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O documentário “Repare Bem” da cineasta portuguesa Maria de Medeiros aborda a história de três gerações de mulheres que sofreram perseguição política a partir do relato de Denize Crispim e Eduarda Leite, duas anistiadas pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
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Há muito tempo eu queria ter assistido esse documentário. Muito forte os depoimentos, revoltante ao extremo as torturas realizadas pelos milicos covardes e canalhas. Até quando vamos anistiar esses canalhas defensores da ditadura e simpatizantes do autoritarismo.
Sem palavras
No meio do filme comecei a pensar:
Como é que tem gente que apoia Bolsonaro, defensor da ditadura?
Não achei o doc tããão bom assim. Acho que por terem escolhido personagens não tão influentes, pelo menos que eu saiba, na história do regime militar no Brasil. Mas foram histórias importantes de se ouvir e conhecer.
Co-produção do Brasil, Portugal, Itália, França e Espanha que foi o vencedor do Kikito de melhor filme latino no Festival de Gramado. A diretora/atriz/cantora portuguesa Maria de Medeiros realiza o documentário sobre ditadura, por meio da história de três gerações de mulheres. As câmeras registraram em Roma e em Joure, no norte da Holanda, os testemunhos de Denise Crispim e de sua filha, Eduarda Ditta Crispim Leite. Apesar de longe do Brasil, suas palavras, que falam de exílio e de memória, levam-nos a um mergulho profundo na história do Brasil, dos anos 70 até a atualidade. Denise já nasce clandestina em 1949. Seus pais, extremamento politizados, lutaram por um vida mais justa e são por isso perseguidos por sucessivas ditaduras. Aos 20 anos, Denise torna-se companheira de um guerrilheiro, Eduardo Leite, morto no governo militar brasileiro. Ao fugir para o Chile, reencontra seus pais, também exilados. Lá, ao lado da filha Eduarda, Denise e a mãe vivem a repressão de Pinochet e se separam novamente, para viver na Europa. Ética e estética, forte e doloroso, triste e sempre realista..., mais uma história desenterrada dos porões da ditadura, como muitas outras, que precisa ser conhecida.
"Quando chegou no Chile (em janeiro de 1971) [...] tinha aquela gente que queria fazer o golpe de Estado, promover o golpe de Estado. As madame da alta sociedade dos ricos chileno, pegava as empregada doméstica dentro de casa, punha com as panela e punha pra desfilar na rua. Não era elas que desfilava não, eram as empregada doméstica delas, elas iam atrás ou na frente com as bandeira."
Mais explicativo e simbólico que isso, pro nosso cenário político atual, impossível.