As últimas cenas da temporada ficaram ótimas, a direção de fotografia sempre arrasa desde a primeira temporada, [spoilers] mas no museu no início, tudo branco de mármore e só a June e a Serena com as roupas em vermelho e verde representando a revolução versus autoritarismo foi lindo de ver, e no final o Fred correndo entre as árvores e a June com as meninas correndo atrás pra matar ele, é de uma produção impecável. A cena de cima delas consumindo ele me lembrou aquela de The Walking Dead dos zombies em cima do cavalo. Muito representativo, consumir o sistema que te consumiu aos poucos. Gosto quando o Lawrence diz pra ela que parece que ela nunca vai se sentir 100% vingada. Eu sinto isso da June, nem se ela matasse Gilead inteira ela se sentiria bem, até porque a mente dessa mulher foi completamente queimada vivendo tudo o que viveu. Quem vai culpar ela? Alguns episódios foram muito arrastados, mas o final compensou demais a espera. O final da temporada se destacou das outras. A trilha sonora como sempre é impecável. Eles sempre tocam jazz e blues dos anos 50. Eu amo!
Uma das melhores temporadas até aqui! Essa série é muito pesada. É um soco no estômago. Eu valorizo muito a minha liberdade, reclamo porque a mulher ainda sofre muito, há muito a conquistar, mas ainda assim somos livres. Sempre lembro da regra de Gilead de que a mulher que for encontrada lendo perde a mão ou o dedo, eu gosto tanto de ler, minha vida sem leitura seria tão sem graça. Sem música e arte então... nem se fala. Valorizo muito o meu direito de ir e vir, ler, ver, falar, ouvir, ser. Gosto muito dessa série, ela é visceral!
Com essa temporada aprendi que ser mais velho é zero sinônimo de ser maduro, esse povo todo passando vergonha e mostrando que para mau-caratismo não há idade. Senti muita vergonha alheia em muitos momentos, a ponto de passar pra frente por não conseguir ver. [Spoilers] Esse Rivo é ridículo, muito medo de esbarrar com alguém assim na vida. A Lica mentindo o tempo todo e o VAR desmentindo ela imediatamente, o Leo agindo como qualquer pessoa que está com a outra há poucos dias agiria, e ela querendo um pornhub sadomasoquista pelo que ela falava, mas ficou muito claro que eram só desculpas pra dispensar ele pelo insuportável do alérgico à mulheres lá, imagina que terror se relacionar com uma mulher dessa que age como criança aos 51 anos. A Silvia só fala sobre o onlyfans (só foi pra divulgar e com "briguinha" armada), a outra só fala em transar o tempo todo, mas de uma forma forçada e chata de assistir. Eles passando o tempo todo tentando mostrar que gente mais velha também se relaciona sexualmente, como se ninguém soubesse. Como a Aidê achou que um cara que teve dois filhos ao mesmo tempo traindo a parceira seria fiel e ótimo de lidar? Praticamente todos os amigos dos homens falando q eles não eram pra casar e nunca quiseram. O outro lá é um encostado, sem emprego, sem moradia e ainda se sentindo no direito de pisar na dependente emocional que escolheu ele. Antigamente parecia ser mais sobre a experiência de achar alguém, mas hoje o experimento se perdeu. Isso me lembra muito o filósofo Bauman falando sobre a modernidade e os amores líquidos, onde nada foi feito pra durar e as pessoas normalizam trocar de pessoas como de se fosse de roupa, e maltratar o outro como se não houvesse um ser humano ali. O programa deveria se chamar "Cegos para o amor" e não casamento às cegas, fica muito claro que eles só estão ali pela fama. Mas mesmo se fosse só pelo entretenimento, o elenco foi escolhido terrivelmente, muita gente sem o básico de bom caráter pra conviver em sociedade. Tiveram que colocar dois episódios de artistas pagos pra assistir pra ver se salvavam a temp, nem assim salvaram. Valeu ver a Pio e o Chico Barney, mas o programa contratando mostra o desespero da tentativa de salvar o desastre que foi esse elenco. Tão horríveis que nem mereceram um reunion.
Nota 3,5. Gostei dos detalhes das histórias, de terem ido atrás dos próprios envolvidos para dar voz às suas versões. Muitos acertos com relação à montagem e estrutura, qualidade de áudio e imagens, composição das datas. PORÉM o que considero acerto aqui, é também sua maior falha. Alguns documentários ficaram editados demais, com cortes parecidos com os de uma série de TV. Claro, o apresentador é desse meio, mas, pecam no excesso. Exceto pelo doc dos Von Erich, onde houve real intenção de passar a verdadeira versão do que ocorreu, versão essa que a A24 simplesmente ignorou ao lançar o filme, o espaço aqui deu voz às filhas do Kerry e ao Kevin, a edição não foi pomposa e nem teve cara de reality show, a linha do tempo e os vídeos da época trouxeram uma melancolia (boa) de empatia e aquele aperto no coração, sem fazer do Fritz um vilão, pois, apesar de tudo, esse homem perdeu os 5 filhos da pior forma possível. Agora, referente aos outros, senti essa vibe animada na edição, mesmo em momentos onde o documentário retratava suicídio, cadeia, crimes, etc; os cortes eram estratégicos, a montagem das cenas soavam quase como um "assista essa série polêmica", quando na verdade o objetivo dos documentários era retratar o lado demoníaco (Hollywood "demons") dessas pessoas, o lado que prejudicou tanta gente. Colocam a vítima relatando estar sem nada e com depressão, aí corta com uma música animada para alguém que ajudava a criminosa, rindo, detalhando como davam golpes. Ora, querem mostrar como a existência daquele programa foi um desserviço ou querem atrair mais espectadores? Dei 3,5, pois apesar disso, as histórias são contadas em detalhes, sem ocultarem informações, e em alguns eps a narrativa funcionou bem, também foi bom rever alguns astros da nossa infância no ep de Power Rangers.
Episódio 1 - Sonnie's Edge: O episódio soube retratar muito bem machismo, sexismo, poder, com impacto a partir do ponto de vista feminino. Gosto dos diálogos da protagonista, fortes e diretos, é alguém que claramente (por ter sofrido abuso) não tem piedade e vive apenas como símbolo da luta pela causa. Filosoficamente é muito bom, pois traz a mensagem de que mesmo quando tentam anular a mulher depois de tudo o que ela sofreu, não foi o bastante para calar ela. Saindo da metáfora e indo para a animação, o roteiro é bom, apesar de simplista. Os gráficos dos mosntros estão ótimos. O gráfico da Karnívora é muito bonito, me passa uma vibe da saga Alien. A cena da luta é o grande destaque, o take mostrando no equipamento como a Karnívora se integra ao cérebro da Sonnie é muito explicativo. Os efeitos em neon agregam bastante à vibe e ambientação cyberpunk do episódio. A direção, animação e edição estão em harmonia. Nota 8,5.
Que temporada desastrosa! Com personagens que apareceram e desapareceram sem conquistar em absolutamente nada o público. Maria e Kevin ocupando o espaço de Mila e Rogério sem justificativa alguma na trama. Gente, que história chata! A direção com o jogo "o outro" mirou em Black Mirror e falhou miseravelmente, em Black Mirror os personagens morreram enquanto estavam online no jogo, aqui, infelizmente continuaram vivos para o nosso azar. Adicionaram personagens mal desenvolvidos, ao invés de focar nos que haviam deixado com pontas soltas na primeira temporada. Temporada extremamente difícil de digerir, no geral. [Spoiler] Agora falando sobre as coisas boas, Letícia Colin entregou muito como Raquel, representando boa parte da população religiosa, que encena viver em "perfeita harmonia", mas vive um inferno e todo tipo de hipocrisia. O Eduardo Sterblitch carregou a temporada nas costas, o vilão dele causou náusea e risadas, é um mix de sentimentos que funciona muito bem aqui. Mas é só! O roteiro é pobre e preguiçoso, mas a direção de fotografia é ótima! A direção de figurinos acerta muito colocando cores claras no casal e quando o clima muda, a cor da roupa muda pra tons mais fortes. A trilha sonora eu gosto muito desde a primeira temporada. O final é muito bom, no sentido entregas da Adriana Esteves e do Haddad, a gente esperou tanto pelo desfecho, mas eu me pergunto, um pai abandonaria um filho assim do nada? O Marcinho sempre foi tão teimoso e não quis nem levar a Lorraine junto? Ora, se eles tivessem falado com ela e com a mãe, certamente elas teriam ido junto. A Joana não aguentava mais viver ali. Inclusive a atuação da Kênia evoluiu muito (comparada à temp 1). Mas e esse romance que surgiu DO NADA entre ela e a investigadora? Parece que tentaram colocar personagens lgbtqiapn+ de última hora sem planejamento algum. Fui com toda a expectativa da primeira temporada, que eu havia amado. Saí decepcionada! Nota 3!
Um dos melhores animes que vi recentemente. Pena que é curtinho, queria mais episódios. Maravilhoso! Bom roteiro e boa direção de animação. A arte mais retrô é icônica. Gosto de que a trama vai sendo revelada de forma envolvente e a gente descobre junto com os personagens os acontecimentos. Poderia acompanhar o Conde D em várias temporadas, realmente é triste não terem feito mais episódios.
Eu acabei de assistir a série e tenho que admitir que chorei horrores. Acho que os personagens passam por tantas fases que é praticamente impossível alguém não se identificar com alguma.
[/spoiler] Me identifiquei com muita coisa, e por mais que pareça uma série boba sobre pegação, não é! Não mesmo! (Alerta de textão a seguir) É uma lição sobre responsabilidade e irresponsabilidade emocional. Todas as atitudes da Bia no começo mostram que a irresponsabilidade emocional dela com qualquer pessoa reflete o medo de amar, pra ser sincera eu super entendo, quando uma pessoa machuca a gente profundamente fica muito difícil abrir o coração novamente, então é mais fácil não ter que lidar com isso. No fim do dia, mesmo as pessoas mais "desapegas" querem ter alguém, a maioria nem admite isso. Tem gente que nem para pra pensar nisso, pra não surtar. Eu tenho um relacionamento saudável hoje em dia, mas nem sempre foi assim, já passou tanta gente maldosa pela minha vida que meu esposo precisou ter muita paciência com os meus medos e inseguranças por marcas de relações passadas. Eu cheguei a terminar com ele quando percebi que era amor de verdade. Eu pensava em loop no mal que as experiências passadas fizeram. Para melhor entendimento, seguem três exemplos: a pessoa já fingiu que ia se matar, já desligou o telefone do nada várias vezes dando tratamento de silêncio quando minha opinião era contrária à dela, terminou por Dm do insta, mas sempre terminava e voltava em 5 minutos, etc. Imagina se depois de uma pessoa assim, eu iria querer alguém de novo. Jamais! A Bia teve muitos conflitos morais, em alguns errou, em outros acertou. Um exemplo de erro é achar que tudo precisa ser quando é do jeito que ela queria, a pessoa precisa terminar com a outra na hora que ela quiser, mesmo a pessoa tendo se humilhado pra ela antes e ela dispensado. Outro exemplo é ela trair e achar que poderia usar o argumento "mas você queria sua ex mesmo ela te traindo", ignorando completamente que naturalmente as pessoas mudam. E quando alguém passa por nós, independente de ser uma pessoa boa ou ruim, muda algo na gente, agrega ou subtrai. Pessoas que subtraem, passam pela nossa vida bagunçando tudo, e ao sair deixam um caos emocional que, inclusive, refletem no nosso estado físico choroso, angustioso, a gente fica com cara de enterro. Mais um exemplo é o da Paula, que era totalmente frustrada, foi engolida pelos traumas da adolescência, teve contato com a sexualidade muito cedo, e acabou não desenvolvendo a área de afeto e emoção, mas, ainda assim sabia associar a ideia de que trabalho era trabalho, e que quando quis se relacionar seriamente, foi fiel, pq era certa de que trabalhava com o corpo e a sexualidade, mas que o emocional era outro território, e foi fiel no final da série. Quando alguém agrega na nossa vida, todo mundo percebe que a gente tá diferente, algo brilha, a pessoa trata a gente como jóia e atua como uma luz direcionada aumentando o brilho e o valor de quem somos. Um exemplo é o Victor do início, ele resolvia tudo o que podia para ela, tentou arrumar trabalho, acredita no sonho dos outros, mas é a voz do realismo, e claro, ninguém gosta de ouvir a realidade, cair de uma bolha e suportar a dor do tombo. Os sonhos da Bia e suas realizações confrontam a realidade da nossa sociedade. Acho honestamente que hoje em dia quase ninguém sonha mais, nossa realidade é triste, vc já sabe que mal vai conseguir pagar o aluguel e comer, pagar a faculdade, contas. Não sobra espaço pra sonhar com algo tipo uma carreira de sucesso na empresa ou virar modelo, atriz ou artista. Temos tantos músicos falidos nos barzinhos, atores entraram em greve por receberem um salário baixíssimo, só sobe de carreira quem aguentar tudo caladinho e engolir a maior quantidade de sapos na empresa até morrer engasgado, aeromoças só conseguem os melhores voos se transarem com o piloto, a secretária de 19 anos ganha a promoção que seria da colaboradora que está há 20 anos na empresa, ganhou quem se deixou ser assediada e abusada. Essa sociedade é podre e o que a Bia passa durante o filme é um reflexo do que os artistas passam, eles se vendem pra quem compra os direitos do filme, perdem a voz, perdem controle de como vai ser o projeto, você é só mais um artista insignificante em um mar de piranhas desesperadas por um pedaço de carne. E a Bia conseguiu tirar um apto, mas a maioria dos brasileiros nem tem nota boa no serasa pra isso, o banco nega até um empréstimo de 100 reais. O amor nem sempre é esse mar de rosas que as pessoas pregam. O amor machuca muito, com a rotina, solidão, etc. Quando o Victor fala que se sentiu sozinho mesmo estando morando junto com ela, a gente tem esse ponto de vista, o amor por si só não sustenta um relacionamento, é a companhia, afeto, tempo gastado juntos, abrir mão de uma ou outra coisa, tentar encaixar a pessoa no nosso dia, não faz sentido estar com alguém pra ser apenas uma foto de casal padrão no insta, a longo prazo se torna um fardo, pior ainda quando vc percebe que está carregando o peso sozinho. A Bia alegou que iria ser traída, mas vamos voltar um pouco no tempo, ela simplesmente deixou a relação morrer, não foi por falta do outro lutar, pois, tudo estava igual pra ele, ele esperava ela para fazerem coisas juntas, ele fazia o hambúrguer todo dia, ele acordava e ela dormia, ela acordava e ele dormia, o casal nem se falava mais. Não apoiar o parceiro (que sempre te apoiou) em um projeto tão importante é o ultimato de crise na relação, aí é só ladeira abaixo. Não comparecer na inauguração, não responder as mensagens, várias red flags. E é sempre uma escolha nossa, aqui a gente aguardou um pouco mais de tempo até encontrar vagas em Home office, hoje em dia a gente passa o dia todo junto, e não enjoa, pq a gente fez essa escolha e a partir daí priorizamos um ao outro, claro sem deixar nosso amor-próprio de lado, a gente faz coisas sozinhos, mas o nosso tempo é nosso e até celular a gente deixa de lado. Outra coisa que me deu um desconforto enorme é a passividade do Victor, ele sempre engasgado pra falar o que realmente achava e discordava, mas não saía. A Bia incentivou com relação à família dele, mas quando foi pra ele se posicionar com ela, ela sempre se incomodava, mesmo sabendo que ele a apoiava quando ela se posicionava. Voltando às decisões, é muito importante não agir de cabeça quente, a Bia traiu ele com o ator imediatamente, é difícil, mas esperar é sempre a melhor escolha, eles reataram no último minuto da série, mas na vida real isso é muito raro. Quando a pessoa se arrepende, o outro já seguiu em frente. Outro ponto é, se meter no meio de pessoas com vida amorosa complicada. Entrar em uma relação com alguém que tem ciclos não fechados é pedir pra passar raiva, sempre vai haver uma visita, vídeo, mensagem que aparece do nada pra balançar e ferrar a relação. Por último e não menos importante, o Victor usa uma frase no final que eu achei muito profunda "O tempo passa e a gente percebe que aquilo foi tão pequeno perto do que a gente sente pela pessoa, perto do amor, da saudade" foi mais ou menos isso. Me identifiquei muito, eu passei por uma situação que a maioria das pessoas vão achar boba, mas pra mim não foi. Foi só coisa de curtida em fotos de mulheres meio que peladas no insta. Me senti mal pq ele mesmo preferiu que a gente não fizesse esse tipo de coisa, que ele se sentia desconfortável se eu curtisse coisa desse tipo, etc. Ok, eu super achei de boa e nem curtia mais nada que aparecesse nessa vibe, evitei até de amigos meus q postam mt pq aqui é área praiana. O que me deixou chateada foi a intenção e não a ação. Ele pediu perdão e eu perdoei. Na época doeu mas hj em dia eu olho pra trás e vejo que aquilo significou nada perto do que ele representa pra mim, do amor que sinto e do quanto sou amada e cuidada. MAS na época sim. Então é importante saber dar tempo ao tempo, saber lidar com nossas escolhas, se tiver que ser, simplesmente vai ser, e se a pessoa tiver que perdoar, só o tempo vai dizer. Mas em alguns casos vale a pena sim. Eu não teria perdoado se fosse traição em si, mas ele nunca mais fez, faz 2 anos isso, o tempo me curou. Se ele não tivesse voltado pra ela no final, seria importante ela entender que a irresponsabilidade emocional escolhida por ela gerou tudo isso, então, colher o que plantou é apenas a lei natural das coisas. Para finalizar, direção brilhante, fotografia perfeita, edição de cores e efeitos maravilhosas, atuações impecáveis da Bruna (ela é linda de morrer e atua bem aqui, zerou a vida), Sérgio Malheiros se destacou muito, a química dos dois parecia estar no ar dentro da minha casa, que par incrível em cena. Dei 4 pq não curti muito a atuação da Sofia e do João, em alguns momentos faltou algo, não que tenha sido horrível, mas como a Bruna e o Sérgio estabeleceram um nível muito alto, contrastou muito com as outras atuações, achei a atuação da Fê ok. A Bruna entregou muito, ela me fez rir, ficar preocupada, chorar, ficar esperançosa, e só uma atriz excepcional consegue isso. Eu realmente torço pra que ela tenha uma carreira incrível e alcance o topo na vida. (Torço pra um Gabriel [Danilo Mesquita] nunca passar pela vida de alguém, gente tóxica disfarçada de bom samaritano é o pior tipo de pessoa que existe, na vida real esse tipo de pessoa causa muito estrago mental)
Eu adorei o primeiro episódio, amo os livros e mangás, achei que os outros capítulos seguiriam esse mesmo fluxo, mas senti a qualidade despencando no segundo, não tem nem como comparar. Pra ser sincera, eu prefiro a pegada de Histórias Macabras do Japão e o do Junji anterior, em questão de qualidade estava bem melhor. Depois li que trocaram de estúdio, aí tudo fez sentido, devem ter usado computação gráfica, o 3D ficou péssimo, a cena do casal correndo na areia ficou parecendo bug do GTA. Não fez jus à obra original que é mil vezes superior, compensa mais ler o Mangá mesmo.
Incrível! Bem roteirizado e ilustrado, gosto desse tipo de ilustração que passa a sensação de não ter o traço muito definido. Amei a vibe dos anos 80 com a fonte, os neons e a trilha sonora. Como trata-se de uma rádio, isso da produção trazer uma animação não muito elaborada combina muito com a atenção ser no ouvir, e não no ver. O roteiro vai se destrinchando aos poucos, a gente vai desconfiando e teorizando, então as coisas vão sendo reveladas pouco a pouco. Isso de ser animado em sombras ajuda muito a atiçar a imaginação de quem assiste. Quero muito ver a segunda temporada.
Melhor animação de todos os tempos! O Bart se destacou muito na temporada. Sempre assistindo episódios aleatórios, decidi começar a ver todas as temporadas desde o início. Eu ri muito, mas mesmo sendo a primeira temporada já é possível localizar algumas críticas sociais. Divertida e icônica!
Para mim, os destaques foram as atuações de Evan Peters, Jessica Lange, Taissa Farmiga e Denis O'Hare. Alguns episódios são fillers e totalmente descartáveis. Alguns plots são muito bons. O Evan brilhou muito como Tate, a gente sabe que um ator entregou muito quando sentimos esse mix de sentimento, em um momento achamos o personagem legal, em outro momento a gente quer esganar ele, houve entrega e o personagem foi o mais marcante. A Moira foi um personagem que também se destacou, Frances Hardman é muito boa. O roteiro é bom, a história traz esses momentos de tensão bem administrados, é importante destacar que para algumas pessoas algumas cenas podem ser gatilhos, no geral a série é boa, é gore, final bom, não sei como levei tanto tempo para assistir.
O que foi essa atuação da Alice Carvalho? A atriz entregou muito! [Spoiler] Direção incrível de Fábio Mendonça e Aly Muritiba. Cenas bem feitas, sem economizar na faixa etária e nos palavrões, tudo muito bem retratado. Um dos pontos mais fortes para mim foi a série retratar as lembranças em preto e branco, já que elas carregam o peso do luto, da tragédia (mesmo que ele não se lembre), a Alice brilha muito como Dinorah, representando muito bem todo o histórico de quem teve que se virar na vida desde muito cedo e aprendeu a ser forte contra a própria vontade, essa força vem carregada de um muro emocional enorme construído para que ninguém se aproxime, apenas o Lino, que é a "fraqueza" da personagem. Todas as cenas são muito bem produzidas, editadas, a direção de fotografia brilha muito, as paisagens são lindas, a cultura foi muito bem retratada, outro ponto forte é o quanto a série flerta com a realidade quando o assunto é política, políticos que são reeleitos por décadas comprando todos por debaixo dos panos, também o papel das cooperativas desvalorizando o trabalho dos fazendeiros e lucrando horrores em cima, vimos isso no episódio da Netflix do documentário Rotten sobre a Máfia da indústria do chocolate. As cenas de ação nos Bancos ficaram ótimas. Gostaria de destacar duas cenas em que o Allan (Ubaldo) entregou muita atuação, a primeira foi a que ele é confrontado entre os parceiros e aceita que é um Vaqueiro e pega a areia do chão e joga na veia, que cena boa. A segunda é a que ele é desafiado e chamado de frouxo, essa cena ficou muito bem executada, os takes ficaram lindos. Gosto da forma com que o roteiro cria uma ligação entre a gente e os personagens, revelando tudo pouco a pouco, como com a Dinorah e com o Jeremias. Ansiosa para a próxima temporada.
Temporada incrível, final maravilhoso! [Spoiler] O conceito de os dois mundos precisarem ser desintegrados faz todo o sentido já que eram mundos que não existiam e passaram a existir paralelamente por conta da invenção do relojoeiro. Já vimos algo parecido em Donnie Darko, é necessário quebrar o ciclo e voltar ao início para que as coisas tomem seu caminho correto. Adorei que explicaram a teoria, para o caso de algum telespectador não ter entendido. A cena dos dois se desintegrando é simplesmente maravilhosa. Também gostei de não revelarem muito cedo quem era o "vilão ", deixar para o último momento, e de fato não haver um vilão definido, já que as ações de todos ali eram impulsivas por conta de estarem no loop, sempre achamos que era o Noah e no fim ele era apenas uma vítima de tudo isso. O Jonas novo e os Noahs foram meus personagens favoritos. As atuações do Louis Hofmann, Max Schimmelpfenn e Mark Waschke sempre consistente e cativante. Oliver Masucci e Winfried Glatzeder também entregaram muito na atuação. Alguns personagens realmente marcaram. O roteiro simplesmente impecável, direção de fotografia e edição de imagens e cores muito bem feitas. Cenografia e figurinos muito bem executados, tudo remetia fielmente à época representada. Essa mistura do sci-fi com teorias da física e tempo dão um resultado muito bom, algumas citações filosóficas muito marcantes e bem aplicadas na série. As aberturas sempre deram um leve spoiler, tudo lindo. "Achamos que somos livres, mas não somos, seguimos sempre o mesmo caminho", "Bem e mal são um ponto de vista", "O que sabemos é uma gota. O que não sabemos é um oceano", "As pessoas vivem três vidas. A primeira termina com a perda da ingenuidade, a segunda com a perda da inocência e a terceira com a perda da própria vida", "Nosso pensamento é marcado pelo Dualismo" e a minha favorita, de Shakespeare "O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui". Icônica e cheia de referências. Meu top 3 da vida.
Desenvolvimento da história da temporada anterior. Tão cativante quanto. Roteiro maravilhoso e cheio de revelações. As atuações dos intérpretes do Ulrich em todas as fases foram maravilhosas. Acho a atuação da Lisa Vicari um pouco sem sal, não me cativa muito (em nenhuma das temporadas), apenas quando ela está recitando o texto no teatro, fora isso, não foi tão bem quanto o Louis Hofmann por exemplo, que aqui mais uma vez se destaca muito. Max Schimmelpfenn e Mark Waschke também entregam muito. Direção de fotografia e edição nota 1000.
Reassistindo essa semana. Temporada maravilhosa. Teoria científica e filosofia andando juntas, duas coisas que amo, roteiro brilhante, a atuação impecável de Louis Hofmann precisa ser enaltecida.
É muito triste e tocante. Me emocionei bastante (por já conhecer o que mostraram), mas é muito sensacionalista e deixou de focar em muita coisa que poderiam ter ido atrás, faltou muito material. Na verdade me lembrou essa nova temporada de Black Mirror onde o povo usa histórias reais pra se promover e ganhar dinheiro em cima de tragédia.
Nota máxima, como sempre. [Spoiler] Críticas maravilhosas. Mas não posso mentir que espera mais eps ligados à tecnologia do "futuro" (que era o que eu simplesmente amava) e ao avanço catastrófico dela. De qualquer forma, todos os episódios são bons e bem produzidos. O melhor da temporada (pra mim), Loch Henry, uma crítica nesse nível lançada na própria Netflix propagadora de Dahmer, haja coragem. O que a gente vê por aí é essa romantização horrenda do True Crime, como se não houvessem tantas famílias que perderam as vítimas sofrendo, esses dias mesmo assisti Amor e Morte, pesquisando sobre a matéria da época, vi que era uma história real, às vezes assistindo a série fica fácil esquecer que uma família teve a filha, ou amiga levando 41 machadadas, e a gente ali assistindo, e vindo dar nota para a produção (não estou julgando, eu mesmo vim), a crítica é certeira, os plots também são muito bons. Segundo episódio que mais gostei, Beyond The Sea, com o Aaron Paul, atuação impecável inclusive. Esse episódio é magnífico, fiquei com aquela sensação de soco no estômago. Até onde a tecnologia vai? Infelizmente não temos essa resposta. Mas consigo ver um futuro onde as pessoas se dividem entre viver em dois lugares através dela. E qual seria o preço disso? Também gostei da abordagem de como a tecnologia interfere nas relações. O episódio é bem pesado, fiquei com o estômago embrulhado e como terminei alguns minutos antes de dormir, não consegui dormir direito, Black Mirror é sobre isso, deixar a gente o mais desconfortável possível. Em terceiro lugar, Joan is awful, que crítica boa! Só ficou em terceiro por conta de eu achar o plot meio sem graça, de haver outra realidade dentro da realidade, já havia dado para entender só com duas, mas ok. Achei o mais atual, nós não largamos do celular nem mesmo por meia hora, apenas para dormir e trabalhar (alguns, outros têm insônia por conta do uso), as startups que possuem os nossos dados coletados sabem cada palavra já dita próximo a um aparelho cujo termo foi aceito por nós, Alexa, Tv smart, celular de última geração, quem estuda a área sabe que mesmo quando você desliga alguns aparelhos, o microfone da maioria continua funcionando, dado por dado sendo coletado minuto após minuto, segundo após segundo, palavra por palavra digitada (até mesmo aquelas que você se arrependeu e apagou) está tudo ali registrado, como se fosse um livro, uma série de TV sobre a sua vida. Mas como os donos de startups não querem para tal fim, usam para direcionar chuvas de comerciais e publicações sugeridas, cada segundo que uma pessoa passa assistindo um comercial (de graça), é um segundo trabalhado (de graça) para uma startup (que recebeu para o comercial estar ali). O Dilema das Redes (documentário) tem uma frase que me marcou muito, "Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto", nossos dados valem milhões, mas não para o nosso bolso. Por isso Joan me conquistou tanto, pois se cortássemos aquele final, uma série sobre a vida de cada um de nós poderia ser feita hoje, inclusive por uma inteligência artificial, um personagem que conheceria de nós mais que nós mesmo e traria à tona coisas que nem a gente se lembra. Eu ainda leio um ou outro termo quando é pequeno e leva no máximo uns 5 minutos de leitura, mas nem recordo a quantidade de apps que estão no meu celular agora aos quais baixei e aceitei sem nem ler, que solicitava acessar até minha alma para liberar acesso ao uso, a gente basicamente fica preso, ou aceita, ou o app não instala. Muito triste (pra nós). Em quarto lugar Mazey Day, é incrível como sites como o TMZ e o E! Online sobrevivem do que o episódio critica, nós temos centenas de fotógrafos em um local lutando pelo melhor clique de um famoso, e não importa se é um clique em situações constrangedoras (aliás, esses até rendem mais dinheiro), estamos na Era da informação, as pessoas estão sedentas por coisas novas para gerar dopamina rápida para o cérebro, muitos estudos mostram que a sede por conteúdo rápido, descartável, tem emburrecido as pessoas. Você assiste um vídeo, em 15 segundos ele se foi, vem outro, e o cérebro sendo alimentado constantemente por isso,em loop. A crítica é incrível, a parte em que ela entrega a arma, vendo uma pessoa agonizando tanto, levanta a cannon pra fotografar é surreal. Sim, sei que faltou a parte de tecnologia mega avançada, mas a crítica foi bem feita e a mensagem chegou para quem estava assistindo. Em último lugar, Demon 79, divertido, trouxe o alívio cômico, já que a série inteira foi bem pesada (psicologicamente), sem tecnologia avançada (na verdade Metalhead apareceu na Tv durante o futuro do parlamentar), não é o meu favorito, apesar de eu ter gostado muito da edição, das fontes vermelhas usadas, das referências aos filmes slashers e às bandas da época, mas não achei a mensagem tão profunda quanto a dos outros 4, nâo é ruim, mas não achei no nível dos outros, de qualquer forma, gostei de como abordaram o tema Xenofobia. Direção impecável de Charlie Brooker.
Poderia ter sido resumida em uns 6 eps, senti alguns momentos meio fillers sem necessidade de estarem no roteiro, série muito boa, o tipo de série que faz a gente pensar, filosófica, dramas psicológicos bem colocados, abordagem dos problemas de estresse e ansiedade magnífica, abordagem feita delicadamente sobre suicídio, problemas familiares, universo dos ricos bem mostrado, quase sempre quem tem tudo não tem nada e desmorona sobre seu próprio mundo onde tem que ser o que não é. A vida do Cho é retratada de uma forma tão bem colocada no roteiro que por várias vezes assistindo eu pude sentir o sentimento que ele tava sentindo, me dava uma coisa, tipo um apertinho no coração, a série é bastante gatilho para algumas coisas. Mas a moral de tudo é que não importa o quanto você tente fugir das coisas, elas acabam te achando. Foi assim com o casamento falido dela, que eles tentaram adiar o divórcio ao máximo, mas uma hora ele chegou, com as mentiras, uma hora vieram à tona, com o "crente" lá na frente liderando e fingindo ser uma pessoa perfeita com uma vida perfeita, a verdade é que em algum momento a gente precisa encarar as consequências de todas as nossas escolhas. O roteiro é bom, a direção de fotografia é boa, a ambientação está incrível. A atuação do Steven Yeun foi impecável, cativante e emocionante.
Direção de fotografia muito boa, a vibe e a combinação de cores bem típica da época retratada, mas é só. No geral é bem arrastada e tem alguns personagens que não entregaram uma boa atuação (ou são só desinteressantes mesmo), gostei da entrega e performance do William Chris Sumpter que faz o Spencer, o personagem dele me cativou, gostei também da história dele como Cyborg, mas foi só. Alguns furos de roteiro sem explicação, sem desfecho, se preocuparam mais em forçar casal do que em desenvolver a parte dos fantasmas que habitavam ali. Os atores oscilam em tantos personagens diferentes que fica difícil nos apegarmos a algum, pois não é bem desenvolvido no roteiro (apesar de que eles usam as histórias para revelar seu verdadeiro eu e sentimentos ocultos), mesmo assim não me deixou super instigada para a próxima temporada como aconteceu em outras séries da Netflix que assisti. A série é um pouco perdida. Gostei de terem citado frases filosóficas, pois amo filosofia. "Deve-se morrer com orgulho, quando não for mais possível viver com orgulho" Friedrich Nietzsche, "O segredo do mundo é que tudo perdura, nada morre. As coisas só somem de vista por um tempo, para depois retornarem" Ralph Waldo. Essa é uma pequena parte que gostei na série, a mensagem de valorizar a vida, e a morte também, pois a morte é a única certeza que temos.
As atuações estão impecáveis, muito bem executadas. [Spoiler] Jesse Plemons arrasou muito no papel, momento sutis como os que mostram que ele não fazia a menor ideia de como reagir a um convite para trair a esposa, o momento em que ele sai e deixa a Candy sozinha é fundamental para mostrar o quanto ele era bom marido, inocente e comprometido com o relacionamento, depois, no final, quando ele liga e fala com ela, com confiança e sem nem desconfiar, o roteiro mostra como o personagem ainda tinha bom coração e essência. Achei que ele transmitiu isso muito bem na atuação. Parece que a série está parada e que fica meio monótona, mas é intencional e foi muito bem feito. Em momento algum a série ficou arrastada e difícil de assistir, as atuações foram tão boas que mesmo em momentos parados, a série te prende, instiga curiosidade, a atuação da Lily Rabe como Betty foi maravilhosa, detalhes pequenos do roteiro que foram cuidadosamente colocados para nos mostrar a personalidade obssessiva paranoica dela, como os momentos em que ela sempre expressava que o esposo não sentia mais atração por ela (mesmo quando ele ainda sentia), ou quando ela teve o caroço benigno no seio (e ela afirmava que era algo ruim e passava em vários médicos, de fato ela queria ouvir que era algo ruim, por conta da paranoia), claro que sobre o caso, ela estava certa, mas a forma como ela entra calmamente na cozinha, e sai com outra expressão, outro tom na atuação, parecia outra pessoa, é lindo de ver, o emocional do personagem foi de zero a cem muito rápido e a gente captou essa mudança sem nos importarmos muito em como a Candy se sentia, pois ela durante a série toda demonstrou não ter um pingo de emoção sincera, quando no motel por várias vezes fazia piadas indelicadas envolvendo o marido e a Betty. Em alguns momentos a personagem parece chata e superficial demais, como quando começa a gritar na mesa quando é rejeitada, mas acredito que seja intencional do roteiro que ela seja insuportável para nós, e cause esse desconforto ao assistir. Não achei nenhuma das atuações ruim, todos se destacaram muito. Como é baseado em história real, o último episódio que ainda não saiu não vai interferir na nota. O Patrick e a Krysten também brilharam muito nos papéis, a direção de fotografia, cores, montagem de figurinos da década e direção da Lesli estavam impecáveis.
Documentário muito bem feito, edição de ouro, entrevistas valiosíssimas, e mais uma vez mostrando pra gente o quanto o Estado é falho, o quanto em todo poder governamental há criminalidade e domínio das facções infiltradas.
O Conto da Aia (4ª Temporada)
4.3 441 Assista AgoraAs últimas cenas da temporada ficaram ótimas, a direção de fotografia sempre arrasa desde a primeira temporada, [spoilers] mas no museu no início, tudo branco de mármore e só a June e a Serena com as roupas em vermelho e verde representando a revolução versus autoritarismo foi lindo de ver, e no final o Fred correndo entre as árvores e a June com as meninas correndo atrás pra matar ele, é de uma produção impecável. A cena de cima delas consumindo ele me lembrou aquela de The Walking Dead dos zombies em cima do cavalo. Muito representativo, consumir o sistema que te consumiu aos poucos. Gosto quando o Lawrence diz pra ela que parece que ela nunca vai se sentir 100% vingada. Eu sinto isso da June, nem se ela matasse Gilead inteira ela se sentiria bem, até porque a mente dessa mulher foi completamente queimada vivendo tudo o que viveu. Quem vai culpar ela? Alguns episódios foram muito arrastados, mas o final compensou demais a espera. O final da temporada se destacou das outras. A trilha sonora como sempre é impecável. Eles sempre tocam jazz e blues dos anos 50. Eu amo!
O Conto da Aia (3ª Temporada)
4.3 604 Assista AgoraUma das melhores temporadas até aqui! Essa série é muito pesada. É um soco no estômago. Eu valorizo muito a minha liberdade, reclamo porque a mulher ainda sofre muito, há muito a conquistar, mas ainda assim somos livres. Sempre lembro da regra de Gilead de que a mulher que for encontrada lendo perde a mão ou o dedo, eu gosto tanto de ler, minha vida sem leitura seria tão sem graça. Sem música e arte então... nem se fala. Valorizo muito o meu direito de ir e vir, ler, ver, falar, ouvir, ser. Gosto muito dessa série, ela é visceral!
Casamento às Cegas: Brasil (5ª Temporada)
2.9 42Com essa temporada aprendi que ser mais velho é zero sinônimo de ser maduro, esse povo todo passando vergonha e mostrando que para mau-caratismo não há idade. Senti muita vergonha alheia em muitos momentos, a ponto de passar pra frente por não conseguir ver. [Spoilers] Esse Rivo é ridículo, muito medo de esbarrar com alguém assim na vida. A Lica mentindo o tempo todo e o VAR desmentindo ela imediatamente, o Leo agindo como qualquer pessoa que está com a outra há poucos dias agiria, e ela querendo um pornhub sadomasoquista pelo que ela falava, mas ficou muito claro que eram só desculpas pra dispensar ele pelo insuportável do alérgico à mulheres lá, imagina que terror se relacionar com uma mulher dessa que age como criança aos 51 anos. A Silvia só fala sobre o onlyfans (só foi pra divulgar e com "briguinha" armada), a outra só fala em transar o tempo todo, mas de uma forma forçada e chata de assistir. Eles passando o tempo todo tentando mostrar que gente mais velha também se relaciona sexualmente, como se ninguém soubesse. Como a Aidê achou que um cara que teve dois filhos ao mesmo tempo traindo a parceira seria fiel e ótimo de lidar? Praticamente todos os amigos dos homens falando q eles não eram pra casar e nunca quiseram. O outro lá é um encostado, sem emprego, sem moradia e ainda se sentindo no direito de pisar na dependente emocional que escolheu ele. Antigamente parecia ser mais sobre a experiência de achar alguém, mas hoje o experimento se perdeu. Isso me lembra muito o filósofo Bauman falando sobre a modernidade e os amores líquidos, onde nada foi feito pra durar e as pessoas normalizam trocar de pessoas como de se fosse de roupa, e maltratar o outro como se não houvesse um ser humano ali. O programa deveria se chamar "Cegos para o amor" e não casamento às cegas, fica muito claro que eles só estão ali pela fama. Mas mesmo se fosse só pelo entretenimento, o elenco foi escolhido terrivelmente, muita gente sem o básico de bom caráter pra conviver em sociedade. Tiveram que colocar dois episódios de artistas pagos pra assistir pra ver se salvavam a temp, nem assim salvaram. Valeu ver a Pio e o Chico Barney, mas o programa contratando mostra o desespero da tentativa de salvar o desastre que foi esse elenco. Tão horríveis que nem mereceram um reunion.
O Lado Sombrio de Hollywood
3.2 3 Assista AgoraNota 3,5. Gostei dos detalhes das histórias, de terem ido atrás dos próprios envolvidos para dar voz às suas versões. Muitos acertos com relação à montagem e estrutura, qualidade de áudio e imagens, composição das datas. PORÉM o que considero acerto aqui, é também sua maior falha. Alguns documentários ficaram editados demais, com cortes parecidos com os de uma série de TV. Claro, o apresentador é desse meio, mas, pecam no excesso. Exceto pelo doc dos Von Erich, onde houve real intenção de passar a verdadeira versão do que ocorreu, versão essa que a A24 simplesmente ignorou ao lançar o filme, o espaço aqui deu voz às filhas do Kerry e ao Kevin, a edição não foi pomposa e nem teve cara de reality show, a linha do tempo e os vídeos da época trouxeram uma melancolia (boa) de empatia e aquele aperto no coração, sem fazer do Fritz um vilão, pois, apesar de tudo, esse homem perdeu os 5 filhos da pior forma possível. Agora, referente aos outros, senti essa vibe animada na edição, mesmo em momentos onde o documentário retratava suicídio, cadeia, crimes, etc; os cortes eram estratégicos, a montagem das cenas soavam quase como um "assista essa série polêmica", quando na verdade o objetivo dos documentários era retratar o lado demoníaco (Hollywood "demons") dessas pessoas, o lado que prejudicou tanta gente. Colocam a vítima relatando estar sem nada e com depressão, aí corta com uma música animada para alguém que ajudava a criminosa, rindo, detalhando como davam golpes. Ora, querem mostrar como a existência daquele programa foi um desserviço ou querem atrair mais espectadores? Dei 3,5, pois apesar disso, as histórias são contadas em detalhes, sem ocultarem informações, e em alguns eps a narrativa funcionou bem, também foi bom rever alguns astros da nossa infância no ep de Power Rangers.
Love, Death & Robots (Volume 1)
4.3 678 Assista AgoraEpisódio 1 - Sonnie's Edge: O episódio soube retratar muito bem machismo, sexismo, poder, com impacto a partir do ponto de vista feminino. Gosto dos diálogos da protagonista, fortes e diretos, é alguém que claramente (por ter sofrido abuso) não tem piedade e vive apenas como símbolo da luta pela causa. Filosoficamente é muito bom, pois traz a mensagem de que mesmo quando tentam anular a mulher depois de tudo o que ela sofreu, não foi o bastante para calar ela. Saindo da metáfora e indo para a animação, o roteiro é bom, apesar de simplista. Os gráficos dos mosntros estão ótimos. O gráfico da Karnívora é muito bonito, me passa uma vibe da saga Alien. A cena da luta é o grande destaque, o take mostrando no equipamento como a Karnívora se integra ao cérebro da Sonnie é muito explicativo. Os efeitos em neon agregam bastante à vibe e ambientação cyberpunk do episódio. A direção, animação e edição estão em harmonia. Nota 8,5.
Os Outros (2ª Temporada)
2.7 101 Assista AgoraQue temporada desastrosa! Com personagens que apareceram e desapareceram sem conquistar em absolutamente nada o público. Maria e Kevin ocupando o espaço de Mila e Rogério sem justificativa alguma na trama. Gente, que história chata! A direção com o jogo "o outro" mirou em Black Mirror e falhou miseravelmente, em Black Mirror os personagens morreram enquanto estavam online no jogo, aqui, infelizmente continuaram vivos para o nosso azar. Adicionaram personagens mal desenvolvidos, ao invés de focar nos que haviam deixado com pontas soltas na primeira temporada. Temporada extremamente difícil de digerir, no geral. [Spoiler] Agora falando sobre as coisas boas, Letícia Colin entregou muito como Raquel, representando boa parte da população religiosa, que encena viver em "perfeita harmonia", mas vive um inferno e todo tipo de hipocrisia. O Eduardo Sterblitch carregou a temporada nas costas, o vilão dele causou náusea e risadas, é um mix de sentimentos que funciona muito bem aqui. Mas é só! O roteiro é pobre e preguiçoso, mas a direção de fotografia é ótima! A direção de figurinos acerta muito colocando cores claras no casal e quando o clima muda, a cor da roupa muda pra tons mais fortes. A trilha sonora eu gosto muito desde a primeira temporada. O final é muito bom, no sentido entregas da Adriana Esteves e do Haddad, a gente esperou tanto pelo desfecho, mas eu me pergunto, um pai abandonaria um filho assim do nada? O Marcinho sempre foi tão teimoso e não quis nem levar a Lorraine junto? Ora, se eles tivessem falado com ela e com a mãe, certamente elas teriam ido junto. A Joana não aguentava mais viver ali. Inclusive a atuação da Kênia evoluiu muito (comparada à temp 1). Mas e esse romance que surgiu DO NADA entre ela e a investigadora? Parece que tentaram colocar personagens lgbtqiapn+ de última hora sem planejamento algum. Fui com toda a expectativa da primeira temporada, que eu havia amado. Saí decepcionada! Nota 3!
Pet Shop of Horrors
4.0 33Um dos melhores animes que vi recentemente. Pena que é curtinho, queria mais episódios. Maravilhoso! Bom roteiro e boa direção de animação. A arte mais retrô é icônica. Gosto de que a trama vai sendo revelada de forma envolvente e a gente descobre junto com os personagens os acontecimentos. Poderia acompanhar o Conde D em várias temporadas, realmente é triste não terem feito mais episódios.
Amor da Minha Vida (1ª Temporada)
3.8 85Eu acabei de assistir a série e tenho que admitir que chorei horrores. Acho que os personagens passam por tantas fases que é praticamente impossível alguém não se identificar com alguma.
[/spoiler] Me identifiquei com muita coisa, e por mais que pareça uma série boba sobre pegação, não é! Não mesmo! (Alerta de textão a seguir) É uma lição sobre responsabilidade e irresponsabilidade emocional. Todas as atitudes da Bia no começo mostram que a irresponsabilidade emocional dela com qualquer pessoa reflete o medo de amar, pra ser sincera eu super entendo, quando uma pessoa machuca a gente profundamente fica muito difícil abrir o coração novamente, então é mais fácil não ter que lidar com isso. No fim do dia, mesmo as pessoas mais "desapegas" querem ter alguém, a maioria nem admite isso. Tem gente que nem para pra pensar nisso, pra não surtar. Eu tenho um relacionamento saudável hoje em dia, mas nem sempre foi assim, já passou tanta gente maldosa pela minha vida que meu esposo precisou ter muita paciência com os meus medos e inseguranças por marcas de relações passadas. Eu cheguei a terminar com ele quando percebi que era amor de verdade. Eu pensava em loop no mal que as experiências passadas fizeram. Para melhor entendimento, seguem três exemplos: a pessoa já fingiu que ia se matar, já desligou o telefone do nada várias vezes dando tratamento de silêncio quando minha opinião era contrária à dela, terminou por Dm do insta, mas sempre terminava e voltava em 5 minutos, etc. Imagina se depois de uma pessoa assim, eu iria querer alguém de novo. Jamais! A Bia teve muitos conflitos morais, em alguns errou, em outros acertou. Um exemplo de erro é achar que tudo precisa ser quando é do jeito que ela queria, a pessoa precisa terminar com a outra na hora que ela quiser, mesmo a pessoa tendo se humilhado pra ela antes e ela dispensado. Outro exemplo é ela trair e achar que poderia usar o argumento "mas você queria sua ex mesmo ela te traindo", ignorando completamente que naturalmente as pessoas mudam. E quando alguém passa por nós, independente de ser uma pessoa boa ou ruim, muda algo na gente, agrega ou subtrai. Pessoas que subtraem, passam pela nossa vida bagunçando tudo, e ao sair deixam um caos emocional que, inclusive, refletem no nosso estado físico choroso, angustioso, a gente fica com cara de enterro. Mais um exemplo é o da Paula, que era totalmente frustrada, foi engolida pelos traumas da adolescência, teve contato com a sexualidade muito cedo, e acabou não desenvolvendo a área de afeto e emoção, mas, ainda assim sabia associar a ideia de que trabalho era trabalho, e que quando quis se relacionar seriamente, foi fiel, pq era certa de que trabalhava com o corpo e a sexualidade, mas que o emocional era outro território, e foi fiel no final da série. Quando alguém agrega na nossa vida, todo mundo percebe que a gente tá diferente, algo brilha, a pessoa trata a gente como jóia e atua como uma luz direcionada aumentando o brilho e o valor de quem somos. Um exemplo é o Victor do início, ele resolvia tudo o que podia para ela, tentou arrumar trabalho, acredita no sonho dos outros, mas é a voz do realismo, e claro, ninguém gosta de ouvir a realidade, cair de uma bolha e suportar a dor do tombo.
Os sonhos da Bia e suas realizações confrontam a realidade da nossa sociedade. Acho honestamente que hoje em dia quase ninguém sonha mais, nossa realidade é triste, vc já sabe que mal vai conseguir pagar o aluguel e comer, pagar a faculdade, contas. Não sobra espaço pra sonhar com algo tipo uma carreira de sucesso na empresa ou virar modelo, atriz ou artista. Temos tantos músicos falidos nos barzinhos, atores entraram em greve por receberem um salário baixíssimo, só sobe de carreira quem aguentar tudo caladinho e engolir a maior quantidade de sapos na empresa até morrer engasgado, aeromoças só conseguem os melhores voos se transarem com o piloto, a secretária de 19 anos ganha a promoção que seria da colaboradora que está há 20 anos na empresa, ganhou quem se deixou ser assediada e abusada. Essa sociedade é podre e o que a Bia passa durante o filme é um reflexo do que os artistas passam, eles se vendem pra quem compra os direitos do filme, perdem a voz, perdem controle de como vai ser o projeto, você é só mais um artista insignificante em um mar de piranhas desesperadas por um pedaço de carne. E a Bia conseguiu tirar um apto, mas a maioria dos brasileiros nem tem nota boa no serasa pra isso, o banco nega até um empréstimo de 100 reais.
O amor nem sempre é esse mar de rosas que as pessoas pregam. O amor machuca muito, com a rotina, solidão, etc. Quando o Victor fala que se sentiu sozinho mesmo estando morando junto com ela, a gente tem esse ponto de vista, o amor por si só não sustenta um relacionamento, é a companhia, afeto, tempo gastado juntos, abrir mão de uma ou outra coisa, tentar encaixar a pessoa no nosso dia, não faz sentido estar com alguém pra ser apenas uma foto de casal padrão no insta, a longo prazo se torna um fardo, pior ainda quando vc percebe que está carregando o peso sozinho. A Bia alegou que iria ser traída, mas vamos voltar um pouco no tempo, ela simplesmente deixou a relação morrer, não foi por falta do outro lutar, pois, tudo estava igual pra ele, ele esperava ela para fazerem coisas juntas, ele fazia o hambúrguer todo dia, ele acordava e ela dormia, ela acordava e ele dormia, o casal nem se falava mais. Não apoiar o parceiro (que sempre te apoiou) em um projeto tão importante é o ultimato de crise na relação, aí é só ladeira abaixo. Não comparecer na inauguração, não responder as mensagens, várias red flags. E é sempre uma escolha nossa, aqui a gente aguardou um pouco mais de tempo até encontrar vagas em Home office, hoje em dia a gente passa o dia todo junto, e não enjoa, pq a gente fez essa escolha e a partir daí priorizamos um ao outro, claro sem deixar nosso amor-próprio de lado, a gente faz coisas sozinhos, mas o nosso tempo é nosso e até celular a gente deixa de lado. Outra coisa que me deu um desconforto enorme é a passividade do Victor, ele sempre engasgado pra falar o que realmente achava e discordava, mas não saía. A Bia incentivou com relação à família dele, mas quando foi pra ele se posicionar com ela, ela sempre se incomodava, mesmo sabendo que ele a apoiava quando ela se posicionava. Voltando às decisões, é muito importante não agir de cabeça quente, a Bia traiu ele com o ator imediatamente, é difícil, mas esperar é sempre a melhor escolha, eles reataram no último minuto da série, mas na vida real isso é muito raro. Quando a pessoa se arrepende, o outro já seguiu em frente. Outro ponto é, se meter no meio de pessoas com vida amorosa complicada. Entrar em uma relação com alguém que tem ciclos não fechados é pedir pra passar raiva, sempre vai haver uma visita, vídeo, mensagem que aparece do nada pra balançar e ferrar a relação. Por último e não menos importante, o Victor usa uma frase no final que eu achei muito profunda "O tempo passa e a gente percebe que aquilo foi tão pequeno perto do que a gente sente pela pessoa, perto do amor, da saudade" foi mais ou menos isso. Me identifiquei muito, eu passei por uma situação que a maioria das pessoas vão achar boba, mas pra mim não foi. Foi só coisa de curtida em fotos de mulheres meio que peladas no insta. Me senti mal pq ele mesmo preferiu que a gente não fizesse esse tipo de coisa, que ele se sentia desconfortável se eu curtisse coisa desse tipo, etc. Ok, eu super achei de boa e nem curtia mais nada que aparecesse nessa vibe, evitei até de amigos meus q postam mt pq aqui é área praiana. O que me deixou chateada foi a intenção e não a ação. Ele pediu perdão e eu perdoei. Na época doeu mas hj em dia eu olho pra trás e vejo que aquilo significou nada perto do que ele representa pra mim, do amor que sinto e do quanto sou amada e cuidada. MAS na época sim. Então é importante saber dar tempo ao tempo, saber lidar com nossas escolhas, se tiver que ser, simplesmente vai ser, e se a pessoa tiver que perdoar, só o tempo vai dizer. Mas em alguns casos vale a pena sim. Eu não teria perdoado se fosse traição em si, mas ele nunca mais fez, faz 2 anos isso, o tempo me curou. Se ele não tivesse voltado pra ela no final, seria importante ela entender que a irresponsabilidade emocional escolhida por ela gerou tudo isso, então, colher o que plantou é apenas a lei natural das coisas.
Para finalizar, direção brilhante, fotografia perfeita, edição de cores e efeitos maravilhosas, atuações impecáveis da Bruna (ela é linda de morrer e atua bem aqui, zerou a vida), Sérgio Malheiros se destacou muito, a química dos dois parecia estar no ar dentro da minha casa, que par incrível em cena. Dei 4 pq não curti muito a atuação da Sofia e do João, em alguns momentos faltou algo, não que tenha sido horrível, mas como a Bruna e o Sérgio estabeleceram um nível muito alto, contrastou muito com as outras atuações, achei a atuação da Fê ok. A Bruna entregou muito, ela me fez rir, ficar preocupada, chorar, ficar esperançosa, e só uma atriz excepcional consegue isso. Eu realmente torço pra que ela tenha uma carreira incrível e alcance o topo na vida. (Torço pra um Gabriel [Danilo Mesquita] nunca passar pela vida de alguém, gente tóxica disfarçada de bom samaritano é o pior tipo de pessoa que existe, na vida real esse tipo de pessoa causa muito estrago mental)
[spoiler]
Uzumaki
3.1 77 Assista AgoraEu adorei o primeiro episódio, amo os livros e mangás, achei que os outros capítulos seguiriam esse mesmo fluxo, mas senti a qualidade despencando no segundo, não tem nem como comparar. Pra ser sincera, eu prefiro a pegada de Histórias Macabras do Japão e o do Junji anterior, em questão de qualidade estava bem melhor. Depois li que trocaram de estúdio, aí tudo fez sentido, devem ter usado computação gráfica, o 3D ficou péssimo, a cena do casal correndo na areia ficou parecendo bug do GTA. Não fez jus à obra original que é mil vezes superior, compensa mais ler o Mangá mesmo.
A Frequência Kirlian (1ª Temporada)
4.0 80Incrível! Bem roteirizado e ilustrado, gosto desse tipo de ilustração que passa a sensação de não ter o traço muito definido. Amei a vibe dos anos 80 com a fonte, os neons e a trilha sonora. Como trata-se de uma rádio, isso da produção trazer uma animação não muito elaborada combina muito com a atenção ser no ouvir, e não no ver. O roteiro vai se destrinchando aos poucos, a gente vai desconfiando e teorizando, então as coisas vão sendo reveladas pouco a pouco. Isso de ser animado em sombras ajuda muito a atiçar a imaginação de quem assiste. Quero muito ver a segunda temporada.
Os Simpsons (1ª Temporada)
4.4 128 Assista AgoraMelhor animação de todos os tempos! O Bart se destacou muito na temporada. Sempre assistindo episódios aleatórios, decidi começar a ver todas as temporadas desde o início. Eu ri muito, mas mesmo sendo a primeira temporada já é possível localizar algumas críticas sociais. Divertida e icônica!
American Horror Story: Murder House (1ª Temporada)
4.2 2,2KPara mim, os destaques foram as atuações de Evan Peters, Jessica Lange, Taissa Farmiga e Denis O'Hare. Alguns episódios são fillers e totalmente descartáveis. Alguns plots são muito bons. O Evan brilhou muito como Tate, a gente sabe que um ator entregou muito quando sentimos esse mix de sentimento, em um momento achamos o personagem legal, em outro momento a gente quer esganar ele, houve entrega e o personagem foi o mais marcante. A Moira foi um personagem que também se destacou, Frances Hardman é muito boa. O roteiro é bom, a história traz esses momentos de tensão bem administrados, é importante destacar que para algumas pessoas algumas cenas podem ser gatilhos, no geral a série é boa, é gore, final bom, não sei como levei tanto tempo para assistir.
Cangaço Novo (1ª Temporada)
4.4 224 Assista AgoraO que foi essa atuação da Alice Carvalho? A atriz entregou muito! [Spoiler] Direção incrível de Fábio Mendonça e Aly Muritiba. Cenas bem feitas, sem economizar na faixa etária e nos palavrões, tudo muito bem retratado. Um dos pontos mais fortes para mim foi a série retratar as lembranças em preto e branco, já que elas carregam o peso do luto, da tragédia (mesmo que ele não se lembre), a Alice brilha muito como Dinorah, representando muito bem todo o histórico de quem teve que se virar na vida desde muito cedo e aprendeu a ser forte contra a própria vontade, essa força vem carregada de um muro emocional enorme construído para que ninguém se aproxime, apenas o Lino, que é a "fraqueza" da personagem. Todas as cenas são muito bem produzidas, editadas, a direção de fotografia brilha muito, as paisagens são lindas, a cultura foi muito bem retratada, outro ponto forte é o quanto a série flerta com a realidade quando o assunto é política, políticos que são reeleitos por décadas comprando todos por debaixo dos panos, também o papel das cooperativas desvalorizando o trabalho dos fazendeiros e lucrando horrores em cima, vimos isso no episódio da Netflix do documentário Rotten sobre a Máfia da indústria do chocolate. As cenas de ação nos Bancos ficaram ótimas. Gostaria de destacar duas cenas em que o Allan (Ubaldo) entregou muita atuação, a primeira foi a que ele é confrontado entre os parceiros e aceita que é um Vaqueiro e pega a areia do chão e joga na veia, que cena boa. A segunda é a que ele é desafiado e chamado de frouxo, essa cena ficou muito bem executada, os takes ficaram lindos. Gosto da forma com que o roteiro cria uma ligação entre a gente e os personagens, revelando tudo pouco a pouco, como com a Dinorah e com o Jeremias. Ansiosa para a próxima temporada.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KTemporada incrível, final maravilhoso! [Spoiler] O conceito de os dois mundos precisarem ser desintegrados faz todo o sentido já que eram mundos que não existiam e passaram a existir paralelamente por conta da invenção do relojoeiro. Já vimos algo parecido em Donnie Darko, é necessário quebrar o ciclo e voltar ao início para que as coisas tomem seu caminho correto. Adorei que explicaram a teoria, para o caso de algum telespectador não ter entendido. A cena dos dois se desintegrando é simplesmente maravilhosa. Também gostei de não revelarem muito cedo quem era o "vilão ", deixar para o último momento, e de fato não haver um vilão definido, já que as ações de todos ali eram impulsivas por conta de estarem no loop, sempre achamos que era o Noah e no fim ele era apenas uma vítima de tudo isso. O Jonas novo e os Noahs foram meus personagens favoritos. As atuações do Louis Hofmann, Max Schimmelpfenn e Mark Waschke sempre consistente e cativante. Oliver Masucci e Winfried Glatzeder também entregaram muito na atuação. Alguns personagens realmente marcaram. O roteiro simplesmente impecável, direção de fotografia e edição de imagens e cores muito bem feitas. Cenografia e figurinos muito bem executados, tudo remetia fielmente à época representada. Essa mistura do sci-fi com teorias da física e tempo dão um resultado muito bom, algumas citações filosóficas muito marcantes e bem aplicadas na série. As aberturas sempre deram um leve spoiler, tudo lindo. "Achamos que somos livres, mas não somos, seguimos sempre o mesmo caminho", "Bem e mal são um ponto de vista", "O que sabemos é uma gota. O que não sabemos é um oceano", "As pessoas vivem três vidas. A primeira termina com a perda da ingenuidade, a segunda com a perda da inocência e a terceira com a perda da própria vida", "Nosso pensamento é marcado pelo Dualismo" e a minha favorita, de Shakespeare "O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui". Icônica e cheia de referências. Meu top 3 da vida.
Dark (2ª Temporada)
4.5 905Desenvolvimento da história da temporada anterior. Tão cativante quanto. Roteiro maravilhoso e cheio de revelações. As atuações dos intérpretes do Ulrich em todas as fases foram maravilhosas. Acho a atuação da Lisa Vicari um pouco sem sal, não me cativa muito (em nenhuma das temporadas), apenas quando ela está recitando o texto no teatro, fora isso, não foi tão bem quanto o Louis Hofmann por exemplo, que aqui mais uma vez se destaca muito. Max Schimmelpfenn e Mark Waschke também entregam muito. Direção de fotografia e edição nota 1000.
Dark (1ª Temporada)
4.4 1,6KReassistindo essa semana. Temporada maravilhosa. Teoria científica e filosofia andando juntas, duas coisas que amo, roteiro brilhante, a atuação impecável de Louis Hofmann precisa ser enaltecida.
Glee: O Preço da Fama
2.5 22 Assista AgoraÉ muito triste e tocante. Me emocionei bastante (por já conhecer o que mostraram), mas é muito sensacionalista e deixou de focar em muita coisa que poderiam ter ido atrás, faltou muito material. Na verdade me lembrou essa nova temporada de Black Mirror onde o povo usa histórias reais pra se promover e ganhar dinheiro em cima de tragédia.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraNota máxima, como sempre. [Spoiler] Críticas maravilhosas. Mas não posso mentir que espera mais eps ligados à tecnologia do "futuro" (que era o que eu simplesmente amava) e ao avanço catastrófico dela. De qualquer forma, todos os episódios são bons e bem produzidos. O melhor da temporada (pra mim), Loch Henry, uma crítica nesse nível lançada na própria Netflix propagadora de Dahmer, haja coragem. O que a gente vê por aí é essa romantização horrenda do True Crime, como se não houvessem tantas famílias que perderam as vítimas sofrendo, esses dias mesmo assisti Amor e Morte, pesquisando sobre a matéria da época, vi que era uma história real, às vezes assistindo a série fica fácil esquecer que uma família teve a filha, ou amiga levando 41 machadadas, e a gente ali assistindo, e vindo dar nota para a produção (não estou julgando, eu mesmo vim), a crítica é certeira, os plots também são muito bons. Segundo episódio que mais gostei, Beyond The Sea, com o Aaron Paul, atuação impecável inclusive. Esse episódio é magnífico, fiquei com aquela sensação de soco no estômago. Até onde a tecnologia vai? Infelizmente não temos essa resposta. Mas consigo ver um futuro onde as pessoas se dividem entre viver em dois lugares através dela. E qual seria o preço disso? Também gostei da abordagem de como a tecnologia interfere nas relações. O episódio é bem pesado, fiquei com o estômago embrulhado e como terminei alguns minutos antes de dormir, não consegui dormir direito, Black Mirror é sobre isso, deixar a gente o mais desconfortável possível. Em terceiro lugar, Joan is awful, que crítica boa! Só ficou em terceiro por conta de eu achar o plot meio sem graça, de haver outra realidade dentro da realidade, já havia dado para entender só com duas, mas ok. Achei o mais atual, nós não largamos do celular nem mesmo por meia hora, apenas para dormir e trabalhar (alguns, outros têm insônia por conta do uso), as startups que possuem os nossos dados coletados sabem cada palavra já dita próximo a um aparelho cujo termo foi aceito por nós, Alexa, Tv smart, celular de última geração, quem estuda a área sabe que mesmo quando você desliga alguns aparelhos, o microfone da maioria continua funcionando, dado por dado sendo coletado minuto após minuto, segundo após segundo, palavra por palavra digitada (até mesmo aquelas que você se arrependeu e apagou) está tudo ali registrado, como se fosse um livro, uma série de TV sobre a sua vida. Mas como os donos de startups não querem para tal fim, usam para direcionar chuvas de comerciais e publicações sugeridas, cada segundo que uma pessoa passa assistindo um comercial (de graça), é um segundo trabalhado (de graça) para uma startup (que recebeu para o comercial estar ali). O Dilema das Redes (documentário) tem uma frase que me marcou muito, "Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto", nossos dados valem milhões, mas não para o nosso bolso. Por isso Joan me conquistou tanto, pois se cortássemos aquele final, uma série sobre a vida de cada um de nós poderia ser feita hoje, inclusive por uma inteligência artificial, um personagem que conheceria de nós mais que nós mesmo e traria à tona coisas que nem a gente se lembra. Eu ainda leio um ou outro termo quando é pequeno e leva no máximo uns 5 minutos de leitura, mas nem recordo a quantidade de apps que estão no meu celular agora aos quais baixei e aceitei sem nem ler, que solicitava acessar até minha alma para liberar acesso ao uso, a gente basicamente fica preso, ou aceita, ou o app não instala. Muito triste (pra nós). Em quarto lugar Mazey Day, é incrível como sites como o TMZ e o E! Online sobrevivem do que o episódio critica, nós temos centenas de fotógrafos em um local lutando pelo melhor clique de um famoso, e não importa se é um clique em situações constrangedoras (aliás, esses até rendem mais dinheiro), estamos na Era da informação, as pessoas estão sedentas por coisas novas para gerar dopamina rápida para o cérebro, muitos estudos mostram que a sede por conteúdo rápido, descartável, tem emburrecido as pessoas. Você assiste um vídeo, em 15 segundos ele se foi, vem outro, e o cérebro sendo alimentado constantemente por isso,em loop. A crítica é incrível, a parte em que ela entrega a arma, vendo uma pessoa agonizando tanto, levanta a cannon pra fotografar é surreal. Sim, sei que faltou a parte de tecnologia mega avançada, mas a crítica foi bem feita e a mensagem chegou para quem estava assistindo. Em último lugar, Demon 79, divertido, trouxe o alívio cômico, já que a série inteira foi bem pesada (psicologicamente), sem tecnologia avançada (na verdade Metalhead apareceu na Tv durante o futuro do parlamentar), não é o meu favorito, apesar de eu ter gostado muito da edição, das fontes vermelhas usadas, das referências aos filmes slashers e às bandas da época, mas não achei a mensagem tão profunda quanto a dos outros 4, nâo é ruim, mas não achei no nível dos outros, de qualquer forma, gostei de como abordaram o tema Xenofobia. Direção impecável de Charlie Brooker.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraJoan is awful 8/10
Loch Henry 10/10
Beyond The Sea 10/10
Mazey Day 7/10
Demon 79 6/10
Treta (1ª Temporada)
4.1 343 Assista AgoraPoderia ter sido resumida em uns 6 eps, senti alguns momentos meio fillers sem necessidade de estarem no roteiro, série muito boa, o tipo de série que faz a gente pensar, filosófica, dramas psicológicos bem colocados, abordagem dos problemas de estresse e ansiedade magnífica, abordagem feita delicadamente sobre suicídio, problemas familiares, universo dos ricos bem mostrado, quase sempre quem tem tudo não tem nada e desmorona sobre seu próprio mundo onde tem que ser o que não é. A vida do Cho é retratada de uma forma tão bem colocada no roteiro que por várias vezes assistindo eu pude sentir o sentimento que ele tava sentindo, me dava uma coisa, tipo um apertinho no coração, a série é bastante gatilho para algumas coisas. Mas a moral de tudo é que não importa o quanto você tente fugir das coisas, elas acabam te achando. Foi assim com o casamento falido dela, que eles tentaram adiar o divórcio ao máximo, mas uma hora ele chegou, com as mentiras, uma hora vieram à tona, com o "crente" lá na frente liderando e fingindo ser uma pessoa perfeita com uma vida perfeita, a verdade é que em algum momento a gente precisa encarar as consequências de todas as nossas escolhas. O roteiro é bom, a direção de fotografia é boa, a ambientação está incrível. A atuação do Steven Yeun foi impecável, cativante e emocionante.
O Clube da Meia-Noite (1ª Temporada)
3.0 150 Assista AgoraDireção de fotografia muito boa, a vibe e a combinação de cores bem típica da época retratada, mas é só. No geral é bem arrastada e tem alguns personagens que não entregaram uma boa atuação (ou são só desinteressantes mesmo), gostei da entrega e performance do William Chris Sumpter que faz o Spencer, o personagem dele me cativou, gostei também da história dele como Cyborg, mas foi só. Alguns furos de roteiro sem explicação, sem desfecho, se preocuparam mais em forçar casal do que em desenvolver a parte dos fantasmas que habitavam ali. Os atores oscilam em tantos personagens diferentes que fica difícil nos apegarmos a algum, pois não é bem desenvolvido no roteiro (apesar de que eles usam as histórias para revelar seu verdadeiro eu e sentimentos ocultos), mesmo assim não me deixou super instigada para a próxima temporada como aconteceu em outras séries da Netflix que assisti. A série é um pouco perdida. Gostei de terem citado frases filosóficas, pois amo filosofia. "Deve-se morrer com orgulho, quando não for mais possível viver com orgulho" Friedrich Nietzsche, "O segredo do mundo é que tudo perdura, nada morre. As coisas só somem de vista por um tempo, para depois retornarem" Ralph Waldo. Essa é uma pequena parte que gostei na série, a mensagem de valorizar a vida, e a morte também, pois a morte é a única certeza que temos.
Amor e Morte
3.8 162 Assista AgoraAs atuações estão impecáveis, muito bem executadas. [Spoiler] Jesse Plemons arrasou muito no papel, momento sutis como os que mostram que ele não fazia a menor ideia de como reagir a um convite para trair a esposa, o momento em que ele sai e deixa a Candy sozinha é fundamental para mostrar o quanto ele era bom marido, inocente e comprometido com o relacionamento, depois, no final, quando ele liga e fala com ela, com confiança e sem nem desconfiar, o roteiro mostra como o personagem ainda tinha bom coração e essência. Achei que ele transmitiu isso muito bem na atuação. Parece que a série está parada e que fica meio monótona, mas é intencional e foi muito bem feito. Em momento algum a série ficou arrastada e difícil de assistir, as atuações foram tão boas que mesmo em momentos parados, a série te prende, instiga curiosidade, a atuação da Lily Rabe como Betty foi maravilhosa, detalhes pequenos do roteiro que foram cuidadosamente colocados para nos mostrar a personalidade obssessiva paranoica dela, como os momentos em que ela sempre expressava que o esposo não sentia mais atração por ela (mesmo quando ele ainda sentia), ou quando ela teve o caroço benigno no seio (e ela afirmava que era algo ruim e passava em vários médicos, de fato ela queria ouvir que era algo ruim, por conta da paranoia), claro que sobre o caso, ela estava certa, mas a forma como ela entra calmamente na cozinha, e sai com outra expressão, outro tom na atuação, parecia outra pessoa, é lindo de ver, o emocional do personagem foi de zero a cem muito rápido e a gente captou essa mudança sem nos importarmos muito em como a Candy se sentia, pois ela durante a série toda demonstrou não ter um pingo de emoção sincera, quando no motel por várias vezes fazia piadas indelicadas envolvendo o marido e a Betty. Em alguns momentos a personagem parece chata e superficial demais, como quando começa a gritar na mesa quando é rejeitada, mas acredito que seja intencional do roteiro que ela seja insuportável para nós, e cause esse desconforto ao assistir. Não achei nenhuma das atuações ruim, todos se destacaram muito. Como é baseado em história real, o último episódio que ainda não saiu não vai interferir na nota. O Patrick e a Krysten também brilharam muito nos papéis, a direção de fotografia, cores, montagem de figurinos da década e direção da Lesli estavam impecáveis.
PCC: Poder Secreto
4.0 26Documentário muito bem feito, edição de ouro, entrevistas valiosíssimas, e mais uma vez mostrando pra gente o quanto o Estado é falho, o quanto em todo poder governamental há criminalidade e domínio das facções infiltradas.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraAnsiosaaaa aguardandooo