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Em 1970, os crimes do Esquadrão da Morte pelo requinte de violência provocaram uma onda de reações por todo o país. As fotos das vítimas, adornadas pela caveira, símbolo do grupo, causaram uma incômoda indignação. Esta é a história de Mateus Romeiro, o mais famoso dos policiais, que integrou o grupo dos Homens de Aço, uma das facções em que se dividia o esquadrão.
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Porcos fardados
Seus dias estão contados
- Anselmo Vasconcelos está completamente maravilhoso como Eloína
- não romantiza os policiais assassinos e os mostra como o chorume que realmente são
- verdadeiros cachorros do governo, que os descarta quando quer
daqueles filmes que mostram que o brasil não muda. a violência canalha da polícia e da sociedade brasileira contra si mesma onde o individualismo engole todo mundo no fim. o tom quase documental do filme funciona bem e tarcísio meira consegue entregar um personagem muito desconectado da visão de bom moço que ele carregava. seu mateus romeiro é uma síntese de tudo que o filme carrega, uma espécie de violência vaidosa. o filme seria dele se não fosse a personagem eloina interpretada maravilhosamente por anselmo vasconcelos: ela tem seu passado, tem suas ambições, tem seu talento, tem função e participação na história e simplesmente existe, sem função cômica, de exploração ou representatividade vazia (até porque nessa época nem se falava sobre representatividade). se fosse gringo teria levado oscar por essa personagem
um bom filme policial com muita violência crua: não só física mas também na relação violenta entre todas as pessoas envolvidas
Filmado a mais de 40 anos trata de tema espinhoso e atual . A policia e seus grupos de exterminio. Com ou sem farda. O poder político. A cumplicidade da imprensa e o barco afundando com a mudança de interesses.
Nada mias urgente e eterno.
A trama gira em torno de Mateus (Tarcçisio ), mas quem rouba a cena, o travesti Eloina (Anselmo), seja pela atuação e pela coragem como ele é retratado. Um pouco irregular, mas dos que trata do Esquadrão da Morte é o que mete mais o dedo na ferida, sem viés de heroismo ou simpatia pelo fascismo disfarçado de justiça.
Vi agora pelo canal Brasil. Adorei! (13.08.22)