Quando um vírus letal se espalha pelo mundo e a orientação das autoridades é o auto-isolamento, as dúvidas de como proceder diante de uma ruptura brusca do cotidiano também nascem e se espalham, em meio às novas regras, notícias falsas, medo e descaso do estado. Neste filme, Tatiana Chistova retrata a atmosfera do início da pandemia em São Petersburgo, reunindo imagens de uma cidade paralisada e inúmeros telefonemas a canais de atentimento feitos por idosos desassistidos e também revoltados com a condução da crise pelo poder público. d
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Primoroso documentário, demonstrando que todo o terror negacionista que enfrentamos no Brasil poderia ser ainda pior... A diretora capta o desespero de velhinhos isolados em casa, sem saber como terão acesso a ajudas governamentais tão elementares quanto decepcionantes. Como trabalhei como atendente de telemarketing por quatro anos, emocionei-me bastante ao ouvir estas conversas dolorosas, contrabalançadas por algo terrível que acontece no desfecho. "Neste filme, há pessoas, gatos, cachorros, pombos e um vírus", afirma os créditos finais. Muito triste! (WPC>)