Ruhr apresenta a perspectiva de James Benning sobre a zona de Ruhr, na Alemanha, uma região formada por minas de carvão, industrialização e a classe trabalhadora dos seus habitantes. É mais do que um retrato de uma região sujeita a mudanças estruturais e um exemplo da mudança de paradigma na história cultural do trabalho. É também uma homenagem a Ruhr e à sua gente, àqueles que trabalham para formar a cultura da sua região. (Indie Lisboa 2010)
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Ver esses filmes do Benning me faz me sentir como se eu estivesse ouvindo um disco do Brian Eno ou do William Basinski. Aqui temos 7 takes que, em cada um, nos primeiros 30 segundos você entende o que vai acontecer pelos próximos 10, 15, 60 minutos, mas o diretor consegue trazer uma beleza e uma certa fixação pra aquilo que é fantástico. A comparação vem justamente da contemplação e paz que os filmes trazem, mas esse aqui é também, de certa forma, político (relação da indústria X pessoas, toda a questão cultural), mas, acima de tudo, é algo bem documental. Benning te apresenta uma imagem e, com uma certa escala, te imerse naquilo e, a partir dali, você só acompanha aquela realidade - a beleza e a melancolia do mundano. São imagens, uma mais linda do que a outra (principalmente a última), que respiram uma vida, longe daqui, mas que o diretor traz para sua frente, para sua interpretação e experiência.