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O curta "Rostos de Novembro" começa com tiros de canhão e as imagens de um dia cinzento e frio. Kennedy está morto. Diante das lentes de Drew, rostos de homens e mulheres (mais mulheres do que homens) passam segurando o choro, ou soltando lágrimas furtivas. Jackie, véu sobre o rosto, tampouco deixa entrever emoções. "Todos sentiam muito, eu sentia muito, mas tentavam não mostrar. Se eu tivesse de definir "Rostos de Novembro", diria que é um filme sobre o controle das emoções."
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Depois de (re)descobrir este extraordinário diretor graças a CRISE - havia visto o seminal PRIMÁRIAS há muito tempo! - mergulhei neste excelente curta-metragem e fiquei emocionado e fascinado pela extrema sensibilidade e inteligência com que ele registra aqueles rostos enlutados. A viúva Jackie está particularmente expressiva, num modo que "facilitou" o trabalho reconstitutivo do brilhante filme de Pablo Larraín. O modo como os sons do funeral estabelecem o ritmo da montagem é algo para ser aplaudido de pé. Magnífico e doloroso: o cineasta despede-se de seu sujeito-xodó de maneira mui respeitosa e, apesar da tragédia que o vitimou, sem incorrer no sensacionalismo ou na hagiografia, muito menos na pieguice patriótica. Um gênio do documentário (ou melhor, do cinema como um todo), sem dúvida! (WPC>)