Duração
Memorável reunião de quarto curtas-metragens de cineastas consagrados: PUREZA de Roberto Rossellini As peripécias de uma jovem aeromoça comprometida, que tenta fugir do assédio de um executivo americano. O MUNDO NOVO de Jean-Luc Godard Um romance futurista em que o fim do relacionamento de um casal coincide com o Holocausto nuclear. A RICOTA de Pier-Paolo Pasolini A história de um cineasta (Orson Welles) que realiza, na periferia de Roma, um filme baseado na Paixão de Cristo. O FRANGO CASEIRO de Ugo Gregoretti Influenciada por um anúncio, jovem família parte para o campo, para comprar sua nova casa.
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Achei o curta de Rossellini um sonífero, com aquele humor pastelão.
Godard, do seu jeito, remete a poesia e espírito rebelde.
Pasolini, amore mio, sempre contestador.
E Ugo Gregoretti, fazendo a tal da "crítica social foda".
O time de cineastas é grandioso, mas o resultado ficou aquém do esperado. Quem se sai melhor é Ugo Gregoretti com o impagável “O Frango Caseiro”.
Provavelmente por excesso de expectativas esta reunião de talentos inegáveis do cinema não me causou uma impressão mais contundente. Não foi difícil acompanhar as histórias com atenção, mas sim me envolver suficientemente com elas (principalmente "O mundo novo" e "Pureza"). "A Ricota" do Pasolini foi, para mim. mais interessante em seu deboche e significações (o bad boy italiano tinha sempre suas garras afiadas). Mas o que mais gostei foi "O frango caseiro" (do menos conhecido Ugo Gregoretti), uma crítica elegante do patético consumismo alienador/escravizador, uma história que, em vez de dar uma grande punhalada, opta por dar alfinetadas durante todo o seu percurso (e faz isso muitíssimo bem).
Tipo Super Grupo de Rock montando uma banda no auge de seu talento e inspiração! Filme bom, assisti pois estão seguindo a filmografia do brilhante Pasolini, porém, o curto que mais gostei foi o de Rossellini.
"O homem de hoje é frequentemente oprimido por uma indefinível angústia e no trabalho cotidiano, o inconsciente lhe sugere um refúgio que o protegeu e o nutriu: o colo materno. Para este homem, agora, privado de si próprio, até o amor se constitui na procura carente do colo materno."
Alfred Adler