- pensei que já tinha me acostumado com o cinema do diretor, mas nesse aqui foi bem complicado chegar até o fim - a narrativa, ou a completa falta de uma, não me pegou, o filme curto custou a passar - gosto das filmagens, da trilha (quando há alguma), mas não entendi o que ele queria passar
Acabei de enviar uma mensagem facebookiana para o diretor, dizendo que o amo. Pois é verdade; diante deste filme lindo, improvisado, triste e sensual, senti um amor extremo, que precisa ser distribuído, compartilhado... Há alguns aspectos do filme que incomodam (aquilo que advém do título e das imagens turísticas, as canções estrangeiras, o efeito 'flou' nas corridas em câmera lenta), mas, em diversas situações, é justamente esse incômodo que revela-se como grande potência da obra, que parece uma versão brasileira de TRAINSPOTTING - SEM LIMITES (por causa da similaridade de um enquadramento-chave), em que o vício destrutivo é o amor. Entretanto, o amor reconstrói, ressignifica, amplia sensações, rejuvenesce, ressuscita-nos diuturnamente... O protagonista é lindo: como alguém pode ter terminado com ele? (risos) Adorei a audácia do diretor em filmá-lo chorando no banho (eternamente, muito obrigado!). Curti a aparência velvet-undergroundiana de uma das canções (em francês) e cheguei a pensar nos longas-metragens de Jack Smith durante a projeção. Quando a trilha rachmaninoffiana de DESENCANTO aparece de supetão, quase pulo da cama, gozando e aos prantos, ao mesmo tempo. O tom em preto-e-branco da fotografia serviu brilhantemente para o realce emocional de algumas seqüências: que o diga a sublimidade daquele desfecho. Amei! (WPC>)
- pensei que já tinha me acostumado com o cinema do diretor, mas nesse aqui foi bem complicado chegar até o fim
- a narrativa, ou a completa falta de uma, não me pegou, o filme curto custou a passar
- gosto das filmagens, da trilha (quando há alguma), mas não entendi o que ele queria passar
Acabei de enviar uma mensagem facebookiana para o diretor, dizendo que o amo. Pois é verdade; diante deste filme lindo, improvisado, triste e sensual, senti um amor extremo, que precisa ser distribuído, compartilhado... Há alguns aspectos do filme que incomodam (aquilo que advém do título e das imagens turísticas, as canções estrangeiras, o efeito 'flou' nas corridas em câmera lenta), mas, em diversas situações, é justamente esse incômodo que revela-se como grande potência da obra, que parece uma versão brasileira de TRAINSPOTTING - SEM LIMITES (por causa da similaridade de um enquadramento-chave), em que o vício destrutivo é o amor. Entretanto, o amor reconstrói, ressignifica, amplia sensações, rejuvenesce, ressuscita-nos diuturnamente... O protagonista é lindo: como alguém pode ter terminado com ele? (risos) Adorei a audácia do diretor em filmá-lo chorando no banho (eternamente, muito obrigado!). Curti a aparência velvet-undergroundiana de uma das canções (em francês) e cheguei a pensar nos longas-metragens de Jack Smith durante a projeção. Quando a trilha rachmaninoffiana de DESENCANTO aparece de supetão, quase pulo da cama, gozando e aos prantos, ao mesmo tempo. O tom em preto-e-branco da fotografia serviu brilhantemente para o realce emocional de algumas seqüências: que o diga a sublimidade daquele desfecho. Amei! (WPC>)