Sou um admirador absolutamente devotado do diretor (seu fã número 1, ouso gritar) e amigo pessoal do roteirista e co-protagonista, mas, infelizmente, fui negativamente atingido pelos propósitos cômicos deste curta-metragem que, apesar da ótima intenção insertiva da canção "Panis et Circensis", soou-me vazio, gratuito, inócuo (no pior sentido de todas as palavras). Por mais que eu tenha admirado os movimentos de câmera na cena de corrida, este artifício pareceu-me estéril, por conta sobretudo da montagem excessivamente picotada, que me desagradou mais que qualquer outro elemento isolado do filme. Fiz questão de telefonar para o roteirista e antecipar-lhe a minha insatisfação com a sua obra, de uma maneira que não parece demeritória num viés pessoal e ficou claro que o meu desagrado tem a ver com uma divergência mais geral entre o tipo de humor que me interessa e aquele que é levado a cabo na produção. Porém, não sei até que ponto o humor é o elemento motriz. Será que o realizador pretendia estabelecer alguma crítica social com esta obra? (conhecendo-o e amando-o, presumo que sim) Se, de fato, assim quis, infelizmente ele não foi exitoso, desperdiçando o seu sumo talento numa concatenação de pequenos planos que parecem combater entre si pelo posto de mais clicheroso num panorama comparativo com diversas obras similares. Num cotejo imediato, sugiro o ótimo curta-metragem VERBENA E LIMÃO, de Lucas Sá e Lucas Kurz, que aborda uma premissa semelhante de forma agressiva e mui incisiva em sua abordagem narrativa. Numa ocasião posterior, atrever-me-ei a rever este filme do precoce gênio que tanto louvo, mas que, aqui, errou completamente a mão, os olhos e os ouvidos, não obstante o seu inquieto cérebro pós-adolescente... Esperança em ti, Júlio. Muita! (WPC>)
Sou um admirador absolutamente devotado do diretor (seu fã número 1, ouso gritar) e amigo pessoal do roteirista e co-protagonista, mas, infelizmente, fui negativamente atingido pelos propósitos cômicos deste curta-metragem que, apesar da ótima intenção insertiva da canção "Panis et Circensis", soou-me vazio, gratuito, inócuo (no pior sentido de todas as palavras). Por mais que eu tenha admirado os movimentos de câmera na cena de corrida, este artifício pareceu-me estéril, por conta sobretudo da montagem excessivamente picotada, que me desagradou mais que qualquer outro elemento isolado do filme. Fiz questão de telefonar para o roteirista e antecipar-lhe a minha insatisfação com a sua obra, de uma maneira que não parece demeritória num viés pessoal e ficou claro que o meu desagrado tem a ver com uma divergência mais geral entre o tipo de humor que me interessa e aquele que é levado a cabo na produção. Porém, não sei até que ponto o humor é o elemento motriz. Será que o realizador pretendia estabelecer alguma crítica social com esta obra? (conhecendo-o e amando-o, presumo que sim) Se, de fato, assim quis, infelizmente ele não foi exitoso, desperdiçando o seu sumo talento numa concatenação de pequenos planos que parecem combater entre si pelo posto de mais clicheroso num panorama comparativo com diversas obras similares. Num cotejo imediato, sugiro o ótimo curta-metragem VERBENA E LIMÃO, de Lucas Sá e Lucas Kurz, que aborda uma premissa semelhante de forma agressiva e mui incisiva em sua abordagem narrativa. Numa ocasião posterior, atrever-me-ei a rever este filme do precoce gênio que tanto louvo, mas que, aqui, errou completamente a mão, os olhos e os ouvidos, não obstante o seu inquieto cérebro pós-adolescente... Esperança em ti, Júlio. Muita! (WPC>)