Steve

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Steve (2025)
Steve
Média do filme: 3.0 de 5 — baseado em 277 votos
MÉDIAFILMOW
3.0
277 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Tim Mielants
Data de lançamento 3 Out. 2025 Outras datas
Duração 93 min (1h33)
Classificação indicativa de Steve: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

3 Out. 2025

Duração

93 minutos Classificação indicativa de Steve: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Ao longo de um dia intenso, o dedicado diretor de um reformatório luta para manter os alunos na linha enquanto enfrenta os próprios desafios.

Gênero:
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Comentários 1
amigos querem ver
mileenaa
milena
6 dias atrás

complexo e muito bom

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

achei bem esperto mostrar que o steve tem esposa e filhas só nos últimos 10 minutos do filme


“he clambers out of himself”

sleepwalkingsha
Sha
1 mês atrás

se escola regular já é terrível, imagina uma com apenas alunos "problemáticos".

manuzitas
Manuela
1 mês atrás

Filme denso, difícil e com personagens super bem construídos.

danylleao
danylleao
½
4 meses atrás

É um filme pesado, o ambiente é caótico, quase sufocante. Boa direção do belga Tim Mielants. A carga emocional desse filme me lembrou de "Preciosa". [Spoilers] Ótima direção de fotografia do Robrecht Heyvaert. Os ângulos abordando diferentes perspectivas, ora por trás das câmeras, ora através delas, ora pela tela, em alguns momentos estamos espiando, em outros nos sentimos na própria situação. A câmera não ser estável é um acerto enorme, tudo em constante movimento. "Tá no topo da lista, eu prometo", e no final não sobra tempo pra nada, é uma correria. Gosto muito do horário passando na tela, é um lugar tão atípico que acontece tanta coisa em um único dia, chega a ser desconfortável, comparando com a nossa vida, sem eventos. A sequência silenciosa deles na mesa, cortando para ele na entrevista lacrimejando, voltando para a mesa e a cena do "Cala a boca" é muito boa. A atuação do Cillian brilhou muito ali. Essa cena e a do Shy no final são as duas melhores pra mim. Não li Shy, do Max Porter, vi apenas o filme. Acho muito amoroso da parte do Steve estar sempre tentando proteger os meninos do julgamento da sociedade, impedindo os câmeras de filmarem momentos ruins. A jornalista, inclusive, em alguns momentos representa essa voz social mais preconceituosa. A cena dos meninos na janela parecendo animais selvagens é tão forte, é lamentável. Detalhes como o Shy rabiscando o caderno, uma alegoria à mente dele. Anotações na mão do Steve, representando a correria do dia dele. O Tyrone esvaziando pauta racial dizendo que estava sendo tratado injustamente por ser preto, quando na verdade, a psicóloga confirma que ele estava ali sim por importunação sexual. O filme foi corajoso de colocar essa cena. Quando ele começa a falar isso, a gente já cria uma empatia pela situação social dele, achando super injusto julgarem ele pela cor, aí quando ela confirma que ele realmente fez, que não é injustiça, fica um gosto amargo, ele engana a gente. Injusto mesmo é ele usar um problema estrutural real pra se esconder dos crimes. Em seguida a briga dele com o Jamie, que é uma sequência muito boa, sem muitos cortes. A entrevista do Steve é muito comovente, ele dizendo que eles são extraordinariamente complexos, a da Amanda também é sincera, apesar de gostar deles, tenho certeza que muitos professores se sentiram representados por ela. Ela cita o trabalho que eles dão, a falta de recursos do sistema, salários baixos, tudo isso é tão real no mundo. A entrevista dos meninos traz um lado mais humano de alguns deles, uma fala do Jamie que me marcou foi "não confia em ninguém, não dá pra confiar nem na polícia, cara", não mentiu. Ao serem entrevistados, eles não têm tabu, nem medo de se expor ou falar sobre as maiores atrocidades que já cometeram, sobre seus erros. O que poderia acontecer de pior do que estar ali? Outra fala que me marcou é quando o Deputado está lá na escola e fala sobre os votos, sobre proteger os bens do cidadão, perguntando "Quem vai proteger os seus bens, sua liberdade?". Meu irmão, os meninos não têm mais nada, não têm família que se importe, não têm apoio do sistema, não têm dinheiro, bens, liberdade. Isso é um luxo inacessível pra eles. Fiquei com dó deles nessa hora. Os quartos são bem pessoais e a ambientação é ótima, mesmo os meninos sendo delinquentes, dá um incômodo ver a jornalista invadindo a privacidade deles. Nada justifica. Outra cena boa é a que começa calma com a bolinha no chão, o Steve tapa os ouvidos, então os meninos chegam quando toca o sinal, é um caos. O filme alimenta uma certa ansiedade em quem está assistindo, mas puxada pra um lado crítico, você fica agitado assistindo, mas reflexivo também. O Shy é o personagem mais cativante e real de todos os alunos. Começa com ele dançando chateado e termina com ele desmoronando completamente, e o caminho de um extremo ao outro é muito bem desenvolvido. O ator Jay Lycurgo entregou muito, só não mais que o Cillian. É só um menino em busca de afeto, mas quando recebe alguma dose, não consegue administrar. Quando ele se abriga na música, eu me identifico muito, eu amo música e quando tudo vai mal, eu coloco o meu fone e fico ali no meu mundo. A cena do futebol com certa coloração nas camisetas e a dele preta se destacando, andando triste no meio deles, a chuva caindo, bem dramática e sombria, a câmera em rotação, a edição e montagem, o take acelerado, o zoom, o campinho de ponta-cabeça, a bateria da música engatando cada vez mais alto na trilha sonora. Perfeito demais. Essa e a da lavanderia são as mais bem editadas. Faz sentido, a vida de todo mundo ali tá de ponta-cabeça também. São muito tristes as sequências do Shy, muito boa a referência ao lago pelo frasco de remédio, como se fosse um presságio para o espectador, toda a cena da lavanderia até o Shy entrando na água é muito bem dirigida. Ele tão perto de achar o Shy, mas estava tão fora de si que não conseguia chegar. Desesperador, a gente torcendo pra ele tentar só mais um pouquinho. O Shy quis tirar a própria vida aos 17 anos, porque mesmo se ele zerasse e se tornasse uma pessoa melhor, a sociedade nunca validaria isso, as pessoas o julgariam pra sempre (mais). Nem o apoio da família ele tinha mais, esse tipo de pessoa não tem nada a perder, então desistir parece ser o caminho difícil mais fácil. No final, fiquei feliz de ver que o Shy estava vivo. É muito difícil ser depressivo em um mundo onde ninguém te entende, pessoas que acordam bem e vão viver suas vidas, enquanto você acorda e a primeira coisa do dia é tentar se convencer de que aquele dia vale a pena, de que você vale a pena. Ninguém entende, só julga, exceto aqueles que também tenham depressão, que sabem minimamente qual é o sentimento. Mesmo em frangalhos e todo arrebentado, lutar pela vida, quando o suicídio parece ser a opção mais segura e indolor, é um ato de coragem enorme e requer uma força absurda. Ele gritando quando os meninos se jogaram felizes em cima dele foi pesado, um grito que veio da alma, um pedido de socorro carregado de desespero. O abraço dele no Steve no final, lindo! O folheto Coastal Carvings na parede desde o início avisando pra gente o que viria, detalhismo. O Steve é o personagem mais complexo, o Cillian deu tudo de si, e o resultado foi ótimo. O personagem consegue ver sempre o melhor das pessoas (que valem a pena), a saúde mental dele completamente esgotada, que até dentro da própria casa no final, recorre ao vício, é muito triste a cena que ele sobe com a garrafa na mão. Ele entrega alívio cômico em frases como "é bom que a cadeira não vai prestar queixa" ou imitando o Jamie, ele entra na vibe dos meninos, é o único jeito de ultrapassar o muro emocional que eles construíram. Tenta bancar a máscara de apaziguador, mas em seus vícios e nas fitas se revela como é. Cobra muito de si, como se tivesse que resolver os problemas do mundo todo, não consegue desligar. E quem resolve os dele? Ninguém. O vício em oxicodona é só o reflexo da fuga de alguém que não suporta mais viver o que vive, mas sabe que se pular fora do barco, tudo desmorona, ele é o "por um fio" que tá segurando tudo. O filme é uma baita crítica social ao sistema e como eles tratam essas pessoas. Ao salário baixo dos professores e diretores que aguentam todo tipo de situação, agressão verbal e física, assédio sexual e moral, mas principalmente ao burnout e esgotamento da sanidade mental de quem lida com alunos dessa faixa etária entre 13 e 18 anos. Fica claro que quem é da área de pedagogia, faz por amor, remuneração adequada esse povo não tem, muito menos apoio dos órgãos responsáveis. O filme não tem final feliz, é um soco no estômago e tchau. Acredito que tenha sido o objetivo, então a direção entregou com maestria tudo o que o roteiro pediu. Maravilhoso!

marcitoborges
Márcio
6 meses atrás

Não deve ser fácil lidar com o caos arredor quando a sua própria sanidade está em frangalhos, mas o sempre acima da média, Cillian Murphy, o faz com destreza em uma atuação excelente, bem como a dos garotos.

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