A trama de mistério em torno das consequências dos delitos para o casal, somada à incerteza sobre a identidade da testemunha, prendeu minha atenção. O suspense é constante.
Quanto às atuações, quem brilha é Anthony Quinn. É o primeiro filme que assisto de sua filmografia, e a sua performance, do início ao fim, dá gosto de acompanhar. Que energia transparece do ator!
Por outro lado, a atuação de Lana Turner pareceu-me um tanto artificial, sem encanto. E a carga de dramaticidade atrelada a Sheila tornou a experiência, em certos momentos, levemente enfadonha. Ainda mais infeliz, porém, são os atos de violência baseada no gênero que os agressores - do ex-cônjuge ao amante - impõem contra Sheila, pois a impressão que fica é a de naturalidade de tais cenas. A própria personagem, enquanto mulher, é retratada como um sujeito mais vulnerável que os homens ao seu redor, concepção que é fruto de um machismo enraizado na sociedade da época e na de hoje também.
Destaque para Sandra Dee, que interpreta Cathy com muita graça. Aliás, uma curiosidade cinéfila: em 1959, um ano antes do lançamento de Portrait in Black, Sandra e Lana contracenavam juntas no clássico Imitation of Life.
"Retrato em Negro", de 1960, infelizmente acabou caindo no esquecimento de muitos cinéfilos inveterados e saudosistas. Este thriller clássico era reprise constante nos bons tempos do SBT, ocasionalmente exibido na extinta Sessão das Dez. Grande atuação da dupla Lana Turner e Anthony Quinn.
Lana Turner, muito linda e sensual e Anthony Quinn, como sempre, não nos decepciona. Acho que esse filme é pouco conhecido pelo grande público, e não deveria, porque é muito bom. Recomendo.
A trama de mistério em torno das consequências dos delitos para o casal, somada à incerteza sobre a identidade da testemunha, prendeu minha atenção. O suspense é constante.
Quanto às atuações, quem brilha é Anthony Quinn. É o primeiro filme que assisto de sua filmografia, e a sua performance, do início ao fim, dá gosto de acompanhar. Que energia transparece do ator!
Por outro lado, a atuação de Lana Turner pareceu-me um tanto artificial, sem encanto. E a carga de dramaticidade atrelada a Sheila tornou a experiência, em certos momentos, levemente enfadonha. Ainda mais infeliz, porém, são os atos de violência baseada no gênero que os agressores - do ex-cônjuge ao amante - impõem contra Sheila, pois a impressão que fica é a de naturalidade de tais cenas. A própria personagem, enquanto mulher, é retratada como um sujeito mais vulnerável que os homens ao seu redor, concepção que é fruto de um machismo enraizado na sociedade da época e na de hoje também.
Destaque para Sandra Dee, que interpreta Cathy com muita graça. Aliás, uma curiosidade cinéfila: em 1959, um ano antes do lançamento de Portrait in Black, Sandra e Lana contracenavam juntas no clássico Imitation of Life.
"Retrato em Negro", de 1960, infelizmente acabou caindo no esquecimento de muitos cinéfilos inveterados e saudosistas. Este thriller clássico era reprise constante nos bons tempos do SBT, ocasionalmente exibido na extinta Sessão das Dez. Grande atuação da dupla Lana Turner e Anthony Quinn.
Lana Turner, muito linda e sensual e Anthony Quinn, como sempre, não nos decepciona. Acho que esse filme é pouco conhecido pelo grande público, e não deveria, porque é muito bom. Recomendo.