Explora o legado artístico de Leni Riefenstahl e seus complexos vínculos com o regime nazista, confrontando seu autorretrato com evidências que sugerem consciência das atrocidades do regime.
O tempo dedicado à contemplação de fotografias e expressões faciais, intercalado à falas curtas, tornou a experiência para mim um pouco cansativa e deixou o documentário mais longo do que talvez fosse necessário. O negacionismo da querida já era esperado, até um certo ponto. Ela não sabia de nada, ela não via nada and so on. Interessante perceber em certos momentos, porém, a saída do personagem. Isso ocorre duas vezes. Na primeira, ao falar dos atributos dos atletas negros nas Olimpíadas de 1938 como se estivesse descrevendo animais selvagens na floresta; no segundo, ao falar sobre os ciganos, lançar a pergunta "quem seria mais passível de mentir? Eu ou eles?". Fez contribuições valiosas ao cinema? Não sou da área, mas dizem que sim. Merece ser mais conhecida como partidária de um movimento nefasto do que pela arte? Sem dúvida alguma.
Talvez o caso que deu origem à discussão sempre atual sobre separar o artista da obra. Eu acho que não tem como separar, e essa é uma visão reforçada por esse excelente documentário. A obra sempre vai ter muito do artista, e, se a apreciamos, é preciso que se faça na inteireza, reconhecendo as eventuais monstruosidades - o que não quer dizer que compactuamos delas.
O tempo dedicado à contemplação de fotografias e expressões faciais, intercalado à falas curtas, tornou a experiência para mim um pouco cansativa e deixou o documentário mais longo do que talvez fosse necessário. O negacionismo da querida já era esperado, até um certo ponto. Ela não sabia de nada, ela não via nada and so on. Interessante perceber em certos momentos, porém, a saída do personagem. Isso ocorre duas vezes. Na primeira, ao falar dos atributos dos atletas negros nas Olimpíadas de 1938 como se estivesse descrevendo animais selvagens na floresta; no segundo, ao falar sobre os ciganos, lançar a pergunta "quem seria mais passível de mentir? Eu ou eles?". Fez contribuições valiosas ao cinema? Não sou da área, mas dizem que sim. Merece ser mais conhecida como partidária de um movimento nefasto do que pela arte? Sem dúvida alguma.
Talvez o caso que deu origem à discussão sempre atual sobre separar o artista da obra. Eu acho que não tem como separar, e essa é uma visão reforçada por esse excelente documentário. A obra sempre vai ter muito do artista, e, se a apreciamos, é preciso que se faça na inteireza, reconhecendo as eventuais monstruosidades - o que não quer dizer que compactuamos delas.