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Data de lançamento
11 Março 2018Duração
O ano é 2044 e o mundo real está numa terrível situação. Como a maioria das pessoas, Wade Watts escapa de sua desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS - uma utopia virtual que permite a seus usuários ser o que eles quiserem, um lugar onde você pode viver e se apaixonar em qualquer um de seus milhares de planetas. E, como a maioria da humanidade, Wade sonha em encontrar o grande prêmio que está escondido nesse mundo virtual. Em algum lugar desse playground gigante, o criador do OASIS escondeu uma série de enigmas que premiará com uma enorme fortuna - e um poder muito grande - aquele que conseguir desvendá-los.
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Filme de sessão da tarde, bom pra desopilar
Filme sessão da tarde
Filme divertido. Várias referências à cultura pop, anos 80. Muito bom!
"Há filmes que a gente assiste para analisar a técnica, e há filmes que a gente assiste com os olhos da alma. "Jogador Nº 1" não é apenas uma das melhores ficções científicas dos últimos tempos; é um tributo vivo, um microverso mágico de referências geeks dos anos 80 e 90 feito para emocionar qualquer pessoa que viveu aquela era de ouro. Para mim, que tenho 49 anos, esse filme é pura genialidade."
A história nos joga pra um futuro distópico, pobre e cinzento, onde as pessoas vivem empilhadas e dominadas por corporações gananciosas. Para fugir dessa desgraça real, a humanidade se refugia no OASIS, um universo virtual infinito. É lá que o jovem Wade Watts (o avatar Parzival vivido por Tye Sheridan), inicia uma caça alucinante aos três Easter Eggs deixados pelo criador do jogo, o falecido gênio James Halliday (Mark Rylance). A missão de Wade, da misteriosa Art3mis, do grandalhão e mecânico de robôs Aach, e guerreiros estilo oriental Daito e Sho, é chutar o balde corporação IOI, impedindo que o jogo seja controlado por engravatados e garantindo que ele continue sendo um espaço livre pro povão bitolado no jogo. Juntos, eles correrem contra o tempo e contra essa indústria, liderada pelo frio Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn), que tenta todas as formas obter os easter eggs, e decifrar o jogo.
Mas quer saber? A trama é só o chassi, porque o motor desse filme é a paixão brutal pela cultura pop oitentista e noventeira! É tanta referência de videogame, música, quadrinhos e cinema que a gente sente que vai enlouquecer. Deveria ser proibido caçar Easter Eggs nesse filme, de tanta coisa que o Spielberg joga na tela ao mesmo tempo! Os anos 80 têm um poder tão absurdo que parecem um mundo encantado onde tudo dava certo. Eu tenho uma teoria: se você fizesse Cats (um dos piores filmes da história) com a estética, sintetizadores e a energia dos anos 80, ele viraria um clássico cult instantâneo, no nível de "The Rocky Horror Picture Show" e "Labirinto".
As raízes desse mundo inacreditável, nasceram na contracultura dos anos 60 e 70, no movimento New Wave, nas garagens do Vale do Silício e com o primeiro Star Wars de 1977. Mas foi nos anos 80 que essa semente ganhou um corpo Nerd e floriu Geek. É como ver o clipe de "No Control" da Sarah Brightman, dirigido pelo Tony Scott; a estética dos anos 70 na cenografia, maquiagem e figurinos, evoluíram e ganharam uma vida absurda na década seguinte. E o Spielberg abraça tudo isso com o seu coração de cinema clássico, usando o 4K, CGI genial, textura e alma de verdade.
A forma que o filme passeia pelas referências é algo impressionante. Ver a moto do "Akira", o DeLorean de "De Volta para o Futuro" e o "Gigante de Ferro" dividindo a tela de forma tão natural é de cair o queixo. E quando a narrativa mergulha na sequência de "O Iluminado", recriando o clássico do Kubrick... meu Deus, o planeta Terra para!
Mas para mim, o momento mais impactante e mágico do filme é a cena da boate flutuante, com Wade e Art3mis dançando ao som do hino "Stayin' Alive" dos Bee Gees. É de uma poesia e de um charme futurista absurdo! Quando o filme acaba, a saudade bate forte. Tudo vem na nossa cabeça! Filmes, desenhos, jogos, quadrinhos, músicas, atores, personagens, programas e comerciais de TV. A vontade que dá é pular pra dentro da tela e viver tudo aquilo de novo.
Soube que diretores gigantes como Christopher Nolan, Robert Zemeckis e Peter Jackson foram
cotados para o longa. Nolan é o maior da sua geração, mas o filme seria frio e sério. Por isso tinha que ser o Spielberg, pois só ele tem o sentimentalismo necessário para reger essa verdade carta de amor.
"Jogador Nº 1" tem seus clichês, mas é uma obra-prima moderna e apaixonada, um filme que será um forte candidato a estar na prateleira dos maiores clássicos da ficção muito em breve.
É diversão pura, uma celebração da cultura geek, a vitória dos nerds. Uma obra muito especial para mim e todo mundo que viveu aqueles anos maravilhosos.
Cheio de referências à cultura pop anos 80, o que eu mais achei interessante foi onde eles se viram no Hotel Overlook. O resto é ok, mas tem uma hora que cansa e eu não via a hora de acabar.