O cotidiano banal da juventude dos anos 90, onde os acontecimentos retratam o não acontecimento. Um jovem é roubado, levam a moto, o dinheiro da carteira e o par de tênis, mas não o relógio, será falso o relógio? Não há juízo de VALOR, as notas de 100 não valem nada (falsas), Não há surpresas aqui, não há reação, não há ressentimentos, voltar pra casa descalço e sem os pertences não ‘’era’’ incomum nem lá (Buenos Aires) nem cá . Não há ideologia, não há o que mudar, para onde ir? O silêncio fala e nada que é falado é ouvido, muito é mostrado sem mostrar, e quando mostra: já foi, como a água do ralo, nada importa, os dias passam iguais, tudo se repete.
Que maravilha de filme, uma verdadeiro retrato de época do tédio (sub)pequeno-burguês da década de 1990. Ensaiando os macetes estilísticos que seriam a marca registrada do diretor em seus filmes vindouros, o roteiro serve-se de diálogos e situações repetidas, a fim de converter em humorístico o que foi inicialmente dramático e vice-versa. O protagonista representa bem o desamparo geracional destacado e os coadjuvantes são apaixonantes. A canção-tema, que insurge-se na meia-hora final, é esplêndida, ficou em minha cabeça por muito tempo após a sessão. Ótimo! Amo o Martín Rejtman! (WPC>)
Nos anos 90 n tinha muita coisa pra fazer mesmo... a televisão com programação idiota e imbecilizante reinava.
a sei la
Não compreendi qual o intuito do filme, o que ele quer passar, o que fez a duração passar de maneira extremamente arrastada. Não gostei
O cotidiano banal da juventude dos anos 90, onde os acontecimentos retratam o não acontecimento. Um jovem é roubado, levam a moto, o dinheiro da carteira e o par de tênis, mas não o relógio, será falso o relógio? Não há juízo de VALOR, as notas de 100 não valem nada (falsas), Não há surpresas aqui, não há reação, não há ressentimentos, voltar pra casa descalço e sem os pertences não ‘’era’’ incomum nem lá (Buenos Aires) nem cá . Não há ideologia, não há o que mudar, para onde ir? O silêncio fala e nada que é falado é ouvido, muito é mostrado sem mostrar, e quando mostra: já foi, como a água do ralo, nada importa, os dias passam iguais, tudo se repete.
Que maravilha de filme, uma verdadeiro retrato de época do tédio (sub)pequeno-burguês da década de 1990. Ensaiando os macetes estilísticos que seriam a marca registrada do diretor em seus filmes vindouros, o roteiro serve-se de diálogos e situações repetidas, a fim de converter em humorístico o que foi inicialmente dramático e vice-versa. O protagonista representa bem o desamparo geracional destacado e os coadjuvantes são apaixonantes. A canção-tema, que insurge-se na meia-hora final, é esplêndida, ficou em minha cabeça por muito tempo após a sessão. Ótimo! Amo o Martín Rejtman! (WPC>)