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Data de lançamento
31 Jan. 2025Duração
Guiados por um messias, cosmonautas dominam um planeta, transformando seus habitantes originais em operários de sua obra: a construção de uma nação. Mas Ning, uma consciência coletiva de revolta, surge, trazendo a iminência de uma greve geral.
Seleção oficial na Mostra Aurora, na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
Uma produção No barraco da Constância tem! e Teatro Máquina,
co-produção Marrevolto Filmes.
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Apocalíptica verborragia que não deixa de encantar pela destreza do texto e das mirabolâncias com a câmera, mas também não deixa de afastar justamente pelo excesso (o que são aqueles letreiros no final, meu deus).
Ainda assim, obra que fica na cabeça por muito tempo. E isso é um mérito e tanto.
Serei sincero: este filme deu-me muito trabalho. Perdi a apresentação dos diretores, infelizmente, e vi apenas o final do debate, o que seria essencial para compreender melhor o processo de idealização e filmagem, de algo tão opulento, fulgurante e até mesmo barroco. As diferenças entre os atos são marcantes e a entrega do elenco aos personagens é acachapante, ainda que, por motivos óbvios, aderiu-se ao recurso da dublagem, em toda a extensão. Curti a musicalidade, os movimentos intricados de câmera, a demora dos planos, os jogos com a fragmentação de palavras. Mas, ao mesmo tempo, algo no roteiro (na tentativa de detecção de "sinopse") não me cativou. A ponto de, numa reação imediata, eu ter crido que não havia gostado tanto do filme. O que foi logo negado pelas sensações posteriores: o filme não saía de minha cabeça e eu, greenawayniano que sempre fui, rendi-me à maestria do processo. Os diretores são maravilhosos e os recursos técnicos da obra merecem ser aplaudidos de pé. Quero rever, sem estar cansado (risos). Trabalho de muito fôlego, que também requer fôlego do espectador! (WPC>)