Esse documentário é muito delicado e cheio de sentimentos. Amei a "reconstrução" do passado do pai dela, bem como a forma como o Brasil foi apresentado. Vale assistir.
Este documentário intimista ao extremo é um instrumento para que Marina Willer, a diretora, redescubra o pai e avô, judeus sobreviventes da segunda guerra mundial, conforme confessa. Sua homenagem é bela e singela, não apenas à família, como também àqueles milhares resgatado ou mesmo aos milhões mortos no holocausto. Contudo, é particular de tal maneira que chega a ser inacessível para o público em geral, capaz de reconhecer o valor sentimental da peregrinação de Marina pelas paisagens europeias da antiga Checoslováquia, ainda que não de senti-las como ela esperava que sentissem.
Nesse contexto, o movimento desempenha um papel fundamental (tanto é que existem planos inteiros em que apenas acompanhamos a narração do falecido Tim Pigott-Smith e assistimos às paisagens percorridas), por talvez ser o meio de sobrevivência de seus pai e avô. Tomadas estáticas com grandiosa profundidade de campo revelam todos os passos por aqueles dados desde a ocupação nazista. Os trechos extraídos da memória de Alfred são fundamentais para que entendamos o que os judeus passaram, e a sorte dos Willer (não há termo melhor) por serem úteis à economia do período.
Tudo isto até chegar no Brasil, no terceiro ato, quando às narrativas não se encaixam tão bem. Particularmente, senti falta de Marina explorar mais o trabalho do pai como arquiteto; pelo contrário, vemos bastante do também judeu Oscar Niemeyer, mas pouco de Alfred Willer. Fica a curiosidade em descobrir se a sensibilidade com que descreveu a própria história também estava impressa nos seus croquis e plantas.
Siga o @cinemacomcritica no instagram e entre para uma comunidade que adora debater os filmes e séries de que gosta. Acesse: www.goo.gl/YpQdyV ;)
Acho que faltou algo quanto a narrativa. Ela é bem contada, mas é muito lenda e parece não saber onde quer chegar. No final tem uma cena que fala do Brasil que destoa bastante do resto do doc.
Esse documentário é muito delicado e cheio de sentimentos. Amei a "reconstrução" do passado do pai dela, bem como a forma como o Brasil foi apresentado. Vale assistir.
Este documentário intimista ao extremo é um instrumento para que Marina Willer, a diretora, redescubra o pai e avô, judeus sobreviventes da segunda guerra mundial, conforme confessa. Sua homenagem é bela e singela, não apenas à família, como também àqueles milhares resgatado ou mesmo aos milhões mortos no holocausto. Contudo, é particular de tal maneira que chega a ser inacessível para o público em geral, capaz de reconhecer o valor sentimental da peregrinação de Marina pelas paisagens europeias da antiga Checoslováquia, ainda que não de senti-las como ela esperava que sentissem.
Nesse contexto, o movimento desempenha um papel fundamental (tanto é que existem planos inteiros em que apenas acompanhamos a narração do falecido Tim Pigott-Smith e assistimos às paisagens percorridas), por talvez ser o meio de sobrevivência de seus pai e avô. Tomadas estáticas com grandiosa profundidade de campo revelam todos os passos por aqueles dados desde a ocupação nazista. Os trechos extraídos da memória de Alfred são fundamentais para que entendamos o que os judeus passaram, e a sorte dos Willer (não há termo melhor) por serem úteis à economia do período.
Tudo isto até chegar no Brasil, no terceiro ato, quando às narrativas não se encaixam tão bem. Particularmente, senti falta de Marina explorar mais o trabalho do pai como arquiteto; pelo contrário, vemos bastante do também judeu Oscar Niemeyer, mas pouco de Alfred Willer. Fica a curiosidade em descobrir se a sensibilidade com que descreveu a própria história também estava impressa nos seus croquis e plantas.
Siga o @cinemacomcritica no instagram e entre para uma comunidade que adora debater os filmes e séries de que gosta. Acesse: www.goo.gl/YpQdyV ;)
Acho que faltou algo quanto a narrativa. Ela é bem contada, mas é muito lenda e parece não saber onde quer chegar. No final tem uma cena que fala do Brasil que destoa bastante do resto do doc.