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Outros títulos
The Life of Oharu - Estados Unidos da América
Sinopse
Baseado em romance de Saikaku Ihara, o filme conta a história da vida de Oharu, uma mulher que na juventude fazia parte da corte do imperador e que em virtude de um relacionamento acaba como pedinte e cortesã, já senhora.
- drama pesadíssimo, mas que em vários momentos parece um verdadeiro filme de terror - o mais aterrorizante é a pobre oharu não ter controle nenhum sobre a própria vida, sendo vendida ou trocada como uma mercadoria - exemplo devastador de como a sociedade japonesa da época via o papel da mulher - a direção é uma verdadeira aula de cinema, movimentação e posicionamento das câmeras, a fotografia e toda a composição dos cenários e figurinos é excelente
Kenji Mizoguchi sabe dirigir uma tragédia como ninguém, Oharu foi incapaz de viver um amor pois se relacionar com classes mais baixas é uma vergonha para o Shogun, ela e sua família são banidas e a partir daí sua vida se afunda cada vez mais, não importa se ela ficasse na dela e tentasse recomeçar, passado ''manchado'' sempre iria voltar para atormentar, quase não reconheci o Toshiro Mifune.
Se tratando de Mizoguchi já fui esperando algo esplêndido.Filme que se aproxima muito de "Crisântemos Tardios",só que bem mais verdadeiro e cruel com seus personagens.
Você passa o filme inteiro com o coração na mão, mas ao mesmo tempo impressionada com as imagens lindíssimas de um Japão feudal e com o magnetismo da Oharu.
A sequência infinda de desgraças me impede de gostar mais do filme, ainda que se trate de uma representação até hoje extremamente válida da hipocrisia machista onipresente.
- drama pesadíssimo, mas que em vários momentos parece um verdadeiro filme de terror
- o mais aterrorizante é a pobre oharu não ter controle nenhum sobre a própria vida, sendo vendida ou trocada como uma mercadoria
- exemplo devastador de como a sociedade japonesa da época via o papel da mulher
- a direção é uma verdadeira aula de cinema, movimentação e posicionamento das câmeras, a fotografia e toda a composição dos cenários e figurinos é excelente
Kenji Mizoguchi sabe dirigir uma tragédia como ninguém, Oharu foi incapaz de viver um amor pois se relacionar com classes mais baixas é uma vergonha para o Shogun, ela e sua família são banidas e a partir daí sua vida se afunda cada vez mais, não importa se ela ficasse na dela e tentasse recomeçar, passado ''manchado'' sempre iria voltar para atormentar, quase não reconheci o Toshiro Mifune.
Se tratando de Mizoguchi já fui esperando algo esplêndido.Filme que se aproxima muito de "Crisântemos Tardios",só que bem mais verdadeiro e cruel com seus personagens.
>Assistido em 31 de Janeiro de 2023
Você passa o filme inteiro com o coração na mão, mas ao mesmo tempo impressionada com as imagens lindíssimas de um Japão feudal e com o magnetismo da Oharu.
A sequência infinda de desgraças me impede de gostar mais do filme, ainda que se trate de uma representação até hoje extremamente válida da hipocrisia machista onipresente.
oharu :(
esse filme me lembrou "a balada de orin" de 1977