Rita é uma moça bela e simples que mora em uma comunidade com sua mãe. Seu grande sonho é vencer o concurso de rainha da bateria da escola de samba local. Após várias tentativas frustradas ela finalmente alcança o seu objetivo, mas em seu caminho surgirão muitas armadilhas.
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- achei bastante inteligente escolherem a fotografia em preto e branco, já faz um contraste e gera um incômodo para quem está acostumado com as cores do carnaval ver tudo sem cor nenhuma
- com nuances que vão do neo realismo ao cinema marginal, trás diversas discussões, como até onde as pessoas vão para realizar seus sonhos, os padrões de beleza, corrupção e até a falta de sororidade
Muito interessante - e triste. Gosto de como a trama prossegue, com a repetição de escolhas "compradas" com o passar dos anos, e achei válido que a protagonista não seja canonizada, em termos morais (é importantíssimo aceitar a irregularidade de ambigüidade de quem vive a realidade). Estava identificando-me tangencialmente, mas desgostei do filme quando as espancadoras entram em cena, exacerbando algo que estava estava suficientemente evidente enquanto tormento que faz a roda do poder girar... Amei a fotografia em preto-e-branco, bem como a caminhada inicial, enquanto 'flashforward'. Um filme bonito e triste - como o carnaval, aliás! (WPC>)
Existem muitas relações tóxicas, principalmente as criadas/construídas entre mulheres e para mulheres... A obsessão com a imagem e em alcançar um padrão de beleza esgotam uma pessoa e impactam a visão de mundo dela. No curta tudo isso e muitos outros detalhes estão inseridos em um contexto carioca.
Achei muito interessante o estilo preto e branco em um cenário tão carnavalesco, direcionando nossa atenção para as formas e as ações que compõem o enredo de forma mais pessoal para a vida da protagonista.
Fui a única a associar o grupinho de "adolescentes" a uma versão feminina de Laranja Mecânica à la Meninas Malvadas? (aquela pose com a bengala)
O filme cria em nossas mentes diversos questionamentos. Por que um filme preto e branco em 2019, com tantos recursos fotográficos disponíveis? A responsa é objetiva: O incomodo. Seria possível não se incomodar com um carnaval sem cores e brilhos? Qual a cor da fantasia da rainha? O próximo ponto é agonia envolvente do dia-a-dia da Rainha, por que ninguém se recordar que o carnaval para elas dura o ano inteiro. Notas especiais ficam a cerca da tão famosa incorporação Glauberiana e de sua tão famosa frase em diversos momentos. Referencias ao cinema Eisensteiniano também são encontradas do delírio inconsciente que por vezes se assimila com a realidade. Uma verdadeira obra de arte é este filme.
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Intenso e necessário. Muito bom!