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Em Razões Africanas, a influência da diáspora africana na formação de três importantes ritmos musicais: o blues, o rumba e o jongo. Através de um retrato intimista e musicalmente profundo que traça o resgate da identidade desses gêneros que são legados do continente africano. O documentarista investiga o berço comum e as particularidades geográficas e instrumentais desses ritmos musicais consolidados mundialmente. O diretor, Jefferson Mello, destaca a importância da reparação histórica e do diálogo intercultural, valorizando tradições e culturas. O diretor percorreu seis países Angola, Congo, Mali, Brasil, EUA e Cuba para desbravar a ancestralidade no blues, na rumba e no jongo pelo olhar e pela história de três personagens principais.
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"Transitando entre seis países diferentes,- Brasil, Estados Unidos, Cuba, Mali, Congo e Angola -, Mello coloca o ser negro e sua musicalidade resistente no centro do protagonismo, representados por três grandes nomes e lideranças em seus respectivos gêneros: a brasileira Lazir Sinval e o Jongo, o americano Terry “Harmonica” Bean e o Blues e a cubana Eva Despaigne simbolizando a Rumba, entre outros nomes como estudiosos e líderes comunitários.
Passeando entre o cotidiano desses três personagens principais, o título do filme se engrandece nos seus diversos significados que ao longo dos tempos foram se apagando e/ou marginalizados. Jefferson Mello, um homem branco e, compreende-se pelo teor do filme, um aliado, coloca toda essa representatividade e importância em primeira pessoa."
Crítica completa em: cineset. com. br/razoes-africanas-insurreicao-negra-atraves-da-musica/
Belíssimo!!! "Razões Africanas" é um documentário com uma visão apaixonada que valoriza a cultura preta no continente americano fazendo contraponto com os ritmos de origem africano populares em três países diferentes que conectam de alguma forma. Talvez a forma não linear da forma como a narrativa desevolve pode causar uma estranheza inicial, mas a história tem uma captação de imagem tão linda e intimista, que deixa tudo muito bem feito e te puxa pela forma como o desenvolvimento é visual e sensorial. Os depoimentos e relatos são riquissimos. E a ligação com outros países africanos para resgatar a origem numa forma de reparação histórica é excelente. Se gosta de cultura negra, recomendo muito.