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Data de lançamento
26 Out. 2020Duração
Uma mãe, com deficiência auditiva, separou-se do marido, incapaz de ouvir, por causa da discordância que eles têm sobre a cirurgia de implante coclear do filho, que pode permitir que a criança consiga ouvir. Mas o pai, com medo de ficar sozinho, tenta evitar a cirurgia porque quer que o menino não ouça, assim como ele.
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A cada novo contato com esta safra iraniana pós-Asghar Farhadi, fico mais e mais impressionado: é incrível o quanto a filmografia deste país lança-nos em conflitos irresolúveis, no sentido de que não há um ponto de visto unidimensionalmente correto. As relações humanas são atravessadas por múltiplos dilemas, de maneira que cada pessoa possui as suas razões para agir como age. Por mais cruel ou injusta que pareça, num primeiro momento. Aqui, por exemplo, é evidente que o ex-marido age de maneira violenta e intolerante. Mas o seu pavor de não ser mais amado não é compreensível, de alguma maneira? idem para a personagem da mãe, que comporta-se de maneira eventualmente egoísta, em seu desespero entristecido. Filmaço! Muito bem dirigido e interpretado, com um roteiro que bifurca-se cada vez mais, servindo-se brilhantemente de uma mesma seqüência, vista sob ângulos distintos. Fiquei atormentado desde a abertura: o modo como os problemas empregatícios e as rotinas opressoras de trabalho delimitam os anseios dos personagens é algo para ser aplaudido de pé, em termos de conflagração citadina nem de longe exclusiva aos países com aberturas políticas recentes. As mazelas enlouquecedoras do ritmo capitalista são globais: eis um dos pontos nodais dessa filmografia urbana do Irã contemporâneo. Incrível! Os efeitos sonoros que permite-nos "ouvir" algo similar ao que a protagonista experimenta são esplendidamente perturbadores! Um leve defeito no filme: a investida melodramática um tanto convencional do desfecho. Mas esta chega a ser merecida e desejada. E convenhamos: é apenas aparente! (WPC>)
Tinha tudo para ser um baita filme, as atuações são ótimas, teve uma intenção boa (a última cena é emocionante), porém o roteiro é meio confuso.