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Data de lançamento
27 Jan. 2025Duração
Depressivo. Virginal. Anti-bolsonarista. Cinéfilo. Religioso. Pornoteórico. Centrípeto. Vegetariano. Amante da Literatura. Proto-suicida. Indiscreto.
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Hora de começar a avaliar os filmes que eu vi aqui em Tiradentes, e começo com o meu. Parece uma exercício continuado de exibicionismo, que eu julgue positivamente o meu próprio filme, mas eu gosto dele, não mentirei quanto a isso. Ter a experiência de, pela primeira vez, assistir ao filme em tela grande, com um público reativo, foi algo muito singular: quase cinco anos se passaram desde que as imagens foram captadas inicialmente, de modo que muita coisa mudou em minha vida, de lá para cá, ainda que, no âmago, o essencial permaneça. Mas, como brinquei ontem, numa entrevista, hoje, é como se eu carecesse realizar uma versão feliz, de tão empolgado que estou com a recepção da obra, aqui na mostra dedicada ao cinema brasileiro independente. Num debate sobre o filme, questões maravilhosas foram trazidas à tona, senti-me muito emocionado ao ser argüido e compreendido daquele jeito. Se, antes, eu era desconfiado que a tônica de 'egotrip' do projeto não alcançasse suficientemente o público, recebi um retorno mui positivo, que me tranqüliza quanto aos excessos do personagem que interpreto, e que sou eu mesmo. Como espectador, portanto, digo que gostei muito: afinal, o que foi mostrado é também o que eu gosto de ver. Sinto-me contente ao saber que foi recíproco. Muito agradecido que este filme tenha ganhado vida, para além de meus anseios. A Arte salva! (WPC>)