. Perfeito demais. Essa e a da lavanderia são as mais bem editadas. Faz sentido, a vida de todo mundo ali tá de ponta-cabeça também. São muito tristes as sequências do Shy, muito boa a referência ao lago pelo frasco de remédio, como se fosse um presságio para o espectador, toda a cena da lavanderia até o Shy entrando na água é muito bem dirigida. Ele tão perto de achar o Shy, mas estava tão fora de si que não conseguia chegar. Desesperador, a gente torcendo pra ele tentar só mais um pouquinho. O Shy quis tirar a própria vida aos 17 anos, porque mesmo se ele zerasse e se tornasse uma pessoa melhor, a sociedade nunca validaria isso, as pessoas o julgariam pra sempre (mais). Nem o apoio da família ele tinha mais, esse tipo de pessoa não tem nada a perder, então desistir parece ser o caminho difícil mais fácil. No final, fiquei feliz de ver que o Shy estava vivo. É muito difícil ser depressivo em um mundo onde ninguém te entende, pessoas que acordam bem e vão viver suas vidas, enquanto você acorda e a primeira coisa do dia é tentar se convencer de que aquele dia vale a pena, de que você vale a pena. Ninguém entende, só julga, exceto aqueles que também tenham depressão, que sabem minimamente qual é o sentimento. Mesmo em frangalhos e todo arrebentado, lutar pela vida, quando o suicídio parece ser a opção mais segura e indolor, é um ato de coragem enorme e requer uma força absurda. Ele gritando quando os meninos se jogaram felizes em cima dele foi pesado, um grito que veio da alma, um pedido de socorro carregado de desespero. O abraço dele no Steve no final, lindo! O folheto Coastal Carvings na parede desde o início avisando pra gente o que viria, detalhismo. O Steve é o personagem mais complexo, o Cillian deu tudo de si, e o resultado foi ótimo. O personagem consegue ver sempre o melhor das pessoas (que valem a pena), a saúde mental dele completamente esgotada, que até dentro da própria casa no final, recorre ao vício, é muito triste a cena que ele sobe com a garrafa na mão. Ele entrega alívio cômico em frases como "é bom que a cadeira não vai prestar queixa" ou imitando o Jamie, ele entra na vibe dos meninos, é o único jeito de ultrapassar o muro emocional que eles construíram. Tenta bancar a máscara de apaziguador, mas em seus vícios e nas fitas se revela como é. Cobra muito de si, como se tivesse que resolver os problemas do mundo todo, não consegue desligar. E quem resolve os dele? Ninguém. O vício em oxicodona é só o reflexo da fuga de alguém que não suporta mais viver o que vive, mas sabe que se pular fora do barco, tudo desmorona, ele é o "por um fio" que tá segurando tudo. O filme é uma baita crítica social ao sistema e como eles tratam essas pessoas. Ao salário baixo dos professores e diretores que aguentam todo tipo de situação, agressão verbal e física, assédio sexual e moral, mas principalmente ao burnout e esgotamento da sanidade mental de quem lida com alunos dessa faixa etária entre 13 e 18 anos. Fica claro que quem é da área de pedagogia, faz por amor, remuneração adequada esse povo não tem, muito menos apoio dos órgãos responsáveis. O filme não tem final feliz, é um soco no estômago e tchau. Acredito que tenha sido o objetivo, então a direção entregou com maestria tudo o que o roteiro pediu. Maravilhoso!

  • Alan Guimarães 4 meses atrás

    Olá, danylleão, obrigado pela curtida da minha lista de filmes sobre História Geral e espero que tenha gostado dela, mas tem também as minhas outras duas listas complementares de História do Brasil e do Oriente Médio, espero que você goste também. Abraços.